A mitologia que envolve todo o mito do Rei Arthur é bastante fértil. Já influenciou narrativas de filmes com histórias que nem buscam adaptar o conto em si, além de outras obras da literatura. Enquanto há bons exemplos de obras ótimas derivadas do mito em outras artes, o cenário nos games é mais desanimador, mas já existiram alguns jogos que basearam sua plot e mecânica nesse universo. Resolvemos listar alguns jogos desconhecidos sobre o Rei Arthur. Confira!

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Sonic and the Black Knight

Na crista da onda de God of War, a SEGA decidiu jogar o Sonic em algumas mitologias interessantes. Uma delas foi a do Rei Arthur. Essa aventura joga o ouriço em uma Camelot perdida pela corrupção na qual o Cavaleiro Negro reina. Sonic terá de ajudar Arthur a retomar o trono e, para isso, terá que enfrentar novos cavaleiros da távola redonda. O jogo saiu em 2009 para Wii e foi duramente criticado recebendo notas extremamente negativas. Muito por conta da jogabilidade péssima proporcionada pelo wiimote para controlar a Excalibur, lendária espada de Arthur que é manejada por Sonic durante a aventura.

Dark Age of Camelot

Esse antigo game de 2001 foi uma interessante tentativa de tornar essa mitologia a base de um MMORPG. E que deu bastante certo, afinal, o game continua ativo até hoje. A proposta é interessante. Situada pós a morte de Arthur, todo seu reinado é desmantelado em três facções que entram em uma guerra eterna. Dark Age mistura o lore do reinado arturiano com mitologia celta e outras lendas de fantasia medieval. Com muito esforço e ênfase, o MMO se renovou para os padrões atuais. Há narrativas intrincadas para cada território, além de permitir o jogador escolher entre PvE e PvP.

King Arthur & The Knights of Justice

Do saudoso Super NES, tivemos o jogo inspirado na animação homônima em 1995. O título também foi bastante massacrado na época de lançamento por não trazer nada de novo. Era o mesmo joguinho de aventura genérico, mas que contava com dois bots que auxiliavam o jogador em toda a jornada. O interessante era a possibilidade de trocar esses aliados ao resgatar os cavaleiros da távola redonda conforme o jogo progredia.

Tomb Raider: Legend

O jogo mais famoso da lista também é o que tem menos ligação com o Rei Arthur e mais com a lenda da Excalibur, sua lendária espada. Em Tomb Raider: Legend, primeiro game da franquia desenvolvido pela Crystal Dinamics e lançado em 2006, o jogo representou um reboot para a franquia de Lara Croft, após o fracasso de seu antecessor Angel of Darkness. Reunindo arqueologia com o sobrenatural, Lara precisa encontrar a espada do Rei Arthur antes que Amanda Evert, sua ex-aliada, tenha em mãos o artefato capaz de abrir um portal para outra dimensão. Viajando para vários países durante a jornada, Lara encontra diversos fragmentos do objeto, até chegar na tumba do Rei Arthur, onde finalmente encontra a última peça. Não vamos dar spoiler, mas quem já viu algum Indiana Jones sabe mais ou menos o que acontece quando se mexe com artefatos sobrenaturais: muitos problemas. Outro lance interessante é que a trama da sequência continua diretamente de onde esse parou, em Tomb Raider: Underworld, lançado em 2009.

Knights of the Round

Outro game das antigas de árcade e também para o Super NES. Esse clássico da Capcom juntava as mecânicas da moda dos famosos side scrollers beat n’ up da produtora como Final Fight. Aqui, havia a adição do hack n’ slash muito bem-vindo. O plot do game é bastante básico. Apenas mostra a jornada de Arthur logo após empunhar sua lendária Excalibur seguindo em jornada por sete níveis até conquistar o trono e unir a Inglaterra. Como boa parte dos games da Capcom na época, o game era um tanto difícil enfatizando bastante a mecânica arregimentada de bloqueio e contra-ataque que tiravam a obra do lugar comum. Foi bastante elogiado na época.

Conquests of Camelot: The Search for the Grail

De 1989 para Atari ST, Conquests of Camelot não se trata de nenhuma pérola, mas se trata de um game que desperta interesse por conta de fazer parte do catálogo histórico de jogos de aventura da Sierra. Basicamente, trata-se de uma narrativa dividida em diversas telas fixas com os dizeres da narrativa – como em um point n’ click. Porém, a Sierra adicionou diversos puzzles, charadas e alguns segmentos de jogabilidade arcade para tirar a experiência do jogador do marasmo. Mesmo assim, não fez grande sucesso.

King Arthur: The Role-Playing Wargame

Claro que o Rei Arthur também teria seu game de estratégia nos moldes RTS. E ele veio em 2009 justamente com esse título da Paradox. Bastante elogiado na época – apesar de problemas de balanceamento das facções, King Arthur trazia elementos novos que mudavam o progresso da partida conforme o jogador ia conquistando novos objetivos. O sistema de “moral” dava ânimo às facções vencedoras oferecendo certas vantagens para o jogador. Também há o diferencial da adição das mecânicas role playing que permitem o herói subir de nível, além de ganhar novos atributos à escolha do jogador. A história da campanha é simples: encarnamos o Rei Arthur já tendo conquistado o trono em busca de expandir seu reinado.

Você conhece mais algum game desconhecido sobre o Rei Arthur? Conte para a gente nos comentários!

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