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Um bom filme de terror assusta até os mais céticos dos espectadores – mesmo que a fórmula esteja um pouquinho batida. Em último caso, existe uma pequena frase que faz toda a diferença e garante que os que assistem vão tremer de medo: “baseado em uma história real”.

Recentemente, o Bastidores fez a crítica do novo filme sobre uma das casas assombradas mais famosas dos Estados Unidos. Amityville: O Despertar ganhou uma nota baixa, mas a história original, contada com seus exageros em O Horror em Amityville, é realmente macabra.

Amityville é uma pequena cidade nos Estados Unidos, localizada à alguns quilômetros de Nova York. Hoje ela é conhecida pela casa assombrada e história que leva o nome da cidade, mas no início da década de 70 ela ainda era um pedacinho do meio do nada no mapa americano.

Em 1975, os recém-casados George e Kathy Lutz se mudaram com os filhos para o número 112 da Ocean Avenue. Eles aproveitaram a chance de uma vida comprando a residência à um valor muito abaixo do mercado, considerando seu tamanho, com piscina e até casa de barcos. Tudo parecia maravilhoso. A nova família, formada pelo casal e os filhos de Kathy de um casamento anterior, Daniel, de nove anos, Christopher, de sete, e Melissa de cinco, mais seu grande cachorro – uma mistura de malamute e labrador -, Harry, poderia crescer e viver feliz ali.

Um dia antes da mudança, o Padre Ralph J. Pecoraro visitou a casa para benzê-la. Foi nesse momento que acontecimentos estranhos começaram: bastou um pouco de agua benta para o Padre escutar uma voz profunda, masculina, ordenando que ele saísse da casa.

 

A partir daí, cada dia morando ali representava uma nova descoberta bizarra e inexplicável. No começo, eram coisas pequenas: a família inteira sentia cheiros estranhos e desagradáveis em alguns ambientes, e certas partes da casa eram muito geladas em lugares que não possuíam corrente de vento. Muitas moscas invadiam a casa, mesmo durante o inverno. Em uma ocasião, quando estava sozinha, Kathy escutou uma janela sendo aberta e fechada novamente em seu quarto de costura.

Tudo isso poderia ser atribuído à família ainda não estar acostumada com a casa, certo? As coisas começaram a piorar quando Missy, apelido de Melissa, começou a falar sobre seu amigo imaginário. Seu “amiguinho” se chamava Jodie e, de acordo com os desenhos feitos pela menina, era uma criatura parecida com um porco, com olhos vermelhos e brilhantes.

Na noite de natal do mesmo ano, George estava trancando a casa de barcos e olhou para o resto da residência. Em uma das janelas, viu Missy e Jodie atrás da menina. Quando subiu correndo, encontrou-a dormindo na própria cama, com a cadeira de balanço ao seu lado se mexendo para frente e para trás cadenciadamente. De acordo com o casal, eles também presenciaram gosma verde descendo pelas paredes e fechadura do quarto de brincar – mais nojento que assustador, na verdade.

Todas as noites, George acordava exatamente às 03h15 da manhã. Mais tarde, ele descobriria a razão: fora neste horário que, mais de um ano antes, um jovem havia matado toda a sua família naquele mesmo local.

Na noite de 13 de novembro de 1974, o mais velho de cinco irmãos, Ronald DeFeo Jr., na época com 23 anos, usou um rifle Martin calibre .35 para matar sua família enquanto estes dormiam.

Durante seu julgamento, Ronald e seu advogado William Weber atestaram insanidade – de acordo com eles, o jovem ouvia vozes que frequentemente o mandavam matar a família. No fim, juiz e júri não compraram a história, e ele foi condenado.

Apenas 28 dias depois da mudança, os Lutz fizeram suas malas e fugiram da casa e tudo o que ela representava.

A questão é que quando os Lutz compraram a 112 Ocean Avenue, eles tinham plena consciência do que havia acontecido ali – inclusive, por esse motivo que a residência era tão barata. Só não faziam a menor ideia de que a alegação de Ronald seria a primeira de muitas de caráter sobrenatural feitas sobre a casa, diretamente seguida das histórias horríveis que eles mesmos contariam.

Ou será que fariam? Em 2002, muitos anos depois do assassinato, Ronald voltou atrás em sua história sobre ouvir vozes. De acordo com ele, tudo que a família Lutz disse ter vivido em Amityville era uma mentira – um conto fabricado para conseguir muito dinheiro. De certa forma, deu certo: essas experiências fizeram com que a cidade fosse permanentemente marcada na história do terror, representada em livros, filmes e documentários.

E você, o que acha da história de Amityville? Pode ser verdade?

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