Após uma extensa cobertura de Horizon: Zero Dawn aqui no site, com direito a dicas para iniciantes, análise e vídeo análise, vamos olhar para o futuro e pensar o que a série pode trazer para sua continuação. Após o grande sucesso comercial no lançamento do primeiro título, já podemos imaginar o que a Guerrilla Games esteja preparando o futuro da série (o que inclusive já foi discutido por ela em algumas ocasiões). E apesar do jogo ter recebido 9 aqui no site, há ainda muita margem para melhorias.

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Então pegue sua lança e arco e flecha e vamos olhar para o horizonte (rs) da série!

7 – Melhora no sistema de combate corpo a corpo

Como dito em nossa análise, o gameplay é extremamente fluído em questão de travessia e combate à distância contras as ameaças encontradas no vasto mundo do jogo. Mas um elemento que parece aquém comparado ao resto é o sistema de combate corpo a corpo,que parece truncado e repetitivo e com poucas animações disponíveis para Aloy.

Em primeiro lugar, para deixar o gameplay mais dinâmico, seria interessante criar uma espécie de sistema lock-on, onde o jogador pudesse mirar em um inimigo e acertá-lo com combos variados e animações de finalização. E você leu certo, a outra coisa que poderia melhorá-lo seria um sistema de combos e personalização de estilos. Sabemos que o jogo é voltado para o stealth e exploração do cenário de combate, mas não seria nada mal se a porradaria corpo a corpo fosse um pouco mais gostosa de se jogar.

6 – Sidequests mais interessantes

Apesar de uma história extremamente interessante e uma construção de mundo densa e bem polida, Horizon acaba caindo no mal de muitos jogos de mundo aberto modernos: as sidequests. Tirando o exemplar The Witcher 3: Wild Hunt, as missões paralelas da maioria dos games do gênero são pouco memoráveis e acabam caindo em clichês como “encontre meu parente perdido em um local cheio de criaturas”, e até “pegue meu item valioso que eu acabei deixando cair em um local…cheio de criaturas”.

As justificativas para as missões e os diálogos acabam se repetindo e entediando o progresso do jogador. O que pode melhorá-las é se elas te dessem mais contexto sobre o mundo de Horizon, e que não fossem resumidas a textos encontrados em coletáveis no mapa do jogo.

5 – Mais montarias!

Um dos grandes chamarizes do mundo de Horizon é sem dúvida as criaturas robóticas que vivem ali. Sempre com formatos remetendo criaturas existentes na nossa realidade ou até pré-históricas, de cervos e crocodilos gigantes à Tiranossauros e gigantescas aves de rapina. O que queremos ver na continuação é obviamente um aumento considerável do número de criaturas. Se temos um Tiranossauro, porque não Velociraptors robóticos, ou até mesmo animais da era Cenozoica, como mamutes colossais e bichos preguiças com garras dilacerantes?
E como o céu é o limite para a imaginação, porque não expandir também nas montarias do jogo, que no primeiro foram reduzidas apenas a criaturas quadrupedes como cervos e cavalos, e dar a possibilidade de montarmos em criaturas aquáticas e voadoras. As batalhas épicas contra as aves tempestade ficariam mais emocionantes se o jogador também estivesse no ar, montado em um Pterodáctilo com um lançador de chamas. Falando em lançador…

4 – Novas armas e crafting mais complexos

Com o sistema de crafting, a continuação pode unir as criativas armas do primeiro jogo e expandir o leque de possibilidades, criando um sistema de criação e customização de armas muito mais robusto que no primeiro título. E a principal ferramente para isso seriam as próprias criaturas robóticas, que serviriam de matéria-prima para o jogador criar essas armas. Imagine coletar peças de um monstro que solta veneno para criar um lança-granadas tóxico, que afetasse os inimigos atingidos com uma potente fumaça. Além disso, o sistema de crafting e a grade de habilidades devem ser expandidos na continuação, possibilitando criar melhorias não só no personagem, mas também na própria armadura.

3- Outros locais no mundo

Já falamos de novas criaturas em um Horizon 2, mas novos locais seriam essenciais para que isso acontecesse. Poucos puderam perceber, mas o primeiro jogo tem uma rica reconstrução de Denver, Colorado, com pontos turísticos refeitos no mundo do jogo em ruínas e monumentos misturados com a natureza. Agora que conhecemos a base do universo de Horizon, por que não viajar para outros lugares? Apesar do projeto Zero Dawn ter sido estabelecido no local do primeiro game, nada impede do jogo se passar algumas centenas de anos no futuro, com a civilização se expandido em outras partes, como a Europa ou o Oriente. Imagine andar pelas ruínas de uma Londres ou de Tóquio, com rastros da civilização. E por que não no Brasil? Pouquíssimo explorado nos games mas com um potencial enorme para diferentes paisagens e topografias. Os fãs brasileiros com certeza ficariam maravilhados em explorar um Brasil pós-apocalíptico.

2 – O antes e depois do apocalipse

Muito do que vemos em Horizon é fruto de um longínquo passado onde a humanidade prosperava devido a um avanço tecnológico gigantesco. Com uma narrativa que sempre referencia o que aconteceu nesse período, seja em anotações e hologramas que mostram o que aconteceu no local, seria muito interessante se o jogo nos desse a possibilidade de não só ter um gostinho do que aconteceu no passado, mas vivenciá-lo!

Uma das chances para que isso aconteça pode ser pegando de exemplo jogos como The Last of Us e Fallout 4, onde temos um pequeno prelúdio que mostra a vida do protagonista antes do apocalipse. O mesmo pode ser feito em Horizon, com o início do jogo se passando bem nos últimos momentos de paz da humanidade, antes do ataque massivo das máquinas e a gênese do projeto Zero Dawn. Com certeza seria um início impactante e uma expansão justa para uma sequência.

1 – Mais escolhas de diálogo e um sistema de moral

No primeiro jogo, tivemos diversos elementos emprestados de diversas franquias, como o crafting de Tomb Raider e a exploração de mapa semelhantes aos jogos da Ubisoft (Assassin’s Creed e Far Cry). Mas um dos sistemas que se beneficiariam de um pequeno “empréstimo” de uma outra grande franquia nos jogos é o sistema de diálogos e escolhas nele. Apesar de Aloy ter algumas possibilidades de conversas e ações durante o jogo, o sistema parece nunca ser totalmente explorado e deixa margem para um game onde as escolhas tenham muito mais influências, acarretando em possíveis finais alternativos, dependendo das ações do jogador e de como ele interage com certos personagens-chave.

E isso tudo seria pego de uma das maiores franquias de RPG da última geração: Mass Effect, que utiliza em (quase) todo o trajeto de sua franquia original o sistema Paragon e Renegade de forma sublime, com escolhas de diálogos afetando como o jogador é visto pelos outros personagens, levando ele agir de forma mais positiva (Paragon) ou negativa (Renegade). Isso seria extremamente interessante em um cenário como o de Horizon, podendo afetar como as outras tribos veem o protagonista e como isso afetaria o gameplay.

E essas são alguns dos nossos desejos para os próximos jogos da série. Mas e você, o que espera encontrar em Horizon 2? O que você desejaria que fosse melhorado em relação ao primeiro jogo? Nos diga nos comentários.
E enquanto esperamos pelo anúncio de Horizon 2, vamos voltar para a caçada na natureza pós-apocalíptica com Aloy.

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