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Lançado em comemoração aos vinte anos de Final Fantasy, Dissidia é um game de luta que conta com os dez protagonistas e principais antagonistas de cada jogo da série, em outras palavras, o fan service por excelência, mas que, por diversas razões, prova ser a perfeita fusão entre jogos de RPG e de luta. O sucesso do primeiro game invariavelmente gerou sua sequência, que funciona como prelúdio, 012 (ou Duodecim), lançado dois anos depois, a obra acrescenta oito novos personagens e contém o original por completo. Por essa razão esta crítica irá abordar ambos.

O game que os fãs pediam há muito tempo nos coloca em meio a um conflito entre o deus do caos, Chaos (cuja primeira aparição se dá em Final Fantasy I) e a deusa da harmonia, Cosmos. Nesta guerra sem fim ambos invocam guerreiros de outras dimensões para lutarem ao seu lado – Cosmos chama os heróis de FFI a FFXIII e Chaos os vilões do primeiro jogo da franquia até o décimo segundo, portanto nada de Barthandelus ou Orphan, ambos do décimo terceiro game da franquia. Como esperado de um jogo de luta, a história progride através das inúmeras batalhas, cada uma contra um inimigo pre-determinado.

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Aqui entra a primeira diferença de Dissidia em relação os games mais convencionais do gênero. Entre cada batalha podemos explorar uma espécie de overworld (similar ao que encontramos nos Final Fantasy numerados), nesse vemos diversos oponentes “convencionais” e podemos atacá-los, iniciando uma luta ou podemos ir direto para o objetivo, que consiste em um embate do modo história, após percorrer um pequeno tabuleiro. A progressão da dificuldade se dá de maneira suave, acostumando o jogador com suas mecânicas bastante diferenciadas. Parece complicado, mas isso garante horas e mais horas de gameplay e, de quebra, diálogos ocorrem entre uma luta e outra, aprofundando a história, que é muito mais rica do que poderíamos esperar de um jogo do tipo.

Entramos, pois, no combate único de Dissidia. Não basta simplesmente atacar o inimigo até que este fique sem vida. Existem dois tipos de ofensiva: os bravery attacks e os HP attacks. O primeiro rouba do oponente uma pontuação chamada bravery, que efetivamente serve para aumentar o dano dos HP attacks que, de fato, tiram a vida. Cada ataque reflete características dos personagens, fazendo com que todos exibam uma jogabilidade totalmente diferente uns dos outros – não são apenas diferentes skins. Os HP attacks são, em geral, tirados diretamente dos games da franquia: Cloud, por exemplo, possui seu famoso ataque Cross Slash. Todos esses golpes, liberados conforme avançamos em níveis, podem ser escolhidos pelo jogador, que decide quais deles serão equipados. Essa mecânica compõe um jogo que não somente é essencial para fãs de Final Fantasy como para qualquer apreciador de games de luta.

É claro que não podiam faltar os elementos de RPG. Cada herói ou vilão pode avançar de level conforme participa em batalhas, começando do 1 e podendo chegar até o 100. Os níveis funcionam como em qualquer JRPG, aumentando os diferentes atributos de cada e liberando novos golpes a serem utilizados pelos personagens. Além disso, conforme progredimos, podemos equipar uma maior gama de itens, como espadas, escudos e armaduras. Estes não alteram o visual do personagem mas melhoram seu ataque, defesa, bravery, etc. É impossível não se ter uma recompensadora sensação de progressão ao jogar Dissidia e isso é o suficiente para manter o jogador por horas a fio dentro do game, afinal, qualquer fã de RPG adora um bom farming de itens.

Não contente com todos os elementos de customização na batalha, o jogo comemorativo ainda possibilita a compra de diferentes skins para cada personagem. Estas foram tiradas diretamente dos jogos, spin-offs e filmes. Terra, por exemplo, pode ter a cor verde de seu cabelo e Squall pode utilizar sua roupa de formatura (a da famosa cena do baile no qual conhece Rinoa). Além disso, diferentes modos como os clássicos Arcade e Versus estão presentes, permitindo que o jogo não termine apenas com o modo história.

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Não poderia deixar essa crítica sem falar de sua inesquecível trilha sonora – composta pelas músicas mais famosas da franquia podemos ouvir, enquanto batalhamos ou no overworld, faixas como Dancing Mad, Opening Bombing Mission, The Rebel Army, Fighting Fate, One Winged Angel dentre diversas outras. Algumas dessas precisam ser compradas na loja in-game através de pontos que conseguimos no modo história ou através de batalhas versus e arcade. Muitas, além disso, foram reorquestradas, como o inesquecível tema de batalha de FFIV, que combina perfeitamente com a atmosfera do game em questão.

Definitivamente, Dissidia 012 Final Fantasy foi feito especialmente para os fãs da franquia. Transbordando referências, personagens e músicas recorrentes da série, é um jogo de luta que será difícil se colocar de lado. O melhor, contudo, são os cuidados em sua mecânica, que tornam este um jogo para fãs hardcore de games de luta e, ao mesmo tempo, para iniciantes – em suma, o agrado é universal e vale como uma bela porta de entrada para a famosa franquia.

Dissidia 012 Final Fantasy
Desenvolvedora: Square Enix
Lançamento: 3 de Março de 2011
Gênero: Luta
Disponível para: PSP, PS Vita

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