Venom sempre foi um personagem intrigante para mim. Não somente pelo seu design e interessante história de origem, mas por notar que o vilão nunca atingia seu completo potencial dentro das histórias que aparecia. Uma repetição infindável de situações e a exploração dos músculos e pouco cérebro do brucutu alienígena simplesmente apagavam quem Venom realmente é.

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Ainda assim, mesmo sendo um personagem recente da Marvel, conquistando seus 30 anos agora, há algumas boas histórias que valem a pena de conferir. Além disso, inevitavelmente já vamos abordar a fase muito interessante que Donny Cates está dedicando na mensal do personagem – até mesmo a Marvel acordou e percebeu que Venom pode ser sim um grande carro-chefe da editora.

O Nascimento de Venom

Sim, sei que é uma história de origem bem atabalhoada, mas é preciso reconhecer os diversos méritos para todo o desenvolvimento da criação do vilão desde a origem com o uniforme negro do Homem-Aranha até toda a junção de rancores e remorsos do simbionte com Eddie Brock. Há elementos ótimos, mas muito espalhados em besteiras típicas das revistas antigas do Aranha.

Agente Venom, de Rick Remender

Flash Thompson não é um maníaco como Eddie Brock e conseguiu conquistar o simbionte a ponto de controla-lo livremente. Nessa versão, Thompson se torna um agente especial do governo conhecido como Agente Venom. Nessa fase, vemos o herói lidando com missões ao redor do globo, muito antes de entrar para os Guardiões da Galáxia.

Carnificina Máxima

No ápice da popularidade do personagem em 1990, a Marvel decidiu montar um evento mostrando uma pancadaria perfeita entre Homem-Aranha, Venom e Carnificina. Porém, não obstante, a editora teve a ideia de forçar o Teioso a trabalhar com Venom como aliado para deter Carnificina e seu grupo de vilões que estavam dizimando Nova Iorque. Diversão pura.

Venom: Protetor Letal

Esse arco será adaptado para as telonas em Venom que estreia em outubro e certamente é um dos melhores do personagem até agora. Nessa minissérie de seis edições, Venom se transforma em anti-herói defendendo algumas pessoas, mas sem a sutileza e benevolência do Homem-Aranha. O arco fica mais desenvolvido quando o personagem é obrigado a duelar com outras criaturas similares ao simbionte que ele usa: Scream, Phage, Riot, Agony e Lasher.

Venom (2018), de Donny Cates

Donny Cates já havia feito um milagre com Thanos em sua fase divertidíssima na condução da mensal do Titã Louco. Agora, assumindo a mensal de Venom há alguns meses, já podemos ver que teremos uma das melhores histórias envolvendo Eddie Brock e o simbionte. Cates fornece alto detalhamento da relação simbiótica entre os dois, além de fazer um retcom espetacular e muito cuidadoso sobre a história do simbionte e sua origem. Vale muito a pena acompanhar.

Nessa onda crescente de popularidade do personagem, aconselhemos sempre ao leitor dar uma chance e explorar esse incrível mundo de histórias realmente boas sobre o personagem. No final, qual é a sua favorita? Conte nos comentários.

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