Mais treta no forno da força pelo visto.

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A recente despedida da dupla Phil Lord e Chris Miller do vindouro filme do Han Solo ainda está dando o que falar e mais problemas são revelados. 

Segundo uma informação quente do Hollywood Reporter, os problemas na produção eram tanto mais profundos do que aparentam. As questões já tinham chegado a um ponto de ebulição em meados de junho durante a produção. Já haviam sido notados problemas com as filmagens se movendo em um ritmo lento e muito do que fora filmado não servia de uso para complementar na edição do filme. E essa nem sequer foi a primeira vez que Kathleen Kennedy estava infeliz com o progresso do filme. 

E do outro lado do front, Lord e Miller estavam desconfortáveis com as diferentes visões de tom e estilo cinematográfico para o filme entre o que eles visualizaram e o que o roteirista e produtor executivo Lawrence Kasdan e Kennedy queriam, dizendo sentirem zero liberdade criativa. Eles também sentiram que estavam sendo postos a operar sob “extremo rigor de agendamento” e “nunca foram dados dias suficientes para cada cena desde o início”. 

Kennedy sabia que sua decisão de demissão de ambos diretores provocaria uma tempestade de publicidade que ninguém quer ou precisa em nenhum filme – especialmente um no universo Star Wars, e querendo evitar uma ruptura definitiva, Kennedy teria tentado primeiro apoiar e eventualmente suplantar Lord e Miller, como aconteceu com Gareth Edwards em Rogue One, onde o roteirista Tony Gilroy assumiu tarefas significativas com a colaboração de Edwards reescrevendo cenas e o apoiando nas duras refilmagens. Enquanto aqui, no caso, segundo fontes, Kennedy tentou colocar Kasdan nesse papel. E, como era de se esperar, Lord e Miller menos acomodados do que Edwards, se recusaram a seguir em frente, assim como Kennedy. 

Não só isso como Lucasfilm substituiu o editor Chris Dickens (Macbeth) pelo vencedor do Oscar, Pietro Scalia, um veterano de filmes de Ridley Scott incluindo Alien: Covenant e Perdido em Marte. E, não totalmente satisfeito com o desempenho que os diretores estavam induzindo das regras de atuação do elenco, e o protagonista Alden Ehrenreich, a Lucasfilm decidiu trazer um treinador interino de atores.

Logo depois, no dia seguinte, quando a equipe foi informada de que Ron Howard assumiria o cargo de diretor, as fontes dizem que TODOS romperam em aplausos. Substituir diretores que foram demitidos não é algo que muitos cineastas queriam fazer, principalmente alguém como Howard, se mostrando preocupado sobre como Lord e Miller reagiriam e enviou um email com eles; Outra fonte diz que os dois foram “muito solidários”. 

Howard vai iniciar as refilmagens e captura de novo material até setembro, mas outra fonte diz que muito do que Lord e Miller filmaram será “muito útil” e usado no corte final. Mas como os créditos finais da direção será determinado depende da Directors Guild. O que acontecerá depois para Lord e Miller não é claro, mas eles são exigentes e têm a agenda aberta, talvez esperando que eles dirijam The Flash para Warner Bros, se eles optarem por aceitar.

Kennedy quer claramente trazer grandes talentos para a direção dessa nova fase de filmes da franquia Star Wars. Mas infelizmente não vão ser todos felizardos como J.J. Abrams foi com Despertar da Força ou Rian Johnson com o vindouro O Último Jedi, onde ambos não tiveram nenhuma interferência criativa e corresponderam com o planejado. 

Mas esse sinal de envolvimento de Kennedy só mostra sua extrema preocupação com o sucesso dos filmes frente aos fãs e público. Rogue One foi uma prova disso, sofreu intensas refilmagens sob supervisão da produtora e acabou sendo um enorme sucesso. E o mesmo tem chances de acontecer com o filme do Han Solo apesar de tanta troca de fogos tendo acontecido e Howard agora seguindo a visão que Kennedy e Kasdan querem para o filme do mercenário que todos amam.

Você checa o resultado em 25 de maio de 2018

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