O Quinto Elemento (1997)

Dirigido por Luc Besson

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Não faz tanto tempo em que podíamos ver no cinema filmes com tanta coragem em ser original e autoral sem medo algum de ser julgado pelo gosto popular da massa e sim buscar apenas agradar aos espectadores com tanta criativa e boa qualidade. Ainda mais isso vindo de um diretor de nome solidamente renomado como Luc Besson, conhecido por ser talvez o maior diretor Francês do gênero de ação, e que nunca se ateve a só esse gênero e sempre se mostrou ser um alguém criativo no uso da linguagem cinematográfica escapista, mas com um polimento refinado Europeu como sua assinatura de autor.

Diretor esse que infelizmente hoje parece se ausentar dos holofotes e buscar produzir mais por detrás dos bastidores escrevendo e produzindo vários filmes, e a maioria não tão boa como os vergonhosos exemplos: Busca Implacável 3, Colombiana ou Carga Explosiva 3; e raramente voltando a cadeira de direção trazendo consigo boas idéias mas aquém de sua gloriosa qualidade passada como em Lucy um divertido mas esquecível filme de ação e ficção cientifica.

“Eu, quinto elemento – ser supremo. Eu, proteger você!”

E Quinto Elemento é uma marca dessa sua fase, um lembrete do quanto ALTAMENTE original e criativo Luc Besson conseguia ser em sua concepção de roteiro e criação de um universo próprio com sua própria e rica mitologia, e sem medo algum de ter suas peculiaridades um tanto bizarras. Um digno filme de ficção científica que traz bizarros e interessantes traços de familiaridade com grandes filmes do gênero como 2001 – Uma Odisséia no Espaço no que se refere aos questionamentos científicos e éticos da criação humana presente em suas breves entrelinhas da trama que lida com as origens da criação e da busca da salvação do universo galáctico; e com o próprio Blade Runner na criação de um futuro utópico e a trama tomar um formato de um bizarro thriller de ação (com quase sem ação), e uma criação tão imaginativa e inspirada desse universo com inventivos efeitos visuais não tão datados hoje.

Com Besson dirigindo tudo em um formato digno dos melhores épicos já feitos onde cada espaço de cenário, grandes ou pequenos, possuindo essa imersão capaz de trazer o público para dentro do filme, que tanto faz falta em blockbusters genéricos de hoje, sempre em um fluído e perfeito ritmo. E ainda trazer consigo esse tom humorado e bizarro tão espalhafatoso, mas sem nunca cruzar a linha do caricato bobo e sim ser constantemente engraçado e altamente divertido, como um filme da Marvel hoje só que melhor e que convence genuínas emoções dentro dos personagens.

“Qual o propósito em salvar a vida quando você vê o que faz com ela?”

Que são formados por um elenco nada menos que altamente carismático e claramente todos se divertindo, desde um sempre ÓTIMO Iam Holm, um HILÁRIO e birrento Chris Tucker, um memorável e intimidante antagonista de Gary Oldman, uma jovem Milla Jovovich rouba-cenas em sua rica e surpreendente complexa heroína do universo, e um também sempre ótimo Bruce Willis em sua versão John McClane taxista como um representante da falta de fé na humanidade mundana, mas com um olhar de pureza que no final lhe permite se tornar um verdadeiro herói.

Que assim formam esse clássico Cult oras amado e apreciado ou apenas esquecido e injustamente depreciado, que nos faz lembrar não só da boa época em que tínhamos Luc Besson se provando ser um dos diretores mais promissores e criativos no ramo, e que fez com tanta paixão esse que é um de seus filmes mais pessoais. Mas também nos lembra de uma boa época onde podíamos ver filmes originais, criativos, e extraordinariamente divertidos com esse polimento Europeu tão admirável, realizando um rico entretenimento tão habilmente realizado e que tanta falta faz nos dias mundanos de hoje.

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