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Com a promessa de ir construindo aos poucos a antecipação para a batalha no último episódio da temporada nessa segunda leva de episódios, “The Walking Dead” recomeça com o pé direito já acelerando o que eu pensava que duraria 2 ou 3 episódios para ser resolvido. 

Rick, depois de uma cena hilária em Hilltop, parte com seu grupo para “o Reino” após Jesus tomar a iniciativa de lhe contar a respeito e tenta convencer o Rei Ezekiel a se juntar na guerra que virá. Andrew Lincoln prova mais uma vez que, além de ser o melhor ator da série, as discussões a respeito de não ser indicado ao Emmy são críveis e pertinentes, compondo o topo da lista de injustiçados pela Academia e vê-lo contracenar com Khary Payton com toda a estampa de majestade é um deleite. 

Ezekiel, em nome da proteção de seu povo, acaba recusando a proposta mesmo depois da história de Rick a respeito da “pedra no meio caminho” e conselhos de pessoas mais próximas. A decisão é condizente com o perfil do personagem e, como já sabemos que, eventualmente, Ezekiel irá mudar de opinião, espero que a série não mantenha o rodeio de enrolar por mais de 2 episódios a trama. O cliffhanger envolvendo a estadia de Darryl no Reino pode acarretar numa dinâmica de relacionamento interessante e ver o personagem de Norman Reedus, que nunca foi muito certeiro em motivar e fazer discursos, tentar se esforçar para convencer o Rei provavelmente resultará em bom desenvolvimento de personagem. 

O resto do episódio perde um pouco a força em coerência e contexto. Rick e seu grupo, convenientemente, encontram na estrada explosivos e armas pesadas para serem usados durante a guerra. Tudo bem que os Salvadores provavelmente não contavam com a habilidade de uma militar como Rosita para desarmar o equipamento porém, ainda assim, o mote é entregado de bandeja. A tensão da cena em si é bem construída e seu encerramento, infelizmente, apela para o roteirismo ao colocar 2 personagens cercados de zumbis sem levar uma mordida. 

Há também uma cena rápida mas eficiente envolvendo o drama de Aaron e seu namorado e a vinda esperada do personagem de Steven Ogg, Simon, é uma excelente armação para uma futura convergência de tramas, não tendo sido necessária a presença física de Negan, que funciona melhor como uma ameaça que apenas aparece em momentos chave de causa e não catalisação.

A subtrama envolvendo o Padre Gabriel é interessante mas deslocada do resto do episódio. Entretanto, o cliffhanger final que a engloba é ótimo e fica ainda melhor com a expressão impagável e gratificante de Rick sorridente e confiante frente a uma situação de ameaça. Durante esses pequenos momentos que percebemos os vislumbres da jornada dos personagens. Um sorriso de peso, afinal. 

“Rock in the Road” começa bem o ano. O problema é que a série nunca deixou de começar bem, revelando seus sinais de perdição durante o desenvolvimento das tramas apresentadas no início. Torço, sinceramente, para que Gimple tenha ouvido às críticas e elaborado uma divisão melhor ritmada entre os 7 episódios que virão. Caso seja bem sucedido, terei me surpreendido, visto que, dessa vez, irei assistir com o pé atrás. Veremos se o showrunner irá tomar a iniciativa de cavar a pedra fincada no meio do caminho. 

The Walking Dead – 7X09: Rock in the Road (EUA, 12/02/2017)
Showrunner: Scott M. Gimple
Direção: Greg Nicotero
Roteiro: Angela Kang
Elenco: Andrew Lincoln, Norman Reedus, Lauren Cohan, Chandler Riggs, Danai Gurira, Melissa McBride, Lennie James, Sonequa Martin-Green, Josh McDermitt, Christian Serratos, Alanna Masterson, Seth Gilliam, Alexandra Breckenridge, Ross Marquand, Austin Nichols, Tom Payne, Xander Berkeley, Kharry Payton, Steven Ogg
Duração: 44 min.

 

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