Quando a Nickelodeon apostou em Avatar: A Lenda de Aang não havia como prever que esse pseudo-anime ocidental se tornaria uma das animações mais relevantes dos anos 2000 e também da História, conseguindo rivalizar em qualidade e narrativa com o sucesso do clássico seriado animado do Batman. A verdade é que toda a mitologia, apesar de simples, é muito bem pensada e com regras definidas para mostrar a evolução de Aang, Katara e Soka ao longa de sua jornada contra a Nação do Fogo que visa dominar o mundo e subjugar outras tribos de dobradores de terra e água.

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Quebrando tabus envolvendo o uso de vilões e suas próprias motivações dentro da narrativa conseguindo tornar até mesmo alguns personagens da Nação do Fogo como Zuko e Iro em favoritos dos fãs, a história simplesmente funcionava. Sempre tínhamos elementos novos a cada episódio que ou expandiam o universo ou aprimoravam a relação dos personagens no grupo. Além de termos o nítido crescimento de cada um dos personagens ao longo das três temporadas, exibindo o quanto a jornada é longa.

Com a confirmação de uma série live action da Netflix que pretende adaptar essa mesma história, trazer umas curiosidades dos bastidores de Avatar agora simplesmente me parece o momento perfeito.

Sem filme

Os criadores da série Bryan Konietzko e Michael Dante não estavam nem um pouco abertos à possibilidade de adaptar essa história em um longa-metragem. Mas como a Nickelodeon é a detentora dos direitos da série, não havia muito o que fazer. Eles ofereceram ajuda à produção, mas nem Shyamalan ou outros produtores se mostraram muito interessados no que os criadores tinham a dizer. No fim, todos sabemos como Shyamalan não compreendeu quase nada desse universo ao criar um filme tenebroso de ruim.

Toph, o Homem

Novamente, Konietzko e Dante entraram em conflito com a Nickelodeon por não desejarem que Toph, uma das personagens mais queridas da série, fosse uma mulher. Entretanto, conforme os roteiristas conferiam a personalidade de Toph, forte, engraçada e inteligente, mas também com um lado feminino extremamente sensível, os criadores perceberam que a personagem estaria melhor no gênero feminino. Decisão muito acertada.

Simplificando conceitos

Apesar de ter sido um sucesso monumental, Avatar: A Lenda de Aang foi produzida sempre com um orçamento restritivo que tolhiam os conceitos mais exagerados e cinematográficos da série. Por conta disso, diversos elementos, batalhas, personagens e set pieces tiveram que ser simplificados. O mais afetado pelas mudanças foi a criatura voadora de Aang, Apa. Diversos desses animais seguiriam Aang ao longo do desenho, mas tudo acabou com apenas uma criatura.

Zuko, o vilão de última hora

Zuko não estava nos planos originais dos criadores de Avatar. A maioria da narrativa seria preparatória para Aang confrontar o Senhor do Fogo. Porém tudo mudou quando sugeriram que um príncipe desonrado tentasse e fizesse de tudo para capturar o avatar a fim de reconquistar o trono e confiança de seu pai tirânico. Uma escolha acertada que permitiu a cadência da narrativa não ficar cansativa, injetando ação nos confrontos entre Zuko e Aang.

Sem audiência das dubladoras

As dubladores de Ty Lee e Azula nunca viram um bendito episódio de Avatar. Azula foi uma das vilãs mais memoráveis do seriado encontrando somente amargor e tragédia com seu ódio. Claramente que as vilãs não contavam com finais decepcionantes e sem chances de redenção. É justamente por isso que Olivia Hack e Grey Griffin optaram por não ver nada da história, imaginando um final feliz para suas personagens.

Nação de Fogo Japonesa

Como sabemos, Avatar mistura diversas culturas orientais, trabalhando em cima de características artísticas de diversos países. Em diversos momentos do processo de criação do design de personagens, os criadores tiveram que retrabalhar muito conteúdo da Nação de Fogo, a antagonista, para não puxar tantas semelhanças visuais com as armaduras samurai japonesas, pois havia o risco de ofender um país inteiro.

Sem Parcerias

A carga nipônica em Avatar é grandiosa e notada nos traços do desenho. Os criadores da série, desde o início, tentaram fechar uma co-produção com um estúdio japonês de animação. Porém vários deles não davam se quer uma resposta e quando obtinham uma, era negativa. Depois de tentarem por um tempo, os showrunners desistiram da ideia e aceitaram trabalhar com um estúdio coreano chamado Tin House.

Depois de todas essas histórias da produção, até que dá vontade de assistir tudo de novo!