Informações técnicas

Distribuição: Paramount
Duração: 107 min

Discos: 1
Embalagem: Amaray
Luva: Não
Preço: R$ 69,90 (compre aqui com desconto)

Vídeo

Razão de aspecto: 1.78:1

Resolução: 1080p
Codec: MPEG-4 AVC

Áudio

Inglês: Dolby Atmos  (48kHz, 24-bit)
Português: Dolby Digital 5.1 (640 kbps)
Espanhol: Dolby Digital 5.1 (640 kbps)

 

O Filme

 

Ghost in the Shell: A Vigilante do Amanhã é o remake da clássica animação nipônica de 1995. O problema da versão hollywoodiana é sua inacreditável inconsistência. A obra é pretensiosa e almeja discutir o impacto da tecnologia em nossas vidas. Até que ponto o avanço tecnológico é possível sem que destrua nossa identidade no meio do caminho, nos tornando meras máquinas híbridas?

Este remake é a versão for dummies de Ghost in the Shell. Se valendo de muita exposição jogada nos questionamentos de Major, acabamos nunca a conhecendo de fato. Reviravoltas acontecem para te manter acordado. Acredite, essa é uma tarefa árdua. Rupert Sanders guia a obra com uma mão tão pesada visando mimetizar uma estética kubrickiana que acaba sacrificando o filme em sua própria pretensão.

O que realmente vale é o visual arrebatador. É um dos filmes mais belos deste ano, se valendo do auxílio de um design de produção verdadeiramente ímpar. Logo, é um blu-ray de referência pelo tratamento excepcional dado pela Paramount neste lançamento. Uma qualidade tão expressiva que tornou o lançamento 4K no exterior apenas um adereço para puristas. Os tons de pele, níveis de preto e contrastes são estonteantes.

E como o longa é excepcional nesse quesito, a compra do disco torna-se obrigatória para qualquer um que tenha gostado do filme. Mesmo tedioso e falho no seu propósito, Ghost in the Shell merece uma visita ou chance de te conquistar. Mesmo que ele falhe até mesmo nisso, ainda te trará imagens maravilhosas. Crítica 

Humanidade Programada – Fazendo a Vigilante do Amanhã (30:00)

 

Um documentário padrãozinho para Ghost in the Shell. Pela extensão, diversas áreas são condensadas aqui, sem um aprofundamento específico em qualquer uma. Ao menos há vasta quantidade de imagens de bastidores revelando curiosidades da produção, além da construção física de alguns sets.

Vemos ensaios e gravações das principais cenas de ação do filme orquestradas pelo diretor de segunda unidade. Artes conceituais, entrevistas com o elenco sobre as proezas realidades sem a necessidade de dublês, concepção dos armamentos, construção da Neo-Hong Kong, comentários da Weta sobre a mistura de ambientes reais com virtuais e da câmera virtual criada especialmente para mostrar os planos de estabelecimento da cidade, além do processo de produção das propagandas holográficas que poluem a cidade.

É, de longe, o melhor extra que o disco oferece.

Seção 9 – Defensores Cibernéticos (11:02)

  ½

Esse featurette se concentra em explicar a função do esquadrão que Major lidera no filme. Involuntariamente, também revela como o roteiro é extremamente falho. O elenco que constitui o esquadrão revela diversas curiosidades pertinentes sobre seus personagens. Há maior enfoque em Batou e suas motivações ao longo da obra, além da função e desemprenho de cada um de seus colegas. As diferentes filosofias, especialidades e abordagem na missão.

Também existe uma quantidade satisfatória de imagens de bastidores mostrando um pouco do treinamento árduo de cada um e das principais cenas que todos contracenam juntos. É um material bastante interessante que revela um lado que nunca conhecemos desses personagens durante o filme. Se tivessem preservado essas características do esquadrão, certamente teria rendido um resultando mais orgânico e vivo para o longa.

Homem e Máquina: A Filosofia do Filme (10:00)

 

O pior extra é também o último. Me perdões, mas isso aqui passa longe da filosofia abordada na obra original do mangá e também do anime. Uma discussão emporcalhada pela redundância infindável do diretor e do produtor que dizem as mesmíssimas coisas, além da clássica abordagem chatíssima de explicar a protagonista em um nível de exposição irritante. Nada realmente que traga uma luz à discussão que o roteiro pretende e tampouco para o momento tecnológico atual. Um desperdício completo de uma boa ideia.

Se quiserem entender mais da filosofia do filme, leiam nosso artigo especial feito na época do lançamento.

Conclusão

 

O blu-ray de Ghost in the Shell poderia ter recebido melhor tratamento no seu material extra. O que temos toca apenas a superfície do potencial que o material do making of exibe, mas é razoável, ao menos. Os outros conteúdos são bons. E o filme é aquilo que já sabemos, mas se você for fã ou gostar muito de fotografia e imagens belíssimas, não deixaria de recomendar esse blu-ray. Mesmo que opte por um desconte, vale a pena pegar esse aqui.

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