Obs: o texto é enorme, leia com calma e separe um tempinho para isso. Há diversas curiosidades dessa produção que merece uma análise aprofundada, além de marcar a primeira vez que adiciono elementos que tornam a leitura um pouco mais interativa. Prepare os lencinhos, pois é impossível falar desse filme sem conseguir chorar.

Up deve ter marcado a primeira experiência verdadeiramente dramática para muita gente, principalmente da geração dos anos 1990. Com esse especial da Pixar, sabia que chegaria a hora de escrever de Up e que, por consequência, teria que rever a esse belíssimo, mas difícil filme. Assim como muita gente, essa animação marcou a primeira vez que eu choraria ao assistir um filme no cinema.

Acredito que Up consiga se comunicar com muita gente por questões extremamente humanas que vão no cerne de relações familiares. Através de uma jornada fantástica, a Pixar consegue contar um conflito extremamente humano e nada abstrato. A repercussão em 2009 foi tão forte que Up virou a terceira animação na História a ser indicada também na categoria de Melhor Filme na cerimônia do Oscar.

Com tantas análises já publicadas sobre Up, o que é ainda pertinente dizer desse clássico moderno? É praticamente unanimidade que o público ama e a crítica reconhece se tratar de uma das muitas obras-primas do estúdio consagrado. E, em especial, a unanimidade está certíssima. Up é uma daquelas obras que merecem ser estudadas com tanto afinco quanto pedem para analisarmos Cidadão Kane tal qual é o poder cinematográfico dessa história.

Balões

A história de Pete Docter e Bob Peterson está intimamente ligada ao trabalho dos dois na direção. Para quem desconhece completamente esse filme, a narrativa apresenta a vida do modesto senhor de 78 anos Carl Fredricksen em busca de uma aventura inesquecível. Óbvio que essa sinopse reducionista é proposital. O restante do texto abordará spoilers inevitáveis então se ainda não viu a Up, é melhor parar o que está fazendo e ir correndo assistir.

Quisera eu ter essa oportunidade de esquecê-lo completamente, só para vê-lo pela primeira vez de novo. Talvez o único defeito de Up seja justamente esse: ser inesquecível. A potência inicial desse filme fica impregnada na memória para sempre conseguindo nortear quase toda a motivação do protagonista ao longo da jornada.

A sequência, claro, é a tão festejada e extremamente triste ‘Vida de Casados’. Sabiamente, para conseguir a comunicação universal tão desejada, Docter e Peterson começam Up nos tornando, literalmente, Carl Fredricksen ainda um menininho se deslumbrando com o cine-jornal.

A obra começa a esse nível de espectador-personagem nos jogando em um pequeno noticiário sobre o explorador Charles Muntz e seu dirigível Espírito de Aventura. Após Muntz conseguir partes da ossada de lendária Ave do Paraíso, cai em descrédito pela comunidade científica e arqueológica simplesmente por estes desacreditarem do feito do lendário explorador.

Em uma trajetória que praticamente é mimetizada pela narrativa maior de Up, vemos Muntz atingir seus melhores e piores momentos através do informativo filminho. Nisso, com Carl 100% mudo, os diretores usam diversos reaction shots do garoto ficando indignado e excitado em observar seu herói sobrepujando as dificuldades e partindo para a sua maior aventura.

A sucessão de eventos é óbvia e terna. Logo depois da sessão, na exibição de créditos do filme, vemos Carl brincando de explorar nas ruas da pequena cidade até se deparar com uma casa bastante decrépita e curiosa até escutar a frase de efeito de seu herói. Na melhor escolha de manter o ponto de vista completamente centrado no protagonista, ele e nós conhecemos a doce personagem Ellie que, por uma coincidência do destino, também preserva o mesmíssimo espírito de aventura que Carl nutre.

Porém, é claro que os diretores tornam todo esse primeiro encontro em algo de charme único. Como já vinha explorando desde sempre, a Pixar investe nos contrastes e, possivelmente, Up é o filme que mais trabalha com esse nível de linguagem e simbologia de entendimento universal e poderoso.

Não é apenas pelo contraste tremendo entre “frio” e “quente”, mas também pela cena pontuar diversos elementos-chave de toda a narrativa. E, pela primeira vez na história desse site, sinto que é hora de explorar uma vertente possibilitada pela crítica de catálogo: usar trechos. Por isso, é pertinente que assistam as cenas encaixadas para melhor compreensão do fenômeno cinematográfico, pois, como bem sabem, o cinema é a arte do indizível.

Aqui, o que mais se destaca, além do choque do encontro, é a importância do balão azul de Carl que pontua todo o contato de Ellie com ele. Primeiro, toda a apresentação da menina praticamente explicita que ela é a personificação da aventura de uma vida que Carl tanto procurava. Quando o balão escapa de suas mãos, logo vemos Ellie tomar esse lugar, puxando Carl pela mão – o filme praticamente respira para pontuar essa ação importante do contato físico.

Só nesses pouquíssimos minutos, os diretores já associam Ellie a três objetos que viram sagrados para Carl: a casa, o balão e o broche do clube solitário da menina. Depois, já no quarto de Carl, vemos o balão invadir e interromper sua leitura apenas para anunciar a presença de Ellie novamente – segunda conexão. Aqui, outros elementos que fazem de Ellie a vida de Carl, são apresentados: o seu livro de aventuras (representando todos os sonhos dela) e do juramento. Então a cena é encerrada, com Carl sonhando vivo, claramente apaixonado, se apoiando no balão até ele estourar. Segue então a sequência mais bela do filme todo (preparem-se para chorar).

É perfeição cinematográfica em forma de desenho. A sequência difícil consegue despertar emoções fortíssimas na gente por conta de termos acompanhado a história dos dois personagens desde o momento mais puro de suas vidas até, literalmente, a morte. Não é à toa que os filmes mais emocionantes da Pixar tenham o nome de Pete Docter envolvido na direção: Monstros S.A. e Divertida Mente são seus outros dois filmes.

São outros quatro minutos que também jogam diretamente em favor da construção de Carl. Os contrastes são claros em toda a sequência seja nas cores extremamente vivas do começo, para as menos tonificadas nos momentos mais tristes da história. Vemos Carl se casar na mesma igreja que é realizada o velório de sua esposa. Vemos momentos-chave acontecer no mesmo morrinho do velho carvalho. E também vemos como os imprevistos do cotidiano sacrificam o custo da viagem dos sonhos de ambos. Além de, claro, as dicas dos balões de hélio levitando o carrinho de vendas.

Mas o mais importante é sutil de toda essa sequência é a presença dos diferentes tons de magenta. A cor está associada com Ellie em todos os momentos, seja no vestuário ou na iluminação. Repare que até mesmo quando Carl acorda, já em outra sequência do filme, vemos um resquício de magenta ainda presente na luz que banha o lado da cama que Ellie dormia enquanto Carl está totalmente encoberto pela penumbra.

A reafirmação do compromisso do juramento é indicada pela inauguração do potinho de economias e, no final, com Ellie portando o livro de aventuras – os diretores focam na expressão de Carl que claramente se culpa pelo fracasso de não ter realizado o sonho da esposa. E é essa culpa que guia o apego à memória de alguém que já não está mais lá.

Saindo de toda essa introdução mais comportada como uma longa lembrança de Carl, vemos como o personagem ainda está apegado a todo o materialismo afetivo que “ressuscita” a presença de Ellie. O problema é que o tempo passou e há um enorme shopping em construção ao redor de todo o terreno no qual a casa é fundada. Fica claro, pelo choque da imagem, que Carl não pertence mais àquele lugar, um estranho no ninho. Toda a estética desse pequeno segmento de luto se torna uma extensão da espiritualidade de Carl.

Os diretores fazem rimas visuais com planos mostrados na sequência anterior e mostram sempre a ausência de Ellie em poltronas ou na profundidade de campo. As cores acompanham esse desprazer em viver que o personagem sente. E o cenário só piora para Carl quando agride um mestre de obras, sendo processado e condenado a viver em um asilo pelo resto de seus dias.

Encontrando novamente o livro de aventuras de Ellie, a culpa retorna e a motivação fantástica surge. Pela 1ª vez o filme larga seus ares realistas para injetar a magia fantástica que a Pixar sempre adiciona em seus filmes. Finalizando o primeiro ato, Carl iça sua casa aos ares com a ajuda de milhares de balões, em uma viagem repleta de poesia, parando toda a cidade a observar sua proeza. O destino: Paraíso da Cachoeiras, o lugar dos sonhos de Ellie.

Porém, para trazer novos conflitos e mais fôlego ao filme, um companheiro indesejado é adicionado: o garotinho escoteiro Russell.

Ensina-me a Viver

Muito se discute sobre os atos posteriores de Up. Saindo completamente do propósito otimista e de redescoberta do sentido da vida, é possível traçar toda a jornada de Carl no Paraíso das Cachoeiras como sua própria jornada aos céus. Nesse cenário, o protagonista morre antes de fazer sua casa voar pelos ares, mas passa por uma trajetória no purgatório, encontrando demônios e seus acólitos, assim como anjos que guiam Carl até o Paraíso. É perfeitamente possível associar os elementos apresentados no segundo e terceiro ato com essa interpretação, mas não pretendo me prender a essa visão. Up é um filme mais bonito quando visto pelo prisma apresentado pelos diretores.

Com Carl totalmente estabelecido, inserir Russell é outro trabalho de mestre para criar mais contrastes pertinentes em um choque de gerações. Russell é apresentado já como um solícito ajudante para Carl, afinal ele precisa conseguir uma insígnia de ajuda ao idoso nos Escoteiros. Mas com o temperamento aborrecido, Carl sempre nega a presença de Russell.

Ao longo do filme, nuances de carinho entre os dois vão brotando até Russell virar o filho e o neto que Carl nunca pode ter por conta da infertilidade de Ellie. É aqui que o humor do filme aflora a partir da relação de ajuda desastrada de Russell: a perda do GPS, o fracasso da montagem da barraca e, principalmente, pelos aborrecimentos causados por conta de outros dois inesquecíveis personagens: a “narceja” Kevin e o cão falante Dug.

O mais interessante é que Russell não apenas um mero alívio cômico muito carismático, mas sim um personagem completo contando com seus próprios problemas. Apesar de não muito desenvolvido, sabemos que Russell não tem o pai presente como queria, além de ser pouco felicitado por suas conquistas. Logo, ele preenche a lacuna da figura paterna com Carl até o velhinho acabar assumindo o garoto como neto postiço posteriormente. Há então um bom desenvolvimento para Russell.

O mesmo ocorre com Dug, um cão não muito eficiente por ser carinhoso em demasia. Rejeitado pela matilha, todo o conflito de Dug passa a tentar ser aceito por outro grupo o que também leva a mais perigos originados por sua traição. Não há ponto sem nó no roteiro de Up por conta dessa maestria de condução narrativa.

Na estética, com os quatro reunidos na busca do lugar desejado para “estacionar” a casa de Carl, a estética da animação vibra. Carl é todo quadrado com cores neutras refletindo o modo sisudo. Russell é todo arredondado, amistoso, muito corado e cheio de insígnias. Kevin é a ave do paraíso – a mesma que Charles Muntz buscava no começo do filme, toda colorida mas com movimentos de galinha e poses desengonçadas. E Dug, um labrador todo amarelado de feições igualmente arredondadas e expressivas – em completo contraste com os cães mais escuros de Muntz.

O surgimento de Kevin desvia o caminho original que o roteiro seguiria. Com ela, temos um legítimo macguffin para movimentar ambos os lados. Um, interessado em libertar a ave, a guiando de volta para a família. E o antagonista capitaneado por Charles Muntz em capturá-la para reconquistar o prestígio perdido. Mas enquanto funciona como um artifício ordinário de roteiro, Bob Peterson consegue adicionar elementos humorísticos fascinantes para a ave. Todo o humor é pensado para a expressão corporal do bicho com inspirações claras ao trabalho de Charlie Chaplin. A subversão de expectativas, repetições de esquetes e contrastes de diferentes naturezas pontuam o humor sempre eficiente da carismática ave.

Paraíso

Mas mesmo no paraíso há maldade. E também a sacada genial de centrar o antagonismo do filme justo no herói de infância de Carl e Ellie. Charles Muntz, mesmo sendo o personagem mais superficial da trama, é um dos melhores vilões da Pixar. A sua circunstância de isolamento já o torna complexo pelas informações que o filme transmite na introdução. Deduzimos que, através de sua solidão, acabou criando mecanismos de fala para conversar com seus cães, enquanto se isolava em uma busca mística impossível.

Apesar de não ser dita em palavras, os diretores tornam a busca de Muntz ainda mais trágica por conta de Carl e Russell encontrarem a ave do paraíso em questão de minutos enquanto o explorador a procurava por mais de quarenta anos.

Existe muito poder visual para contar a história de Muntz quando Carl e Russell são convidados para conhecer o dirigível do, até então, herói. Ali, tudo o que sabemos da busca dos cães por Kevin é deixado em escanteio. De certa forma, a estética nos obriga a acreditar que Muntz não se tornará um tirano e prejudicará a dupla protagonista. O que realmente acontece, em primeiro momento.

Toda a primeira sequência no Espírito de Aventura é confortável e fascinante. Vemos as conquistas de explorações passadas de Charles, assim como é gratificante ver Carl verdadeiramente feliz depois de um bom tempo. Durante a excelente cena do jantar, os diretores dão um show de domínio de atmosfera ditada apenas pela iluminação e bom guia musical.

O jantar à luz de velas conforta os heróis e deixa o ambiente aconchegante. Mas tudo isso muda quando Muntz se afasta com o lampião e começa seu solilóquio sobre a sua busca ingrata pela ave. Então temos a mudança no discurso com a revelação que Russell conhece o bicho que Muntz caça. Ali, então há a insinuação que o herói de Carl assassinou outros exploradores daquele lugar e que eles seriam os próximos. As cores quentes somem até Muntz mergulhar para o azul da escuridão indicando a ameaça e sua verdadeira natureza.

A crueldade do personagem acaba complicando a relação de Russell com Carl quando o vilão ateia fogo na casa do protagonista a fim de afastá-lo de Kevin, permitindo a captura. Ainda totalmente apegado àquilo que a casa representa, Carl se torna um vilão e entrega a ave para salvar a casa. Russell se decepciona com a fantasia do herói que tinha vestido a figura paterna. No amanhecer, vemos um banho de luz magenta os envolvendo completamente – a memória de Ellie nunca esteve tão forte como nesse ponto decisivo. Rompendo sua amizade com Russell, Carl arrasta a casa até o lugar tão sonhado na infância dos dois, mas não sente plenitude, afinal, o custo de aquilo tudo é tremendo.

Nisso, temos outra cena genial carregada de toques delicados de Pete Docter na direção:

A casa não reflete nenhuma felicidade, pois ela é só um objeto. Sempre vai refletir o estado de espírito de Carl. Por isso, as cores são monocromáticas até a difícil leitura do livro de aventuras de Ellie. A culpa que guia o velhinho finalmente é cessada, mas por acidente quando Carl descobre as outras páginas preenchidas do livro com as aventuras que ambos tiveram ao decorrer de toda a vida.

O ato de virar a página é de simbologia tremenda, pois era justamente aquilo que Carl precisava. Com o recado de Ellie pedindo para Carl ter uma nova aventura, finalmente há a catarse no protagonista. Nada daquilo vale, mas sim sua própria vida, as novas amizades e novas aventuras divididas com quem amamos. Por isso, nesse ponto de virada, Docter usa o mesmo enquadramento do plano conjunto das poltronas. Agora as cores estão vivas mais uma vez e, na poltrona de Ellie, está a faixa das insígnias de Russell. A indicação é bela: Carl precisa deixar que Russell entre na sua vida agora que Ellie não está mais presente.

Sabiamente, os roteiristas não deixam essa transição light: é necessário sacrifício. Com Russell fugindo para resgatar Kevin, Carl não hesita em se desfazer de toda a quinquilharia da casa para permitir que ela “voe” novamente. Até mesmo a postura de Carl e a velocidade da movimentação são revigoradas. Finalmente ele se torna o herói de aventuras que tanto queria ser ao partir para o resgate.

Todo o humor é retomado, principalmente na hilária cena da luta entre Charles e Carl. O importante nela, além das piadas, é denotar quão profunda é a obsessão de Muntz pela ave a ponto de destruir todo o seu museu pessoal, seu passado, identidade e história durante a batalha. Como Harvey Dent diria, Charles viveu tempo o suficiente para se tornar um vilão.

E seu final é igualmente trágico. Caindo para o esquecimento, mesmo amarrado pelos balões de Carl. É como se a própria Ellie ajudasse os heróis ao prender Muntz nas cordinhas dos balões. Aliás, novamente nessa cena, há o uso diferenciado da mangueira. Esses objetos do cotidiano de um idoso sempre ganha um propósito novo em seu uso para tirar a dupla de diversas enrascadas. Portanto, os objetos intrínsecos ao cotidiano de Carl apenas refletem essa jornada de descobrimento e renovação que ele também passa ao longo da história.

Também é preciso comentar de apenas duas coisas para enfim encerrarmos essa análise. A primeira é a força da cena que Carl entrega a insígnia de Ellie para Russell, literalmente deixando a herança da aventura para o pequeno menino. Quase da mesma forma que a aventura foi simbolizada para ele através desse presente da esposa quando ainda jovens.

E a segunda, obviamente, é a trilha surreal de Michael Giacchino. Uma música que dá tanta leveza e orientação ao filme é tão colada em sua estética que, somente com uma assistida ao longa, fica impossível escutar as melodias e não ficar levemente emocionado somente com elas. É uma força musical raramente vista nos cinemas e que provavelmente Giacchino nunca mais atingirá em vida. É daquelas obras-primas únicas que marcam a vida de um compositor para todo o sempre.

O que a deixa tão viva é sua consistência se comportando quase como um manifesto. Há alguns lunáticos que dizem que a trilha de Up é repetitiva e que, por isso, é ruim. Por isso digo, é óbvio que a música é repetitiva, pois há um propósito por trás disso. Quase todas as faixas são alterações do tema de Ellie. Nada mais justo, afinal é a onipresença invisível da personagem que guia as decisões de Carl a todo o momento. O protagonista só pensa nela e, como extensão do personagem, a trilha “ressuscita” Ellie com diversas alterações de ritmo e compasso. Nenhum outro tema consegue superar o brilho desse, porém existem outras composições que agregam para criar diferentes atmosferas.

Te conheço há tempos e continuo te amando

Up funciona exatamente como uma flechada de um cupido. É muito difícil não se apaixonar pela fantástica história de amor e aventura trazida Docter e Peterson. É um estado de realização estupendo conseguindo injetar e desenvolver praticamente todos os elementos com um nível de satisfação que tanto faz falta no cinema atual.

Mesmo apaixonado pela história, é sempre difícil revisitar esse filme por conta das muitas emoções e memórias afetivas que ele desperta em mim. Aqueles detalhes da infância que nunca cessam de existir.

Porém, assim como Dug tão sabiamente fala: Acabei de te conhecer e já te amo – uma premonição do que o espectador sente depois da primeira exibição – posso afirmar com bastante critério que, mesmo depois de oito anos da minha mágica primeira visita, o amor que sinto por esse filme é verdadeiramente eterno.

E agora, mais do que nunca.

Up – Altas Aventuras (Up, EUA – 2009)

Direção: Pete Docter e Bob Peterson
Roteiro: Pete Docter, Bob Peterson, Tom McCarthy
Elenco (vozes originais): Edward Asner, Christopher Plummer, Jordan Nagai, Bob Peterson, Delroy Lindo, Jerome Ranft
Gênero: Animação Infantil, Aventura, Drama
Duração: 96 minutos

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