Brian Herring, um dos ventríloquos, ou mestre dos fantoches, mais experientes de Hollywood foi o responsável em entregar um painel técnico sobre os fantoches e maquiagem de Rogue One e O Despertar da Força no auditório Cinemark da CCXP.

Herring apresentou seu trabalho via slides mostrando qual era sua função no set de Despertar da Força: manipular uma das sete versões construídas do robozinho BB-8 que conquistou o coração dos fãs em pouquíssimo tempo. “Apesar do calor extremo do deserto, da roupa especial em chroma para ser removida na pós, admito que foi uma honra trabalhar na produção de um Star Wars. Eu cresci vendo os filmes clássicos e nunca imaginei que um dia eu estaria envolvido na produção de um de modo tão importante, afinal dei vida à diversas das expressões que vocês viram no filme. ”, disse o ventríloquo.

Herring lembrou que a decisão em manter o robô como um efeito prático foi uma abordagem correta do estúdio, afinal facilitava a interação dos atores e, consequentemente, suas atuações se tornavam mais críveis. Timing cômico. “A ILM – responsável pelos efeitos visuais, e nós do setor de efeitos especiais nos complementamos perfeitamente nos filmes Star Wars. Em Rogue One, elevamos isso para outro nível. Eu não me fantasiei como alienígena ou robô neste aqui, mas controlei partes de praticáveis embutidos nas fantasias de terceiros. Ajudava um dos atores a se locomover e atuar, já que era impossível para ele ver através da fantasia. Se não fosse o ponto com retorno em áudio, o coitado estaria batendo em todas as paredes do set.”, contou.

São Paulo, 03 de dezembro de 2016. Cobertura do evento CCXP 2016 no São Paulo EXPO. Uma História Star Wars.  Auditório Cinemark.   FOTOS: Daniel Deak

São Paulo, 03 de dezembro de 2016. Cobertura do evento CCXP 2016 no São Paulo EXPO. Uma História Star Wars. Auditório Cinemark. FOTOS: Daniel Deak

“Aliás, isso rendeu uma boa piada nas gravações. Me perguntaram se o fantasiado era um animatrônico que desse para controlar inteiramente por controle remoto. Disse que sim e comecei a apertar os botões do stick falando a ação que meu colega deveria fazer para enganarmos esse indivíduo muito deslumbrado. Rendeu ótimas risadas quando ele descobriu que estava sendo enganado. ”, arrancando umas ótimas risadas da plateia.

3 criaturas foram exibidas nos slides. Teremos um Mon Calamari inspirado nas feições do grande primeiro ministro Winston Churchill e Moloth, uma criatura que lembra um Wompa, de certa forma. Herring explicou que por durante meses, a equipe de maquiagem colou os pelos, um a um, na fantasia para as gravações. Nisso, tivemos um pequeno vídeo mostrando o processo de maquiagem da produção do filme. Interessante, mas esquecível, pois se tratava de um featurette de televisão.

Herring ainda revelou que exista uma criatura tão complexa feita em efeitos práticos presente no filme, que exigiu a participação de 17 ventríloquos para fazê-la se movimentar. Realmente, é um custo de sinergia impressionante.

Rogue One é a primeira vez que veremos esse universo expandido nas telas dos cinemas. O começo dessa exploração máxima que intercambiará com os lançamentos dos “episódios”. E Gareth Edwards conseguiu criar algo único, carregando sua própria identidade, mesmo que seja parte de universo coeso muito maior. Estou gostando muito dessa abordagem do estúdio em trazer diferentes nomes e diferentes visões a respeito de Star Wars. Acredito que será diferente de tudo que vocês viram até agora. ”, finalizou Herring.

E esse foi o painel dedicado para Rogue One. Infelizmente, não houve nenhum conteúdo exclusivo muito expressivo, mas a Disney caprichou muito com o painel de James Gunn que já teve sua cobertura divulgada aqui!

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