A E3 2018 ainda está acontecendo, mas as principais conferências das desenvolvedoras de games já ocorreram. De sábado a terça feira vimos as apresentações da EA, Microsoft, Bethesda, Ubisoft, Sony, Square Enix e Nintendo. Enquanto algumas se destacaram, outras sequer justificaram sua presença no evento. Dito isso, decidimos ranquear as conferências da pior para a melhor, não levando em conta apenas os exclusivos, como a apresentação em si, a honestidade das companhias, seu tratamento com os fãs e os tipos de serviços que serão oferecidos agora e no futuro.

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Dito isso, vamos conosco relembrar dessas apresentações. Para saber o que aconteceu em cada uma delas, basta clicar nos títulos em azul.

7. Square Enix

Para começo de conversa, a conferência da Square sequer deveria ter existido: simplesmente não havia conteúdo para isso. O que ganhamos foi basicamente uma repetição do que já havíamos visto na conferência da Microsoft, com poucos detalhes adicionais, como um gameplay de Tomb RaiderDragon Quest XI. Basicamente nenhuma informação nova foi revelada, visto que já sabíamos das datas de lançamento dos games. Uma apresentação que começou bem e rapidamente foi decaindo, até acabar. E, de quebra, absolutamente nada foi revelado sobre o remake de Final Fantasy VII.

6. EA

A primeira conferência do evento anual de games já foi uma grande decepção. O foco claramente foi Anthem, mas, fora isso, nada foi devidamente apresentado – nem mesmo o novo game de Star WarsJedi Fallen Order, ganhou o mínimo de atenção, sendo revelado através de uma curta entrevista com o diretor, que estava sentado na plateia, e estava claramente constrangido (possivelmente não esperava aquilo ali). Para piorar, o que vimos da nova obra da Bioware simplesmente não chamou a atenção, com um trailer mal construído e trechos longos de gameplay que eram meramente mais do mesmo.

5. Nintendo

Esperávamos muito da Nintendo e a companhia focou quase que exclusivamente no novo Super Smash Bros., que promete (e muito), mas que poderia muito bem ter dividido os holofotes com outros grandes títulos, como Pokémon ou Metroid Prime 4, que notavelmente ficaram de fora da apresentação. Ao menos, durante a Nintendo Treehouse, exibiram o gameplay de Pokémon Let’s Go, mas isso deveria ter sido feito durante a conferência! Ao menos, diversos títulos foram anunciados para o Switch, incluindo Dragon Ball FighterZ, Minecraft, Fire Emblem: Three Houses e mais.

4. Bethesda

Aqui entramos em um nível totalmente diferente de apresentações. A Bethesda mostrou tudo em atual desenvolvimento pela empresa e suas subsidiárias, com direito ao novo WolfensteinDoom 2, DLCs de PreyThe Elder Scrolls: Blades e, claro, The Elder Scrolls VIFallout 76. Esse último ganhou mais atenção, evidentemente, visto que é o atual maior projeto da empresa e promete entregar o maior e mais diferente Fallout desde que a Bethesda assumiu a franquia – pessoalmente, acredito que também será um dos melhores. Importante ressaltar como previsões de lançamento foram oferecidas e que foi deixado bem claro o que somente sairá na próxima geração – a companhia reconhece o suporte dos fãs e devidamente agradece e recompensa o apoio daqueles que compram seus games.

3. Sony

A Sony apresentou muita coisa boa, muita mesmo. Tivemos The Last of Us – Part 2Ghost of TsushimaDeath Stranding (embora não tenhamos entendido nada daquilo), Nioh 2, Resident Evil 2 Remake e mais. Tudo não menos que épico, mas com uma grande ressalva: nenhuma data de lançamento. Por que isso é preocupante? A Microsoft revelou que já estão bem avançados no desenvolvimento de um novo console, o que significa que a Sony não está muito atrás – especialmente se levarmos em conta que o PS4 foi lançado antes do XOne.

Em outras palavras, muitos desses títulos podem ser lançados apenas para a próxima geração e a Sony não foi nem um pouco honesta em relação a isso, sequer comentando sobre essa possibilidade. Claro que muitos dos games apresentam o logo do PS4 ao término dos trailers, mas isso pode mudar e se mudar será apenas mais uma prova do quanto a companhia simplesmente não oferece aos fãs o que é devido a eles. Sinceramente, uma postura decepcionante e isso vindo de alguém que consome os produtos da empresa desde os primórdios do PS2 Fat.

2. Ubisoft

Honestamente, eu não tinha grandes esperanças para a apresentação da Ubisoft – sabia que Assassin’s Creed Odyssey ganharia data de lançamento e gameplay, mas, fora isso, nada verdadeiramente chamava a atenção. Felizmente, fui surpreendido. Tivemos uma conferência repleta de conteúdo, começando já com o promissor Beyond Good and Evil 2, continuando com The Division 2, que mostra o quanto a  empresa aprendeu com o game anterior e terminando com o épico novo Assassin’s Creed. O mais relevante disso tudo é enxergar como a companhia está atenta aos interesses dos jogadores, criando conteúdo gratuito para The Division após seu lançamento, além da contínua revolução das mecânicas e da própria alma da franquia dos assassinos. Não bastasse isso, ganhamos uma mostra de um space shooter que promete, Starlink, que ainda trará Star Fox como conteúdo para o Nintendo Switch.

1. Microsoft

Sem dúvida alguma, a Microsoft foi a dona da E3 neste ano. O que falta ao console em termos de exclusivos, sobra em termos de serviço. A empresa trouxe uma conferência bastante honesta, revelando o desenvolvimento do console de próxima geração, uma série de trailers de games vindouros e a promessa de investir mais nos seus exclusivos, com a compra de novos estúdios. Mais importante, porém, é notar como a postura da companhia demonstra-se mais aberta que a da Sony – enquanto que o Playstation basicamente é fechado em si, a Microsoft investe no Play Anywhere e nos Xbox Game Pass, trabalhando com bastante proximidade às third parties para criar um serviço robusto, que foge do clássico comprar os jogos no lançamento a favor de pagar uma assinatura e ter direito a uma biblioteca muito maior, que inclui, ainda, jogos lançamentos.

Isso é uma prova de não só como a Microsoft ouve os jogadores, como entende as tendências do mercado. Estamos na era do streaming e a indústria dos games precisa evoluir para se tornar mais inclusiva. Em um país onde pagamos 200-250 reais por games lançamento, isso nem falando das versões ‘deluxe’, ‘prata’ e ‘ouro’, ter uma forma de possuir mais games pagando uma taxa mensal certamente é promissor.

Sinceramente? Maldito o dia que escolhi comprar um PS4 ao invés do Xbox One.

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