Cara Delevingne está se abrindo sobre sua própria experiência com Harvey Weinstein.

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Na quarta-feira, a atriz e modelo se relembrou quando entrou na indústria fílmica e recebeu uma ligação do ex-produtor, que lhe perguntou se ela havia dormido com quaisquer uma das mulheres com as quais foi vista.

“Quando comecei”, ela declarou em um post no Instagram, “Estava trabalhando em um filme e recebi uma ligação de Weinstein perguntando sobre isso. Eu fiquei bem desconfortável com a ligação… E não respondi a nenhuma das perguntas e tentei desligar. Mas antes de conseguir fazer isso, ele me disse que, se eu fosse gay ou fosse vista com uma mulher – especialmente em público -, eu nunca conseguiria ser uma atriz em Hollywood”.

Delevingne continou: “Um ou dois anos depois, fui para uma reunião com ele no lobby de um hotel sobre um projeto que estava prestes a sair. O diretor que nos acompanhava teve que ir embora e Harvey me perguntou se eu poderia ficar para bater um papo com ele. E assim que estávamos sozinhos, ele começou a falar sobre todas as atrizes com que tinha dormido e como ele havia feito as carreiras de todas elas, além de falar sobre coisas inapropriadas e de cunho sexual”.

Um dia depois, a atriz fez outra declaração após mais mulheres, incluindo Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie, Asia ArgentoLucia Evans falarem publicamente sobre os assédios sofridos por Weinstein. Delevingne disse que ele tentou beijá-la na boca em outra ocasião, bloqueando a porta de saída.

“Ele me convidou para o seu quarto. Eu rapidamente disse que não e perguntei à sua assistente se meu carro estava lá fora. Ela disse que não e que demoraria um pouco para chegar e que eu deveria ir para o seu quarto. Naquele momento eu me senti impotente e assustada, mas não queria agir de uma forma errada”, ela escreveu. “Quando cheguei lá, fiquei mais tranquila ao ver outra mulher no quarto. Ele pediu para que nós nos beijássemos e ela começou a fazer algumas investidas em mim. Eu rapidamente me levantei e perguntei a ele se ele sabia que eu conseguia cantar. Tentei transformar aquela situação em algo mais profissional… Como uma audição… Eu estava muito nervosa. E depois de cantar, eu disse que precisava ir embora. Ele me levou até a porta e ficou na frente dele, tentou me beijar. Eu o impedi e consegui sair do quarto”.

Em um segundo post no Instagram, Delevigne acrescentou que “quero que mulheres e garotas saibam que ser assediada ou abusada ou estuprada NUNCA é culpa delas e não falar sobre isso sempre vai causar mais danos que falar a verdade. Eu estou aliviada em poder compartilhar isso… Na verdade, me sinto bem melhor e estou orgulhosa das mulheres que são corajosas o suficiente para se abrir… Isso não é fácil, mas há força em nossos números. Como eu disse, esse é apenas o começo. Em toda indústria, especialmente em Hollywood, homens usufruem de seu poder, utilizando o medo para se safar do que fazem. Isso parar. Quanto mais falamos, menos poder eles têm”.

A atriz se junta a um coro de homens e mulheres – incluindo Meryl Streep, Lena Dunham, Jennifer Lawrence, George Clooney Lin-Manuel Miranda – que condenaram o comportamento “indesculpável” de Weinstein após alegações serem divulgadas em inúmeros artigos pelo The New York Times e pelo The New Yorker.

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