A tão aguardada cinebiografia de Freddie Mercury e do Queen chegou aos cinemas, depois de um processo conturbado de gravação e da demissão do diretor Bryan Singer. A produção segue os caminhos da criação do grupo, como foram concebidas as canções e mostra muito da vida pessoal de Freddie Mercury, por ser tão centrada na vida do vocalista é muito provável que haja algumas imprecisões históricas que o filme apresenta em relação ao que realmente ocorreu na realidade.

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Como toda produção de época há certas incongruências no jeito em que alguns fatos foram abordados, mudando suas origens ou se aquilo que está sendo mostrado aconteceu mesmo. A trama acompanha a trajetória do Queen, desde sua criação em 1970 até o show do Live Aid em 1985, por essa razão nas próximas linhas terá muitos Spoilers do longa. 

Freddie Mercury Mudou Mesmo de Nome?

Freddie Mercury nasceu na Tanzânia (Antes chamada de Sultanato de Zanzibar) na África e só começou a usar o nome Freddie no internato em Mumbai (antes a cidade era chamada de Bombaim). Assim que o Queen se formou Freddie acrescentou o Mercury ao seu nome colocando no lugar de Bulsara. O filme mostra rapidamente essa troca de nome, mas ela realmente aconteceu.

O Primeiro Encontro de Freddie Mercury com Brian May e Roger Taylor

Aqui há uma grande diferença no que aconteceu no período relatado em Bohemian Rhapsody. No longa, Freddie Mercury aparece em um show da banda Smile, e após o vocalista Tim Staffell se demitir, ele encontra Roger Taylor e Brian May e os convence ser ele o cara certo para ficar no vocal. Só que tudo ocorreu de forma diferente do que relatado no longa. Freddie primeiro fez amizade com Tim Staffell, vocalista da banda Smile. Freddie Mercury virou fã do grupo e assim conheceu Brian May e Roger Taylor, e desde o momento que se conheceram Freddie tentou fazer parte da banda, algo que só ocorreu com a saída de Tim.

O Primeiro Disco de Estúdio do Queen

O primeiro álbum de estúdio do Queen não foi o sucesso que o grupo esperava e almejava, tendo uma recepção fria pela crítica especializada e o mesmo pelo público. Foi depois que abriram o show da banda Mott the Hoople que Freddie Mercury e companhia chamaram a atenção. Eis que gravaram pela gravadora EMI um segundo disco intitulado Queen II, lançado no ano de 1974 e logo se tornou um estouro nas paradas de sucesso. 

Paul Prenter Realmente Traiu Freddie Mercury ?

Paul Prenter (Allen Leech no filme) foi o agente de Freddie Mercury entre os anos de 1977 à 1986 e assim como é mostrado em Bohemian Rhapsody Paul Prenter realmente vendeu informações pessoais de Freddie para jornais e emissoras de tv, abrindo a vida do vocalista do Queen e falando sobre o caso dele com outros homens, sobre as festas e outras informações privadas. Por esse motivo foi demitido por Freddie Mercury

A Separação do Queen

Essa é uma das maiores falhas do longa, já que o Queen nunca se separou. Diferente do que foi relado no filme Freddie Mercury teria aceitado fechar um contrato solo com outra gravadora por $ 4 milhões de dólares e assim deixar para trás os outros integrantes do Queen. O que aconteceu foi totalmente o contrário. Em 1983 o grupo decidiu dar um tempo por estar na ativa há pelo menos dez anos sem interrupção, porém ainda em 1983 começaram a trabalhar no álbum de estúdio The Works, lançado no ano de 1984.

Freddie Mercury e Jim Hutton

Jim Hutton e Freddie Mercury se conheceram em uma boate em Londres e não em uma festa na casa de Freddie, em que Hutton estaria trabalhando como garçom. Jim Hutton não era garçom e sim cabeleireiro em um hotel londrino. O relacionamento entre os dois começou em 1985 (ano do Live Aid) e foi até 1991, ano da morte do cantor.

Queen no Live Aid de 1985

Já que o Queen não se separou de verdade é óbvio constatar que o show não serviu para uni-los, algo que foi relatado em Bohemian Rhapsody. Também é errado afirmar que eles não tocavam há muito tempo, já que em 1984 saíram em turnê para promover o álbum The Works. E sim, o show foi considerado pela crítica especializada como um dos maiores e mais impressionantes da história. Visto no estádio de Wembley, na Inglaterra, por um público de mais de 70 mil pessoas e uma audiência gigantesca pela tv.

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