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Continuando o ritmo mais acelerado desse início de temporada, Monsters tem o seu foco dividido em quatro núcleos, que se intercalam, principalmente os dois núcleos principais quando a ação começa. De destaque, temos os dois núcleos que tem tido mais destaque na temporada, e que trazem o debate sobre misericórdia e até que ponto ela deve existir. Trata-se do núcleo de Rick e do núcleo que envolve Morgan e Jesus. De resto, ainda temos pequenos destaques aos Aaron e seu companheiro Eric, Hilltop reaparecendo com um personagem sumido desde o primeiro episódio batendo a sua porta, e o núcleo de Ezekiel e Carol.

Em The Damned tivemos o retorno de Morales, personagem que apareceu na longínqua primeira temporada. Porém, para os que esperavam uma nova adição a trama, com este revelando-se um aliado de Negan, o destino do personagem pode ser uma ducha de água fria. Ao menos essa aparição, além de um agrado aos fãs, rendeu um bom diálogo sobre como tanto ele quanto Rick mudaram, e sobre como a perspectiva muda as situações, utilizando como exemplo o fato de que, se fosse Rick quem estivesse com a arma, ele já o teria matado. Esse diálogo é interrompido pela chegada de Daryl, que resolve a situação, mesmo a contragosto de Rick. Na sequência, após boa sequência de ação que envolve Rick e Daryl cercados, o personagem acaba matando um Salvador já rendido, mesmo após Rick ter prometido clemência caso ele se rendesse. Todo esse desenrolar de situações parece acabar dando início a uma rachadura na amizade mais forte da série atualmente. Caso bem trabalhada, poderemos ver coisas interessantes, como Rick batendo de frente com seu amigo, colocando seus ideais acima de sua amizade.

O outro núcleo de destaque é o que envolve a volta de Morgan, cada vez mais com sede de vingança, e Jesus, acompanhados por outros companheiros e prisioneiros, a Hilltop. As crescentes provocações de um prisioneiro acabam levando Morgan a quase matá-lo. Após Jesus novamente intervir, o que acaba levando a uma pequena conversa onde Jesus diz que eles não são executores, zumbis aparecem, e parte dos prisioneiros foge, levando Morgan a persegui-los, alcançando-os para, em seguida, matar um deles, sendo interrompido antes de matar o próximo por Jesus. Após um pequeno momento de tensão, Jesus expõe sobre como vê a guerra sendo um caminho para a paz,. Isso não impede que iniciem um confronto, onde, após pararem, Morgan diz que sabe que não está certo, mas também acha que não está errado.

Ainda tivemos no episódio o núcleo de Ezekiel e seu grupo, onde vemos a continuidade de seu plano para invadir as bases inimigas, tendo sempre Carol ao seu lado. Se Ezekiel mantém um sorriso no rosto e um otimismo deveras exagerado, principalmente quando, embora tenha funcionado, em parte, eles já imaginavam que o inimigo esperava por eles. Comandados por Carol, o início da invasão funciona, porém, logo após, o grupo é acaba sendo alvejado por disparos inimigos vindos de dentro da base, onde, pela primeira vez na temporada, temos um vislumbre do sorriso se extinguindo do rosto do rei, em virtude do abatimento de seus soldados, que inclusive se jogam a sua frente para protegê-lo.

Finalizando os núcleos expostos, temos o casal Aaron e Eric. Após ter sido atingido no último episódio, Eric dá claros sinais de que não resistirá, enquanto é levado para longe do tiroteio por seu companheiro, ficando sozinho escorado a uma árvore enquanto definha. Antes de mais nada, confesso que, embora a presença de mais homens no combate seja sempre bem-vinda, não há motivos claros que justifiquem o abandono de Aaron a seu companheiro, naquele momento. Por mais que tivesse sido solicitado por Eric, dado todo o sentimentalismo envolvido na cena, o qual teria funcionado melhor caso o casal tivesse sido melhor trabalhado na série, a atitude mais lógica seria Aaron ter acompanhado seu parceiro até seus últimos momentos.

Uma coisa me preocupou nesse episódio. Note, estamos no terceiro episódio da temporada. Como pode ser visto nas críticas anteriores, todos os episódios estão trazendo mensagens sobre misericórdia em seus núcleos principais. Inclusive, é importante citar o retorno de Gregory a Hilltop e a chegada do grupo de Jesus com os prisioneiros. Se com Gregory a personagem permitiu a entrada e manutenção dele no lugar, mesmo após sua traição, situação semelhante não ocorreu com o grupo, onde Maggie chega a demonstrar que considera a ideia de matar os prisioneiros, tendo Jesus como contraponto. Novamente, a questão da misericórdia. Embora os 3 episódios tenham mostrado um bom ritmo, muito por conta da ação e da missão do grupo principal de personagens, a repetição desse tema já começa a mostrar um certo desgaste. Espero sinceramente que a situação mude, pois a até agora divertida temporada tem mostrado-se uma história de uma nota só.

The Walking Dead – 8X03: Monsters — EUA, 05 de novembro de 2017
Showrunner: Scott M. Gimple
Direção: Greg Nicotero
Roteiro: Matthew Negrete e Channing Powell
Elenco: Andrew Lincoln, Norman Reedus, Lauren Cohan, Chandler Riggs, Danai Gurira, Melissa McBride, Lennie James, Josh McDermitt, Christian Serratos, Alanna Masterson, Seth Gilliam, Ross Marquand, Jordan Woods-Robinson, Katelyn Nacon, Jason Douglas, Tom Payne, Xander Berkeley, R. Keith Harris, Khary Payton, Karl Makinen, Logan Miller, Austin Amelio, Christine Evangelista, Steven Ogg, Jeffrey Dean Morgan, Juan Gabriel Pareja.
Duração: 40 min

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