Hollywood adora criar histórias sobre esse amado gênero musical que é o rock´n roll. Há muito o que ser contado sobre um ritmo que ditou moda, marcou época e fez a cabeça dos jovens em diversas épocas. Claro que muitas vezes o tiro sai pela culatra como o fraco Rock of Ages com Tom Cruise. Algumas produções vão para o lado mais documental mostrando os bastidores dos shows, outras vão contando como era a época como na série Vinyl. Hoje se comemora o dia mundial do rock e para isso elaboramos uma lista com os dez melhores filmes de rock.

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10. A Festa Nunca Termina (2002)

Esse é um filme bastante injustiçado quando listas sobre produções musicais são criadas. A Festa Nunca Termina conta um momento importante para o rock inglês e mundial. Em 1976, na cidade de Manchester um aluno influenciado pelo Sex Pistols junto com alguns amigos cria um selo musical. Algumas bandas que viriam a ser populares assinaram contrato com eles. O filme mostra toda a trajetória deles até a criação do Hacienda, um dance club famoso por agrupar clubbers. A partir desse momento a cidade de Manchester entrou para o mapa do Rock e até hoje serve de influência para outros grupos. Uma das bandas que veio da cidade e é muito conhecida é a Oasis dos irmãos Gallaghers. O nome do filme é uma música da banda Happy Mondays que assinaram com a Factory Company e sua letra descreve bem o que acontecia no Hacienda no período. Por falar no Hacienda, foi nele que Madonna realizou seu primeiro show na Inglaterra.

9. The Rocky Horror Picture Show (1975)

Rocky Horror Picture Show é um musical com comédia que teve como referência as produções de terror B dos anos 30. Filmes como a Drácula, Múmia e Frankenstein são as referências mais nítidas dessa produção. Esses longas eram produções do Estúdio Hammer, por sinal, vários figurinos foram pegos emprestados da Hammer para a caracterização dos personagens. Rock Horror foi escrito a partir de uma peça de teatro com o mesmo nome. Filme foi importante por ditar moda justamente por seu figurino arrojado, muitas pessoas passaram a usá-lo no seu dia-a-dia. Quando estreou as pessoas não deram muita importância para ele, mas depois se tornou um clássico do gênero.

8. O Fantasma do Paraíso (1974)

Tanto o nome, como a caracterização do personagem até os cenários usados lembram uma outra obra clássica do cinema: O Fantasma da Ópera. O personagem principal se chama Philbin e é uma homenagem ao fantasma que por coincidência tinha o nome de Mary Philbin. Longa de Brian De Palma é uma adaptação não apenas do Fantasma da Ópera, mas também de outras duas obras da literatura como O Corcunda de Notre Dame e Fausto. É um musical ao estilo Rocky Horror Picture Show e muito bem dirigido por Brian.

7. Vida de Solteiro (1992)

Vida de Solteiro é outra produção que infelizmente é desconhecida do grande público a entrar em nossa lista. Dirigido por Cameron Crowe, homem por trás do clássico Quase Famosos e do documentário Pearl Jam Twenty. Na história nos é apresentado Matt Dillon e seus amigos vivendo aventuras amorosas no início dos anos 90, auge do Grunge. O interessante dele é justamente por se passar em um período muito importante para o rock recente. Tudo acontece em Seattle, berço do grunge, ou seja, época em que bandas como Pearl Jam e Nirvada estavam fazendo sucesso. Finado cantor Chris Cornell (ex-vocalista do Soundgarden) fez uma participação nele. O ponto forte é a trilha-sonora composta por bandas como Soundgarden, Pearl Jam e Alice In Chains.

6. This Is Spinal Tap (1984)

Quem assistir desavisado Spinal Tap pode parecer que está assistindo a um documentário real com personagens que realmente existiram. Ele não é um documentário e sim um mocumentário, uma espécie de documentário falso que relata eventos famosos de forma satírica. Produção acompanha o dia-a-dia de uma banda com o nome de Spinal Tap. Com muito humor representa o comportamento das bandas de Heavy Metal e de Hard Rock da época. É essencial que fãs do gênero assistam a Spinal Tap por representar uma época passada de forma tão realista, mesmo não sendo verdade. Os atores que participam da produção eram músicos mesmo e até tiveram canções incluídas na trilha-sonora. 

5. O Último Concerto de Rock (1978)

Muito antes de Martin Scorsese escrever e dirigir a série Vinyl ele já havia se aventurado pelo mundo do rock. O Último Concerto é um documentário que acompanhou de fato um concerto de rock feito por um grupo chamado The Band no ano de 1976. Esse foi o último show da banda e durante todo o espetáculo se reuniram com cantores como Eric Clapton, Bob Dylan e Van Morrison. Martin Scorsese gravou o concerto e depois o transformou em um documentário lançado em 1978. Com entrevistas de integrantes da banda e imagens de estúdio essa é uma produção para os fãs do rock assistirem de camarote. 

4. Escola de Rock (2003)

Jack Black é o cara perfeito para ter participado desse filme, Não apenas por ele ser comediante e a produção ser uma comédia, mas também por ele ser músico na vida real. Aqui encontramos Jack Black como professor de uma escola, lá começa a lecionar rock para as crianças. É uma bela homenagem ao estilo, justamente por mostrar que não é um gênero apenas para adultos e que ele pode ser apreciado por todos. A trilha-sonora é composta por lendas do rock como The Doors, Led Zepellin, Ramones entre outros. Filme foi um grande sucesso de público e crítica fazendo com que entrasse para a história da cultura pop. Sucesso foi tanto que em 2015 um produção com base no filme foi levada para a Broadway no formato de musical e em 2016, o canal Nickelodeon lançou uma série de tv sobre sua história. 

3. Tenacious D – Uma Dupla Infernal (2006) 

Como dito acima Jack Black já tinha uma carreira musical antes de participar de Escola de Rock. Em 1994 ele e seu amigo Kyle Gass criaram a banda Tenacious D. O sucesso veio em 1999 quando a dupla estrelou sua própria série de TV e consequentemente gravaram seu primeiro cd em 2001. No ano de 2006 lançaram o segundo álbum que recebeu o título de The Pick of Destiny, mesmo nome do filme original de 2006. Uma Dupla Infernal veio para sacramentar a história de sucesso da dupla. Filme não só faz uma referência a outras produções da cultura como também trás uma história engraçadíssima. Os cantores Dio, Dave Grohl e o ator Ben Stiller fizeram participações especiais nele. 

2. Rock Star (2001)

Difícil encontrar uma lista com produções sobre o gênero em que Rock Star não esteja nas primeiras posições. Mark Wahlberg está impecável como vocalista de uma banda de Metal que tenta fazer sucesso com sua banda cover. Walhberg foi a escolha perfeita para o papel já que foi um cantor de certo sucesso no início da sua carreira de artista. Em 1991 era chamado de Marky Mark e cantava na banda Marky Mark and The Funky Bunch. O mais estranho é que ele era um cantor de rap. Outro fato que muitos desconhecem é que Rock Star foi baseado na vida de Tim Ripper e no momento em que ele era vocalista da banda Judas Priest. Cantor Rob Halford abandonou o grupo sendo substituído pelo vocalista Ripper Owens, então vocalista de uma banda cover do Judas Priest.  Rock Star é uma grande produção sobre o mundo do rock e seu mundo de glamour, fama e desilusões. 

1.  Quase Famosos (2000)

Em primeiro lugar mais uma produção de Cameron Crowe, que fez um grande trabalho de direção em Quase Famosos. Na trama um garoto de 15 anos consegue um trabalho como jornalista para escrever na popular revista Rolling Stone. Sua missão inicial é acompanhar uma banda chamada Stillwater em turnê pela primeira vez pelo E.U.A. Esse garoto é inspirado na vida do diretor que na época que tinha 15 anos e escrevia para a mesma revista que o personagem do filme. A banda Stillwater que aparece em Almost Famous (nome origianl) não existe, mas representa três outras bandas clássicas que são: Lynyrd Skynyrd, The Allman Brothers Band e Led Zepellin. Além do garoto, outro personagem que existiu foi o de Phillip Seymour que interpreta um crítico cultural. A personagem interpretada por Kate Hudson também existiu. Ela é nada mais nada menos que Bebe Buell, uma groupie conhecida por ser a mãe da atriz Liv Tyler. Filme recebeu o Oscar em 2001 de melhor roteiro original. É um belo longa que não só faz um retrato, mas também uma homenagem aos anos 70.

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