1938 ficará eternamente marcado na História dos Quadrinhos. Nesse ano apareceria pela primeira vez um dos personagens mais marcantes da história da cultura americana, e também da cultura pop ocidental, o Superman. Criado pelos escritores americanos Jerry Siegel e Joe Shuster, o Homem de Aço foi o primeiro super herói da nona arte, e se tornou a base para todos os fantasiados com poderes que surgiriam depois. A sua primeira aparição marcou o início da conhecida Era de Ouro dos Quadrinhos, época marcada pelo nascimento de diversos heróis marcantes e ainda hoje bastante conhecidos. Antes de fazer uma analise crítica da primeira aparição do personagem, é justo fazer uma retrospectiva de toda a sua criação, até o momento em que ele tomou a forma que todos nós conhecemos.

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OS CRIADORES

Joe Shuster nasceu dia 10 de julho de 1914, em Toronto, Canada. Filho de uma família de imigrantes judeus . Seu pai nasceu na Holanda e sua mãe era oriunda de Kiev. Quando tinha 10 anos de idade, sua família decidiu se mudar para Cleveland, Ohio. Shuster foi matriculado na Glenville High School,  e lá ele conheceu aquele que se tornaria seu amigo até o fim da vida, Jerry Siegel. Siegel nasceu em Outubro de 1914, em Cleveland. Também era filho de imigrantes judeus, só que vindos da Lituânia, fugindo do grande anti semitismo que acontecia no país, e em boa parte da Europa.

Shuster e Siegel eram dois jovens apaixonados por ficção científica e por quadrinhos, sendo Tarzan e Bucky Rogers do Século XXV  os dois personagens mais admirados pelos dois. A dupla começou a parceria no jornal da escola, o Glenville Torch, e o seu primeiro trabalho da  foi uma paródia do Tarzan, chamado Goober The Might, Siegel trabalhando como roteirista, e Shuster como desenhista. A grande característica desse personagem criado pelos dois era sua extrema força física. Shuster, uma criança extremamente magra, tinha como ídolo o fisiculturista Charles Atlas, que na época era o exemplo de corpo perfeito. Foi a partir das propagandas de Atlas, e o fato deste ter influenciado visualmente o personagem Tarzan, que Joe definiu aquilo que para ele seria o biotipo ideal de um personagem.



THE REIGN OF SUPERMAN

No começo dos anos 30 os Estados Unidos enfrentavam a pior crise da sua história. A quebra da bolsa de Nova York em 1929 levou a economia americana para o buraco, trazendo o caos para o modo de vida da população na época. As famílias de Siegel e Shuster, ambas de classe média, sofreram e muito com o cenário do país. A situação dentro da casa do primeiro estava ainda pior. Em 1932, a loja do pai de Jerry, Mitchel Siegel, foi assaltada, o que fez com que o comerciante sofresse um ataque cardíaco fatal. Os criminosos jamais foram capturados, e esse fato marcou o jovem roteirista para sempre, fazendo com que ele criasse um grande ódio de criminosos.

Para tentar ganhar alguns trocados e ajudarem com as rendas de casa, Siegel e Shuster decidiram escrever histórias de ficção científica, mas não encontraram nenhuma editora com o interesse de publica-las. Cansados de procurar, decidiram criar sua própria revista, a Science Ficton: The Advance Guard of Future Civilization. Nessa fanzine, a dupla poderia escrever suas próprias histórias, e ainda fazer resenha sobre outras fanzines e sobre livros de ficção científica, principalmente do escritor britânico HG Wells, que Siegel era fã. Dois dos assinantes dessa revista eram Julius Schwartz e Forrest Ackerman, que também tinham a sua própria fanzine, a The Time Traveller. Schwartz no futuro se tornaria editor chefe da DC Comics, e seria um dos responsáveis pelo início da Era de Prata, e Ackerman se tornaria um dos maiores divulgadores da ficção científica nos Estados Unidos.

Na terceira edição da Science Fiction, Siegel e Shuster apresentariam uma história chamada  The Reign of Superman. Jerry decidiu escrever esse conto após a leitura do livro Gladiador, do escritor Phillip Wylie. A história de Wylie contava sobre um biólogo que transforma seu filho, Hugo Danner, em um ser perfeito e invencível, com a intenção de que ele pudesse salvar a sociedade mesquinha, fútil e interesseira em que viviam. Hugo conseguia correr mais que um trem, conseguia saltar altas distâncias, e balas não atravessavam seu corpo. Nem preciso dizer que a inspiração não serviria apenas para essa primeira versão do Superman, mas também para aquela que seria a versão definitiva do personagem.

Em sua primeira versão, o Superman era totalmente diferente do que estávamos acostumados. Era um homem careca e pobre chamado Bill Dunn, que habitava os Estados Unidos na época da Grande Depressão. Um dia, esperando na fila da sopa, Dunn é abordado pelo cientista Ernest Smalley, que está a procura de uma cobaia para um experimento científico, e em troca oferece casa e comida. Smalley injeta em Dunn uma substância.que fora retirada de um meteoro que havia encontrado, e o que faz com que o andarilho ganhe poderes telecinéticos. Dunn começa a usar seu poder para cometer crimes, e manipular o mercado de ações. Com o tempo, a fúria do personagem começa a crescer, e Smalley percebe que é preciso mata-lo,porém Dunn o mata antes. Decidido a dominar o mundo, o ”super homem” decide invadir uma conferência internacional e dominar os políticos que se encontram no local e causar uma guerra. Porém o efeito da substância começa a se dissipar, e Bill volta a ser o que era antes.

O nome Superman teria sido definido baseado em o mais famoso escrito do filósofo alemão Nietzsche, Assim Fala Zaratrusta, no qual ele havia criado o termo Ubersmensch. Fazendo um resumo básico, apenas por questão de curiosidade, segundo o alemão para que o sujeito se tornasse um Além homem deveria abandonar o seus antigos valores e criar valores individuais, a busca por poder, e a vontade de superação. A palavra Super homem ja havia aparecido também no romance Tarzan dos Macacos de Edgar Rice, que foi a maneira como que Jane Foster se referiu ao personagem título. Como já dito era uma das histórias favoritas da dupla Shuster e Siegel.

Esse conto não teve quase nenhum impacto, visto que o público não estava disposto a pagar para ler uma história sobre um vilão onipotente. Após o fracasso, Siegel decidiu que era necessário reformular o personagem, e então teve a seguinte idéia.

” E se o Superman fosse uma força do bem, ao invés de maligno?”


THE SUPERMAN

A vontade de reformular o personagem veio não apenas devido ao fracasso da idéia original, mas também porque em 1933 seria o nascimento das revistas em quadrinhos nos Estados Unidos, quando começaram a ser publicadas a Famous Funnies e a Funnies on Parade, que aproveitavam tiras de jornal já publicadas, e as formatavam em forma de revista. Durante um período, as primeiras publicações em revistas de banda desenhada não apresentavam nenhum material inédito, até que a Consolidated decidiu lançar a revista Detective Dann, que trazia pela primeira vez o personagem Dan Dunn, um precursor dos heróis da nona arte,  e a primeira história original do novo formato. A má qualidade do conteúdo fez a revista ter uma vida curta, mas o seu tempo em circulação foi o suficiente para chamar a atenção de Siegel e Shuster, que decidiram transformar o Superman em uma história de quadrinho, e fazer disso algo grandioso, nível Gladiador e Doc Savage.

A primeira versão do personagem nesse formato foi enviado pela dupla para a mesma editora que tinha publicado as aventuras de Dan Dunn, a Consolidated. Vendiam o personagem como o ”personagem de ficção mais surpreendente de todos” e sua história era uma ” trama de ficção em desenhos”. Foram meses de espera até uma resposta da editora, até que uma carta frustrante foi enviada e que afirmava que a empresa não planejava mais trabalhar com revistas em quadrinhos depois do fracasso da primeira tentativa com Detective Dunn. Foi um baque para Siegel e Shuster. Eles tentariam mais uma vez, agora enviando a história para Famous Funnies, e mais uma vez foram rejeitados. Desolado, Shuster tentou queimar o projeto, porém a capa acabou sobrevivendo graças a Siegel, que a resgatou do Fogo.

Não apenas o fracasso foi o motivo para Shuster tentar destruir o trabalho da dupla. Segundo é dito por biógrafos, Siegel acreditava que os editores estavam rejeitando a idéia devido a inexperiência dos dois, então decidiu procurar algum artista com mais nome para poder ser sua dupla, o que enfureceu Joe, e o levou a largar o projeto, e a ficar aproximadamente 2 anos sem conversar com Jerry. Siegel primeiramente tentou convocar Tony Stroblque era aluno da Cleveland Art Institute, mas esse não quis se arriscar em um projeto que parecia incerto. Strobl ficaria famoso no futuro ao se tornar um dos melhores desenhistas da Disney. Depois tentou o desenhista Mel Graff, que trabalhava na Newspater Enterprise Association, que ficou entusiasmado com a idéia. Porém em 1934 acabou se mudando para Nova York para lançar uma tira infantil e a parceria não progrediu. A última tentativa foi Russel Keaton, que na época era ” ghost artist” da revista do personagem Bucky Rogers. Keaton já era algúem respeitado no mercado, e Siegel não, e por esse motivo decidiu não arriscar uma parceria (quem diria hein?). Siegel e Shuster acabaram se entendendo e voltaram a ser amigos e parceiros. E quando isso aconteceu, bons ventos começariam a sobrar em suas vidas.

NATIONAL ALLIED COMICS

Em 1935, o Major Malcolm Wheeler-Nicholson, um escritor de histórias de aventuras militares para revistas pulps, decidiu criar sua própria editora de banda desenhada, ao ver o sucesso da revista Famous Funnies. Ele lhe deu o nome de National Allied Comics, e a primeira série de antologia da empresa seria a New Fun Comics . Nessa nova empreitada decidiu que ao invés de apenas reimprimir tiras do jornal, iria lançar materiais inéditos. Essa escolha foi mais uma questão econômica, porque Wheeler se encontrava em grande dificuldade financeira na época, e os direitos sobre as tiras de jornais eram caros. Era muito menos custoso pagar para jovens e desconhecidos escritorese  Siegel e Shuster se aproveitariam dessa situação. Então em 1935 foram contratados para trabalhar nessa na empresa.

O primeiro trabalho da dupla na nova editora foi Henri Duvall of France, Famed Soldier of Fortune, história do gênero ”Capa e Espada” e que fora inspirada nos filmes do ator Douglas Fairbanks, de quem Siegel e Shuster eram grandes fãs. Acabaria não agradando ao público e acabou sendo cancelada com pouco tempo. Depois veio Dr. Occult, the Ghost Detective, um detetive que investigava casos sobrenaturais, e que acabou fazendo sucesso. A National Allied lançaria em dezembro de 1935 sua segunda série mensal, a New Comics, e nessa revista a dupla Siegel e Shuster lançaram uma terceira série, a Federal Man. Essa nova criação contava histórias fictícias sobre o recém criado FBI, que tinha muita influência das histórias pulp da época e era quase um pastiche de Gang Busters, um programa de rádio que contava com agentes federais.

A dupla estava conseguindo firmar um nome no mercado de quadrinhos, e mostravam amadurecimento. Os desenhos de Joe se mostravam mais realistas, e os roteiros de Jerry sabiam envolver o público e eram bem feitos. Mas ainda sim a renda era pouca. Em 1937 surgiria o terceiro e ultimo título ( vocês vão entender porquê daqui a pouco) da National, a Detective Comics ( que se tornaria bem conhecida no futuro, e todos sabem porquê). Para esse título, Siegel e Shuster criaram o personagem Slam Bradley, um detetive particular forte e briguento, e que adorava mulheres, bebida e bater em bandidos. Segundo a dupla, o personagem era idêntico á segunda versão do Superman criada em 1933.

Falando em Superman, apesar de estar criando todos esses personagens, Joe e Jerry ainda não tinham esquecido do Homem de Aço, e  tinham a esperança de conseguir publica-lo. Nessa época, eles mais uma vez redefiniram algumas características do herói. Agora, o Homem de Aço seria um morador do futuro, que seria mandado para o passado devido a destruição da terra. Seu uniforme  agora teria uma capa, baseada nas roupas do personagem Zorro, interpretado por Fairbanks.

O personagem também ganhou uma identidade secreta, que foi denominada Clark Kent, uma combinação dos nomes dos atores Clark Gable e Kent Taylor, Definiram que Clark teria uma personalidade tímida e introvertida , que fora baseada no comediante Harold Lloyd. Este era um comediante que usava óculos e era marcado por interpretar personagens alvos de valentões. Também decidiram criar uma parceira amorosa, a quem denominaram Lois Lane. Segundo biógrafos, a repórter foi baseada na esposa de Jerry, Joanne Siegel, vista pelo escritor como uma mulher bonita, inteligente e de personalidade forte. Também incluíram a cidade em que o herói habitaria, Metrópolis, cujo nome foi tirado do filme de 1927 diretor alemão Fritz Lang.

Siegel e Shuster tentaram mais uma vez vender seu personagem. Por alguma razão eles não quiseram tentar a sorte na National, talvez com medo de que a empresa não conseguisse fazer com que ele se tornasse um sucesso. Procuraram Max Gaines, o pioneiro na criação das histórias em quadrinhos, que até gostou da idéia e tentou emplaca-la na revista de Tip Top Comics, da United Features Syndicate. Mais uma resposta negativa veio, pois a United Features achava o trabalho da dupla extremamente ” imaturo” e ” ingênuo”, e que dificilmente faria sucesso entre o público adulto. E ainda sugeriu a Shuster que fizesse um curso de desenho. Era mais um balde de água fria, entretando, mais uma reviravolta iria acontecer na vida da dupla


ACTION COMICS #1

No final 1935, o Major Wheeler-Nicholson começou a procurar uma nova empresa para distribuir os seus quadrinhos, visto a dificuldade financeira em que a sua editora estava. Ele procurou a Independent News, empresa de Harry Donenfeld e Jack Liebowitz. Apesar de quadrinhos não serem a área de atuação principal da organização, eles decidiram dar socorro ao Major, e começaram a imprimir e distribuir seus títulos. Como nada nos negócios é feito de graça, acabou que o Wicholson começou a contrair uma divida gigantesca com a Independent. Tanto que para lançar a revista Detective Comics teve que criar uma outra empresa, a Detective Comics Incorporated, em parceria com Liebowitz. O responsável pela revista ficou sendo Vin Sullivan, o braço direito do Major.

Wheeler acabou não suportando as dívidas, e perdeu o controle da empresa que havia criado. Ele nunca mais se envolveria com quadrinhos. Donenfeld e Liebowitz assumiram o controle da National Allied, e a fundiram com a Detective Comics Incorporated. Vin Sullivan continou como editor, e foi lhe pedido para que conseguisse material para uma nova revista que estava sendo preparada, a Action Comics. Com pouco tempo para criar algo novo , Sullivan procurou em antigos materiais rejeitados historias para poder preencher o novo título. Ele conseguiu achar algumas  para poder usar, mas ainda precisava de algo para colocar na capa. Consultou o cartunista Shelly Mayer, que trabalhava para Max Gaines. Depois de fazer uma procura, Mayer acabou encontrando entre alguns papéis uma amostra do Superman que Siegel e Shuster tinham mandado para Gaines e o mostrou para Sullivan. O editor já tinha conhecimento do personagem, e dos seus criadores e acreditou que finalmente chegava o momento de o herói ser publicado. Então Vin pediu para que os dois fizessem uma história de 13 páginas, com alguns retoques, que ele iria compra-la.

Siegel e Shuster se trancaram no apartamento de Joe para poder fazer a encomenda. Eles redefiniram a origem do personagem, que ao invés de ser um humano vindo do futuro, seria um alien vindo de um planeta que tinha explodido. Mantiveram a identidade secreta de Clark Kent ,e mantiveram Lois Lane como o interesse amoroso do personagem. Sullivan tinha pedido para que a dupla fizesse uma história com 8 quadros por página, mas a dupla rejeitou, fazendo menos quadros e maiores, achando que isso traria mais impacto. Os dois trabalharam com muito zelo para poder fazer essa história, visto que tentavam lança-la há vários anos. Finalmente depois de muito tempo o sonho seria realizado. O duo conseguiu cumprir o prazo, e um dos quadros de Shuster seria usado como capa.  Joe e Jerry venderam os direitos por 130 dólares, porque era assim que a banda tocava na época, e porque não esperavam mais ter sucesso com o personagem, apenas querendo ver ele publicado

Em abril de 1938, era lançada a Action Comics #1, o Superman finalmente dava as caras. E aconteceu algo que ningúem esperava, o personagem se tornou um sucesso instantâneo. A primeira edição da revista teve uma tiragem de 200.000 exemplares, e todos se esgotavam, e tudo graças ao azulão. Era algo totalmente novo, o público nunca tinha se deparado com um personagem com esse estilo. Primeiro de tudo ele não era humano, o que já diferenciava de outros protagonistas de quadrinhos.  Ele era um herói com super poderes, algo que também não era comum nos quadrinhos. E outra coisa menos importante, mas que também foi um diferencial, era o fato do personagem ter uma veia cômica, algo que outros heróis da época não tinham como característica costumeira.

Nessa primeira edição de Superman, mesmo que curta, era possível ver o reflexo das várias influências que a dupla Joe e Jerry tiveram na carreira. O Superman era um ser super poderoso que vivia em uma sociedade que passava por sérios problemas, igualmente ao protagonista do conto Gladiador. Era um personagem que ria da criminalidade e se divertia em derrotar vilões, algo que lembrava em muito os personagens dos filmes ” Capa e Espada” protagonizados por Douglas Fairbanks e Errol Flyin. E tinha um teor de ficção científica, que desde o início da carreira era a grande paixão do duo. Fica fácil saber porque o personagem caiu facilmente no gosto da população, pois ele era a junção de várias coisas presentes na cultura pop da época e que eram adoradas. Um fator interessante a se notar, é que o personagem era um imigrante, ele não era da Terra. Ao fazer um personagem que não era terrestre, Siegel e Shuster estavam querendo fazer com que pessoas vindas de outros países fossem mais bem aceitas dentro do seio da comunidade americana.

Como dito antes, a popularidade que o personagem alcançou de uma maneira tão rápida foi responsável pelo boom de super heróis que aconteceria em seguida. Era o início daquela que viria a ser conhecida como a Era de Ouro dos Quadrinhos, que duraria até o meio dos anos 50, e que terminaria de maneira abrupta devido a criação de uma entidade reguladora conhecida como Comic. Resumindo tudo, o Superman pode não ser o seu personagem favorito, mas não importa qual seja o herói que você tem mais apreço, possivelmente ele não existiria se não fosse pelo Homem de Aço.

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