Dia vs Noite, TWD vs GOT, DC vs Marvel, BvS vs Guerra Civil, Xbox vs Playstation, Flamengo vs Fluminense, Android vs iOS, McDonalds vs Burger King, Nerd vs Nerd, Fanboy vs Fanboy.

O multiverso nerd é pautado por discussões intermináveis e, geralmente, extremamente redundantes. Mas com toda a certeza a gente adora aquela treta cósmica para provar que um lado é melhor que o outro – mesmo que o único convencido na discussão seja você mesmo. Analisando essa treta tão peculiar, decidimos trazer um pouco desse espírito “saudável” de discussão para o nosso site.

Sejam bem-vindos ao Cine Vinil! Calma, antes de soltar os cães nos comentários, entenda nossa proposta. Os discos de vinil foram um dos itens mais amados para reprodução de arquivos sonoros. Sua grande peculiaridade eram os lados A e B. O lado A era utilizado para gravar os hits comerciais das bandas, músicas mais populares. Enquanto o Lado B era mais voltado para canções experimentais ou mais autorais.

No caso, nos inspiramos pelos lados opostos do mesmo “disco” – de uma mesma obra. Serão dois artigos: o Lado A, que contém a opinião positiva, e o Lado B, com a versão negativa. Os autores, obviamente, serão distintos, e escolherão 5 pontos específicos da obra para justificar seus argumentos.

PORÉM. 

Está é uma edição especial do Cine Vinil. A primeira da recém-inagurada Limited Edition, onde proporcionaremos alguns debates diferentes. Nesta primeira seção, uma das maiores discussões do mundo nerd será colocada em pauta: quem é o melhor Homem-Aranha dos cinemas? Tobey Maguire ou Andrew Garfield?

Explicado o conceito, nós lhes desejamos aquela ótima discussão para defender o seu lado favorito! Quem ganhou? Lado A ou Lado B? Que a treta perfeita comece!

Atenção aos spoilers.

LADO B

por João Pedro Gibran

Um perfil mais interessante

Por mais que o conceito por trás dos filmes de Raimi deixava Parker mais fiel aos quadrinhos, a escolha por Maguire soa como type casting. Parece que o contrataram para interpretar o personagem por conta da sua cara de bobalhão, mas nos momentos mais dramáticos percebe-se que há uma limitação dramática. Por mais que o conceito em ambos os filmes de Webb quanto a Peter Parker – que não passa a impressão de fracassado vitima de bullyng – seja questionável comparado a origem do personagem, adicionando até mesmo skate à sua rotina, a criação de Garfield é muito superior.

Andrew Garfield é um ator melhor

Sejamos sinceros: no quesito atuação, Andrew Garfield consegue um fazer um trabalho superior ao de Maguire. É um ator mais expressivo, carismático e com um alcance dramático superior. Ainda que algumas vezes ele exagere em caretas de coitadinho, ele se mostra um ator mais irreverente e que não é apenas o estereótipo do adolescente bobão, só notar que Garfield funciona melhor nas cenas de alívio cômico do que Maguire, soando muito mais natural e à vontade.

Humor

Outra coisa que chama a atenção que Garfield faz bem é como consegue passar bem os seus sentimentos apenas com o olhar em alguns momentos mais dramáticos. Outro ponto em que o ator se supera é em mostrar que sente um grande prazer em ser o Homem-Aranha, por conta do tom em que conta as suas piadas e que mesmo sem ver o rosto sentimos como ele está se divertindo em ser o teioso, enquanto Maguire dava apenas alguns gritos enquanto andava por Nova York sem que soasse orgânico e sincero.

Porte físico

Pode não parecer grande coisa, mas o físico importa, e muito! O fato de Garfield ter um porte físico mais magro do que o do seu antecessor o deixou como um Homem-Aranha mais interessante, por aumentar a surpresa com a sua força e por aumentar o grau de perigo caso o heróis não consiga, embora a direção de Webb tenha um problema em criar essas situações. Porém, é inegável que Garfield, quando dentro da roupa do teioso, seja quase uma reprodução dos quadrinhos, principalmente por seu “cabeção” ficar destacado.

Química

Na trilogia original de Raimi, Maguire tinha uma boa química com Kirsten Dunst como Mary Jane Watson. Nesse quesito a química entre Garfield e Emma Stone se mostra melhor que a anterior. Uma parte se deve a Dunst ainda não ser uma atriz mais madura como demonstrou nos últimos trabalhos e como o novo casal era de verdadeiros namorados a química se mostrou muito orgânica. Por mais que era Stone que levava o tom, por ter um carisma superior ao de Garfield, ele conseguia corresponder no mesmo tom. Não à toa, as melhores cenas dos filmes de Webb são quando estão focado no relacionamento de ambos.

Clique aqui para ler o LADO A.

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