squaddInformações técnicas

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Distribuição: Warner
Duração: 122 min/134 min  
Discos: 2
Embalagem: Amaray
Luva: Não
Preço: R$ 69,90

Vídeo

Razão de aspecto: 2.40:1
Resolução: 1080p
Codec: MPEG-4 AVC (23.51 Mbps)

Áudio

Inglês: Dolby Atmos 7.1
Português: Dolby Digital 5.1
Espanhol: Dolby Digital 5.1

Análise

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O Filme

★ ★

Que decepção. Esquadrão Suicida vinha carregado de um potencial inacreditável, com um elenco fenomenal e a premissa de revitalizar o gênero de super-heróis e levantar a moral do universo cinematográfico da DC, que levara uma surra com a recepção de Batman vs Superman. Infelizmente, o resultado é uma costura mal feita de um roteiro ruim e uma direção nada inspirada, em um filme com péssima história onde nada acontece e o ritmo move-se de forma estranha. O que torna a experiência suportável são as ótimas atuações e os personagens coloridos, com destaque para Will Smith, Margot Robbie, Viola Davis e o controverso Jared Leto. Mulher Maravilha, é com você. Crítica

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Força Tarefa X: Um Time, Uma Missão

★ ★ ★ ½ 

Aquele extra obrigatório em quase todo material extra de um filme baseado em quadrinhos, vemos aqui a origem do Esquadrão Suicida nas revistas da DC Comics e seus criadores falando sobre a ideia central do grupo, em um bom papo que é bem eficiente em explorar o conceito do super grupo. A partir daí, vemos com o diretor David Ayer, o produtor Geoff Johns e todo o elenco um pouco sobre cada um dos personagens, desde Amanda Waller e Rick Flag até Arlequina e Pistoleiro, desde origens nas HQs até detalhes de suas personas no filme – não, o Spliknot não tem um perfil próprio.

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Perseguindo a Realidade

★ ★ ★

Uma das características mais fortes do trabalho de David Ayer é sua obsessão pelo realismo, e aqui vemos como isso se aplicou à elaboração de cenários e elementos visuais do filme. O passado do diretor na Marinha conferiu um design de produção detalhista e que fizesse jus a prisões reais, celas reais e todo um universo que parecesse palpável, assim como o comportamento do elenco com as tatuagens e armas de fogo – rendendo até vídeos de um treinamento intensivo em operações especiais que alguns membros do elenco passaram.

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Coringa e Arlequina: O “Casal” do Submundo

★ ★ ★ ½ 

Acho que esse era o extra mais aguardado de todo o disco: como o filme lida com a criação do novo Coringa de Jared Leto e a relação com a Arlequina de Margot Robbie. Primeiro acompanhamos o processo de imersão de Leto no papel, incluindo as influências na composição, a ideia de David Ayer de basear seu Coringa em algo mais próximo de um gângster moderno (algo super válido) e a transformação do ator no personagem, durante a maquiagem. Vemos então depoimentos de Leto e Robbie sobre suas cenas juntos e a relação perturbada dos dois vilões. Curiosamente, nada sobre a polêmica do abuso ou as brincadeiras de Leto em enviar camisinhas usadas para o elenco são mencionadas aqui. Pena.

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A Força e as Habilidades do Esquadrão

★ ★ ★

Seguindo a escola Zack Snyder de preparação de elenco, vemos aqui o intenso treinamento físico de diferentes membros do elenco para encarnar os personagens de Esquadrão Suicida. O aeróbico e ginástica foram importantes para que Margot Robbie pudesse assumir as formas sinuosas e contorcinistas da Arlequina, Will Smith e Jai Courtney ficaram bombados para assumir uma forma física imponente e Adewale Akinnuoye-Agbaje literalmente transformou-se numa figura monstruosa graças à maquiagem pesada do Crocodilo. Tudo isso para servir o realismo almejado por Ayer, e acompanhamos isso em depoimentos interessantes.

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Armados até os Dentes

★ ★ ★ ★

Um dos extras mais fascinantes do disco, aqui acompanhamos o departamento de props e o diretor David Ayer explicando a ideia por trás de alguns dos principais adereços do filme. Passamos pelos objetos cromados e glamourosos do Coringa, o taco de beisebol de Arlequina, as pistolas de punho do Pistoleiro e a espada samurai de Katana, com a equipe prestando atenção a cada pequeno detalhe que enriquece muito a mitologia dos personagens – mesmo que não tenhamos uma atenção muito grande a eles no filme. Se brincam que Zack Snyder deveria ser diretor de fotografia, David Ayer certamente não faria feio como Prop Master.

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Vai ser Barulhento: As Batalhas Épicas de Esquadrão Suicida

★ ★ ★ ★

Em 10 minutos, damos uma olhada no processo de execução de algumas das principais cenas de ação do filme, novamente seguindo a linha realista de David Ayer. Vemos o primeiro encontro do Esquadrão com os minions da Magia no centro da cidade, a segunda briga no interior de um escritório e o clímax da batalha com a vilã mística em pessoa. É bacana observar ali o ótimo trabalho dos dublês e a imersão que Ayer fornece ao set, marcado por explosões, barulho e tiroteios realistas. Vemos também o uso de CGI suplementar ali, principalmente para criar o raio luminoso do corpo de Magia.

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O Esquadrão Confidencial

★ ★ ★

Similar ao extra do blu-ray de Batman vs Superman que analisava de forma calculista cada golpe e movimento da briga central dos heróis, este estuda o estilo de luta e as habilidades de cada membro do Esquadrão durante a primeira briga com as criaturas que servem à Magia, dando enfoque à arma de escolha de cada um deles. Divertidinho, mas descartável.

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Erros de Gravação

★ ★ ★

Aqui vemos alguns membros do elenco comentendo gafes durante a gravação. Pena que é um tempo tão curto…

Conclusão

nota-3

Assim como na edição de BvS, os extras de Esquadrão Suicida falham em satisfazer totalmente, claramente se encaixando na categoria de bônus publicitário, que tem apenas vislumbres de um insight cinematográfico decente. E repito, a Warner não deveria se acovardar diante dos problemas do filme, e fazer o processo de filmagem e montagem conturbado justamente o foco do material extra. Abraçar a polêmica certamente tornaria o material muito, muito mais valioso, e menos burocrático.

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