SPOILERS!

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Em A Ilha do Medo, somos logo apresentados a dois personagens, ambos detetives. Edward “Teddy” Daniels, interpretado por Leonardo DiCaprio e Chuck Aule, interpretado por Mark Ruffalo. Eles estão indo até uma ilha onde se abriga um hospital psiquiátrico, para investigarem o sumiço de uma das pacientes do ressinto. Contudo, há muitos mais nessa história do que apenas uma investigação sobre o sumiço de uma paciente do hospital.

AS PISTAS

Vamos do início, onde logo de cara vemos o personagem do Leonardo DiCaprio em um barco, sentindo náuseas e vomitando. A explicação óbvia para isso seria que o movimento do barco o havia deixado com nauseado. Mais um pouco adiante, vemos os dois detetives entrando no hospital psiquiátrico, e notamos logo de cara um comportamento um tanto anormal por parte dos pacientes com o Daniels

Até mesmo os guardas estão agindo estranho perto dele, se perceberem bem. E então, durante toda a projeção, vemos o personagem passar por diferentes sintomas, que vão desde tontura e dor de cabeça a vômitos contínuos, quase que com os mesmos sintomas de quando ele estava no barco.

Somos apresentados a todas essas pistas, que nos levam diretamente ao derradeiro final, onde descobrimos que esse tempo todo, o Teddy Daniels era na verdade um paciente do hospital passando por um tipo diferente de tratamento, que na teoria, faria ele finalmente enxergar a realidade da maneira que ela. O seu parceiro, Chuck, era na verdade um psiquiatra do local observando todo o progresso dele e todos os sintomas que ele sentia durante o longa eram por causa da abstinência de sua medicação (clorpromazina), que havia sido suspendida por conta deste tratamento pelo qual ele estava passando.

O TRATAMENTO

O tratamento psicológico pelo qual o personagem estava passando, se chama Psicodrama, que é basicamente uma encenação, que tem como objetivo a exploração da psique humana e seus vínculos emocionais, visando a ocorrência de uma catarse no protagonista da encenação, para o seu próprio desenvolvimento pessoal.

E é exatamente isso que vemos durante a projeção do longa. O Hospital inteiro vira palco dessa encenação, feita para que o Teddy finalmente enxergue a sua realidade, que após uma série de tragédias, acabou virando outra, e nessa outra realidade, ele é esse detetive chamado Teddy que está atrás de Andrew Laeddis, um homem que matou a sua mulher após atear fogo no lugar onde moravam.

Acontece que, Andrew Laeddis, é na verdade é o próprio Teddy. Essa linha imaginativa de raciocínio que ele criou em sua cabeça foi realmente muito poderosa. E a única maneira dele finalmente voltar ao seu estado normal, era finalmente enxergar quem ele era de verdade.

E o filme inteiro é basicamente isso. Um tratamento psicólogo para um paciente que está sofrendo com graves delírios por não conseguir mais enxergar a sua realidade.

O TRÁGICO FINAL

No final, Andrew finalmente sai da ilusão que havia criado, e volta a ser quem era. O veterano de guerra condecorado e delirante de nome Andrew Laeddis, que havia perdido os seus filhos após a sua esposa os afogar na lagoa e perdido a própria, após ele mesmo a matar, após esse trágico ocorrido.

Contudo, essa catarse que ele sofre não dura por muito tempo, e ele acaba voltando ao estado delirante, imaginando ser o detetive Teddy Daniels novamente. E infelizmente, ele acaba sendo submetido a uma lobotomia, que não é mostrada, mas que acontece. Além de ser o tratamento pelo qual ele passaria caso a psicodrama não funcione, ainda temos como a cena final do filme, o farol no qual Andrew em seu estado de loucura, suspeitava que os pacientes eram levados para serem submetidos a experimentos secretos. Coisa que de fato, era puro delírio de sua mente em estado caótico.

Seguindo todas essas pistas, fica evidente que o pobre homem foi submetido a lobotomia, e provavelmente deve ter ficado em um estado vegetativo pelo resto da vida.