Uma das maiores lendas do mundo editorial e também o principal responsável pela iniciativa da libertação sexual dos anos 1960, Hugh Hefner, morreu aos 91 anos de idade de causas naturais em sua casa, a Mansão Playboy que fora vendida por 100 milhões de dólares em agosto deste ano.

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Mesmo sendo mais famoso pelo seu trabalho com a Playboy, Hefner era um homem de negócios envolvendo diversas mídias. Realizava seriados de reality shows como Playboy’s Penthouse que foi ao ar no final da década de 1950 até o começo de 1960. O show acabou por fundar o imaginário do estilo de vida do Playboy que incluía políticas democratas e festas sofisticadas caras e muito sexo casual.

Hefner produziu sua marca de diversas formas, mas também se aventurou na produção cinematográfica com o Macbeth de Polanski, além do primeiro filme do Monty Python, ambos em 1971. Com o crescimento da fama e da marca, Hefner foi convidado especial de diversos seriados aparecendo em Curb Your Enthusiasm, Sex and the City, Entourage , Family Guy Os Simpsons.

O excêntrico milionário também era conhecido pela sua defesa pelo direito do aborto, além de advogar também pelo casamento de casais homossexuais. Em 1982, lançou o canal a cabo Playboy TV cuja grade exibe filmes pornográficos explícitos até hoje.

Mas a menina dos olhos sempre foi a revista que criou quando ainda era jovem. Largando a faculdade e o emprego na Esquire, Hefner pediu mil dólares emprestados a sua mãe e sete mil de outros 40 investidores para publicar uma revista chamada Stag Party. Isso até descobrir que já existia uma publicação chamada Stag. Sem desistir da ideia, Hefner comprou uma foto de nudez de Marilyn Monroe para estampar a capa de sua revista Playboy. A primeira edição foi lançada em 1953. 

Hefner não tinha se preocupado em colocar o número da edição, pois duvidava que alguém fosse se interessar pelo conteúdo. Porém, foi surpreendido pelo destino. A revista vendeu 54 mil cópias, cerca de 80% da tiragem original. Motivado pelo sucesso e a sede de seus consumidores, Hefner trabalhou em uma segunda edição que já figurava seu logotipo histórico: a silhueta do coelhinho. O editor via o coelho como “um símbolo sexual, tímido, vívido e saltitante”. 

Ao longo dos muitos anos de publicação da revista, Hefner conseguiu  colocar Barbra Streisand, Madonna, Mariah Carey, Lindsay Lohan, Kate Moss, Dolly Parton, Sally Field, Joan Collins e Drew Barrymore em capas de edições importantes. Além disso, a revista sempre foi muito festejada pela alta qualidade de suas entrevistas que debutaram em 1962. Miles Davis, Stanley Kubrick, Woody Allen, Mae West, Bette Davis, Martin Luther King Jr., Malcolm X e Ayn Rand e os Beatles foram entrevistados pela Playboy.

Em 2011, em uma das entrevistas para o New York Times, Hefner já mencionava sua morte e contou uma curiosidade: já tinha escolhido e pagado sua cripta. Um túmulo vizinho de Marilyn Monroe em Westwood.