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Análise

Filme

  ★ ★

Uma particularidade da Pixar é sempre lidar com temas difíceis e torná-los universais em uma grande obra de entretenimento para todas as idades. Pela segunda vez, a Pixar decide abordar a morte. A primeira se trata obviamente do maravilhoso Up: Altas Aventuras. Com Viva, a abordagem é muito mais distinta, mas que preserva a doçura do estúdio, mesmo que haja muitos segmentos cheios de dedos da Disney.

Bem-Vindo aos Comentários da “Fiesta”

  ★ ½

Quem diria que um extra de menos de três minutos poderia ser tão interessante e surpreendente quanto esse. Nele, o diretor Lee Unkrich fala da criação de dioramas, que seriam testes visuais. Servem para resolver questões técnicas e criar um conceito de como ficaria a cena em questão, ou seja, uma espécie de rascunho. Rapidamente conta que tiveram muitos desenhistas a disposição para criar a animação e mostram como foram criados os figurinos e a dança da cena da festa e do desafio de transformar o dia dos mortos em algo alegre e não em algo que desse medo. Tudo isso apresentado muito rápido e sem dar detalhes técnicos de como desenhavam ou animavam. 

Minha Família

  ★ ★ ½

É o extra mais comprido e um dos mais relevantes.  Equipe técnica e diretor comentam que o longa é sobre família e com cenas de arquivos em vídeos e fotos mostram a primeira viagem que fizeram ao México, no dia dos mortos, em 2011. Acompanharam a rotina de algumas famílias que serviria de pontapé inicial para a criação da família de Miguel. Pegavam referências das famílias visitadas e a relação delas não apenas com o dia dos mortos, mas como se comportavam como família. Um fato interessante é quando explicam da importância em manter na animação as tradições culturais do México como elas são. Apresentam a equipe técnica criando os personagens, desenhando e animando.

Dante

  ½

Foca quase que inteiramente na pré-produção mostrando apenas alguns detalhes quanto a animação ou desenho. O foco é mais em como criaram o cachorro Dante, as referências utilizadas em sua concepção e de onde surgiu a ideia de colocá-lo como melhor amigo do personagem Miguel.

Como Desenhar Um Esqueleto

 

Este é um extra mais interativo que os outros. Danny Arriaga, diretor de arte de personagens ensina detalhadamente como desenhar um esqueleto. Parece algo simples do jeito que ele faz, ensina com grande simplicidade e de modo didático. Serve apenas para quem tem curiosidade em entender o processo de criação dos esqueletos. 

Comentários em Áudio

  ★ ★ ★

Para quem curte ir mais a fundo e entender como uma produção dessa é feita cena por cena aqui irão encontrar as respostas. Com comentários do roteirista e da produtora nos mostram como foram criadas diversos trechos e o melhor é que vem com legendas em português. Comentam sobre a importância de alguns detalhes que muitas vezes passam batidos pelo telespectador, como os papéis picados em 2d no início do filme contando a história do avô de Miguel. Também falam bastante sobre a criação dos personagens e sobre a cultura mexicana  e da importância do uso de referências parar criar o cenário perfeito de Viva.

Conclusão

É uma edição interessante por mostrar principalmente as referências dos desenhistas e roteirista usadas para criarem os personagens e também por apresentar quais as referências utilizadas para falar sobre o México de forma tão perfeita e mantendo a originalidade quanto a cultura mexicana. O maior defeito deste blu-ray é o de focar mais na pré-produção que na pós-produção e no mais importante que era o momento de animar e roteirizar os personagens. Mostraram muito como se desenhava, mas como se animava que é algo bastante curioso e interessante colocaram quase nada, para não dizer nada. A participação do diretor é praticamente inexiste nos extras, aparece apenas no primeiro e segundo e depois some. 

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