Apesar de não ter emplacado uma franquia muito forte como aconteceu com O Senhor dos Anéis e Harry Potter, As Crônicas de Nárnia foi uma trilogia bastante querida, principalmente pela beleza do primeiro filme O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa tendo se tornado um pequeno clássico para a infância de muita gente.

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Suas sequências, Princípe Caspian e A Viagem do Peregrino da Alvorada, apesar de serem produções bastante dispendiosas e bem-feitas, não conseguiram repetir o impacto do primeiro longa e após o fracasso do terceiro filme, a saga parece ter entrado em um hiato cruel que parece não ter um fim próximo, impedindo que novos filmes cheguem aos cinemas.

Ainda assim, As Crônicas de Nárnia são filmes que acabaram conquistando certa popularidade entre fãs de histórias sobre fantasia medieval. Por isso, separamos algumas curiosidades bem bacanas sobre os bastidores desses filmes.

Reação Verdadeira

A fofa atriz Georgie Henley que interpretou Lucy Pevensie teve uma reação genuína de deslumbramento quando entrou para o mundo mágico de Nárnia. A produção decidiu manter diversos detalhes do cenário em segredo e também a própria presença do sr. Tummus. Obviamente que a escolha foi muito acertada, pois essa cena acabou se tornando uma das mais memoráveis de toda a trilogia, além de Henley oferecer uma doçura completa no encanto do seu olhar.

Teste de Milhares

Os testes de elenco para o primeiro filme de Crônicas de Nárnia realmente foi esgotante para os produtores do filme. Milhares de atores mirins se sujeitaram a passar pelos testes que duraram semanas. Só para o papel de Peter Pevensie, foram três mil jovens garotos. Mas segundo o diretor Andrew Adamson, a escolha foi fácil por conta do talento do que mais se destacaram.

Aposentadoria Mirim

O ator Skandar Keynes que interpretou Edmund Pevensie, o jovem que é seduzido pelas propostas da Feiticeira Branca no 1ª filme, somente se comprometeu a aparecer nos longas da saga. Depois disso, decidiu se afastar de Hollywood embora tenha recebido boas propostas de carreira. Após concluir A Viagem do Peregrino da Alvorada, Keynes se matriculou na universidade de Cambridge para estudar a História do Oriente Médio.

Fugindo da Terra-Média

A Weta também foi responsável pela criação do visual e design dos vastos territórios e criaturas de Nárnia. O problema era que a Weta estava acostumada com os trabalhos para os filmes O Senhor dos Anéis. O chefe da empresa, Richard Taylor, evitou ao máximo repetir designs de criaturas, armas e lugares para o lugar mágico pensado por C.S. Lewis.

Inventando Ação

Os livros de As Crônicas de Nárnia tem grande distinção dos outros romances de escritores de fantasia medieval. Confrontos militares e cenas de ação são vistas com menor frequência. Para o estúdio, isso era inadmissível para o escopo desejado de Príncipe Caspian. Por conta disso, inventaram diversas cenas de ação como a escapada de Caspian, além do clímax ter sido maximizado.

Fora do Mar

O diretor Michael Apted estava pensando seriamente em filmar A Viagem do Peregrino da Alvorada em alto mar, mas pediu conselhos de Peter Weir e Gore Verbinski que já tinham enfrentado produções complexas de filmagem no oceano. Os dois falaram simplesmente para ele desistir da ideia. Felizmente, Apted ouviu a experiência e decidiu fazer todas as cenas em estúdio com o auxílio de técnicas de efeitos visuais. Somente quando os personagens interagem com a água que Apted usou um estúdio-tanque.

Guillermo, o abandona projeto

Guillermo Del Toro tem uma fama péssima em acabar se envolvendo com projetos em fases iniciais de produção para logo abandoná-los por diversos motivos. Na época, Del Toro estava próximo de assinar um contrato para dirigir O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa, mas acabou desistindo ao perceber que as filmagens de O Labirinto do Fauno entrariam em conflito com as de Nárnia.

O Encanto de Hollywood

Ben Barnes, ator que encarna o príncipe Caspian no segundo filme, estava comprometido com uma peça de teatro no Teatro Nacional de Londres, lugar no qual sempre desejou trabalhar. Porém, o destino acabou lhe pregando uma peça, pois ele foi escolhido para interpretar o importante personagem do filme. Dividido, o ator acabou decidindo ceder para o encanto hollywoodiano, abandonando a peça. A escolha acabou valendo a pena, já que o ator se tornou uma peça constante em produções de filmes e séries em Hollywood.

A Morte da Linguagem

Um dos piores pesadelos e sacríficos da produção do primeiro filme, foi fazer a cena na qual Lucy entra no guarda-roupa e descobre o mundo de Nárnia. Para realizar o efeito da transação, o diretor Andrew Adamson queria muito realizar um plano sequência, mostrando Lucy entrando no armário e a acompanhando até sairmos em Nárnia junto com a personagem. Porém, fazer esse efeito se tornou um verdadeiro desafio, pois nenhuma das técnicas funcionava.

Para facilitar e não atrasar a produção, o diretor teve que recorrer a troca de planos através de um corte seco conquistando um efeito menos mágico.

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