Autor: Raphael Ranieri

Crítica | Aquaman: A Morte de um Rei – Expandindo o mito do personagem

Geoff Johns tornou o Aquaman não apenas respeitável, mas legível Nesta edição, Aquaman e o exército atlante estão reclamando posse e se desfazendo de todas as armas de fogo atlantes ao redor dos sete mares – as que não conseguiram chegar a superfície, para ser mais específico. Em Aquaman – A Morte de um Rei, seguimos os eventos do terceiro encadernado da fase do peixoso em Novos 52, Trono de Atlantis, em que o povo submarino, liderado pelo irmão pirado de Arthur Curry, Orm, declarou guerra à superfície. Sabendo que existem piratas respiradores-de-ar roubando o armamento atlante, e vendendo-o ao mais alto preço apenas para satisfazer seus desejos particulares, Arthur precisará agir rápido antes que essas armas caiam nas mãos erradas. Entretanto, o negociador de armas já está distribuindo essas armas para as tais mãos erradas, tornando o mundo da superfície um ligar mais perigoso não apenas para Atlantis e os sete mares, mas para si próprio. Para conseguir obter informações sobre onde os tais piratas caçadores de armas podem estar, Aquaman foi convencido a buscar a ajuda de Vulko – que conhece praticamente todo tipo de atividade que ocorre sob o nível do mar, tendo sido um dia um leal e confiável conselheiro do trono de Atlantis. Agora, depende do Rei Arthur e de seu exército buscar os piratas da superfície, antes que as coisas piorem ainda mais para os dois distintos mundos. Geoff Johns, a quem...

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Crítica | Aquaman: Os Outros – Levando o personagem a sério

Que me desculpem os fãs do personagem, mas Geoff Johns tornou Aquaman um personagem a ser levado a sério. E não levante essa sobrancelha para mim. Você também já fez piada com o sujeito que cavalga golfinhos, mas o ponto é justamente esse: quero ver você rir com essa fase do Rei de Atlântida da DC. No arco Aquaman: Os Outros, publicado recentemente pela Panini no Brasil, o homem da camisa laranja chuta bundas. Para valer! Seguindo a estrutura iniciada em Os Abissais, Geoff Johns mantém o seu padrão de trabalho com personagens da DC – expandir sua mitologia pessoal para explorar as possibilidades que o personagem oferece. Nesse aspecto, não é exagero dizer que Johns se encontra em uma categoria, ali junto com Kurt Busiek e Mark Waid, de escritores que não apenas escrevem super-heróis, mas os entendem de verdade. Ele sabe criar os desafios para manter o interesse na figura do herói, mas sem de alguma forma diminuí-lo ou quebrá-lo. Quem acompanhou a fase do escritor em Lanterna Verde, um personagem com uma mitologia já muito vasta e rica, viu como o escritor a expandiu ainda mais, com tremenda qualidade. Era natural que com um personagem como o Aquaman – que apesar de clássico, nunca recebeu a atenção devida entre os grandes escritores – fosse surgir um trabalho digno de destaque no meio dos super-heróis. O mais curioso é que,...

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Artigo | Thor, de Walt Simonson, sempre será um marco na História dos Quadrinhos

O Thor de Walt Simonson ainda permanece digno de empunhar o título de um dos maiores trabalhos dos quadrinhos Existem alguns personagens dos quadrinhos – mais do que imaginamos – cuja perpetuação de suas lendas dependem em muito de apenas uma dupla, ou até mesmo um único artista. É um fato conhecido, por exemplo, que, embora Stan Lee, Jack Kirby e Steve Ditko criassem personagens feito adolescentes viciados em cocaína, nem todos eles atingiram o máximo de seus potenciais nas mãos desses artistas. Um desses personagens é o próprio Thor. Durante os quase vinte primeiros anos de sua existência, apesar da sua caracterização interessante e exotismo, ele era pouco mais do que um herói genérico enfrentando vilões genéricos. Isso mudou completamente quando a Marvel tomou das decisões mais acertadas de sua história: entregar Thor nas mãos de Walt Simonson. Poucos autores, sozinhos, conseguiram produzir tanto por um único personagem – exceção feita a John Byrne e seu Quarteto Fantástico. Mas, deixando qualquer comparação de lado, Simonson deixou uma marca indelével no Deus do Trovão, por um motivo bastante simples: ele o tornou digno desse título. Embora seja mais conhecido como escritor e desenhista de Thor, os primeiros trabalhos de Simonson com o personagem foram apenas no comando das artes. Na batuta do roteiro, estava ainda ninguém menos do que Len Wein, no auge de sua forma. Em 1978, na edição 269, o desenhista fica a cargo de...

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Lista | As Muitas outras ‘Ligas da Justiça’

A Liga da Justiça DC inspirou inúmeras outras versões em outras editoras, e até mesmo no desenhos animados Ali no final dos anos 50, os quadrinhos de super-herói ainda viviam uma draga que só vendo. Com vendas baixas e custos altos, eles não conseguiam se estabilizar muito bem. Isso porque eles haviam acabado de fazer o seu retorno, após um longo hiato fora do grande radar do público devido a idiótica caça às bruxas promovida pelo infame Comics Code Authority, com a publicação do Flash (Barry Allen) na revista Showcase #4 de 1956. A revista fez bastante barulho no período, e muitos consideram (embora não este que vos escreve) que ela tenha inaugurado a chamadaEra de Prata dos quadrinhos. Mesmo assim, a coisa não ia muito bem. Era preciso algo chocante, espalhafatoso, que chamasse a atenção dos leitores novamente para os heróis. Felizmente, o cara responsável por criar – assim como revitalizar – o Flash e inaugurar a Era de Prata, Gardner Fox, também foi responsável por o primeiro grupo de heróis da história dos quadrinhos, a Sociedade da Justiça. Dessa forma, sua cabeça genial se pôs a trabalhar, e a solução era óbvia – aplicar esse mesmo conceito, mas atualiza-lo para encaixar nele os heróis dessa nova era. A decisão não foi unilateral da parte de Fox – a própria DC entendia o conceito de “super grupo” como uma ótima oportunidade para introduzir esses novos personagens repaginados da era...

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Lista | As Piores Fases do Justiceiro

O Justiceiro já penou mais nas mãos dos escritores do que dos bandidos Estávamos trocando uma ideia entre amigos devido à estreia de Justiceiro na Netflix, quando nosso querido colaborador Marinaldo levantou a bola: “vocês se lembram de quando o Justiceiro virou negro”? De fato, para nossa imensa infelicidade, lembramos. Assim como também nos lembramos de quando ele virou um tipo de monstro de Frankenstein uns anos atrás, assim como também virou um “anjo vingador” uns anos antes. E foi aí que nos caiu a ficha: para um personagem pé-no-chão, brutal e violento, nós já demos muita risada – involuntariamente – com ele. Acontece que, quando fui fazer minha pesquisa para escrever o artigo, descobri que o site Comics Alliance percebeu a mesma coisa um tempo atrás – incidentalmente, na época em que ele estava sendo apresentado como o tal monstro de Frankenstein (ou seja, isso realmente mexeu com todos nós). Assim, decidimos relembrar um pouco dessa natureza camusianamente absurda que lhe cai como luva – de boxe, no meio da fuça. Nos quadrinhos, em versões de brinquedo ou videogames, confira algumas das versões mais toscas do Justiceiro. Quando o Justiceiro virou o monstro de Frankenstein (Punisher #11-21, 2009) Durante o arco Reinado Sombrio, alguns dos piores vilões da Marvel tomaram conta da liderança super-heróica do mundo, seguindo o vácuo de credibilidade dos heróis tradicionais após os eventos de Guerra Civil. Acontece que quem assumiu a...

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