Quem acompanha o mercado do entretenimento, já esperava a compra da divisão dos estúdios de cinema e televisão da Warner devido a uma coleção de obras prejudiciais monetariamente, porém, ninguém esperava a compra inteira do conglomerado Time Warner. 

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Pois é exatamente isso que será anunciado em questão de horas neste sábado. A gigante de telefonia americana AT&T comprará a Time Warner por 80 bilhões de dólares. O negócio é praticamente certo, faltando apenas acertar como a transação ocorrerá – via compras e vendas de títulos na bolsa de valores.

Para a Time Warner e seu executivo Jeff Bewkes, 64 anos, a venda significa uma vitória, pois há quase dois anos a 20th Century Fox tentou comprar o conglomerado oferecendo a quantia de 85 dólares por ação no mercado de valores (a AT&T pagará entre 105 e 110 dólares por ação). Outras companhias vinham, desde o início do ano, tentando comprar a Time Warner, como a Walt Disney Company – empresa que também está de olho na Netflix, e a Apple.

O negócio para a AT&T também é simbólico demarcando sua franca entrada no mercado de entretenimento. A fusão das duas gigantes é a maior que o mercado já viu desde a compra da NBCUniversal pela Comcast corp. Porém, mesmo com o anúncio da compra acontecendo hoje, a burocracia americana só permitirá que as negociações se encerrem no final de 2017. Até lá, diversas negociatas e reuniões entre executivos e agências reguladoras acontecerão. Também é possível que as agências não permitam a fusão por conta do negócio anterior entre NBCUniversal e Comcast evitando maior concentração de empresas no mercado de entretenimento. 

Para vocês notarem o tamanho das companhias, veja as imagens abaixo. O oligopólio de corporações é algo mal-visto por diversas pessoas, porém isso não tem impedido negociações gigantescas que só concentram ainda mais o mercado de acontecerem. Não se sabe ainda os efeitos da compra da Time Warner em seus produtos cinematográficos tais quais as franquias Mad Max, Animais Fantásticos e os filmes da DC. Porém, torcemos muito pela troca de CEO na Warner Bros. Pictures. Kevin Tsujihara é apontado como um fracasso na direção dos estúdios apostando em produções já consideradas fracassos desde sua concepção. 

Não há muito tempo, uma suposta ex-funcionária dos estúdios escreveu uma carta aberta ao CEO já afirmando que o filme da Mulher-Maravilha seria outro desastre. A polêmica carta você pode conferir na íntegra aqui. A mulher discorre afirmando na falta de visão do CEO e na sua responsabilidade pela situação de calamidade que se encontram os cofres do estúdio que há tempos não vê um sucesso estrondoso de bilheteria, além da média ruim de lançamentos que revertem lucros para a criação de novos filmes e novos empregos. Não é deste ano que a Warner coleciona fracassos ou resultados medíocres de bilheteria. Filmes como Pan, A Lenda de Tarzan, BvS, Max, O Destino de Júpiter, Belas e Perseguidas, Férias Frustradas, O Durão, Caçadores de Emoção: Além do Limite, Jersey Boys, Ajuste de Contas, entre diversos outros fracassos que mal conseguiram pagar seu próprio orçamento.

Com os novos ares, é esperada uma troca de cadeiras e ideias para os produtos da Time Warner e com certeza a HBO e Warner Bros. Pictures serão as divisões mais afetadas. É uma bela reviravolta no mercado, embora fique a dúvida de como a inexperiência de uma empresa de telecomunicações pode afetar essas divisões de entretenimento do ex-conglomerado.

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