Desenhos fazem parte da infância da maioria das crianças. Dificilmente uma pessoa, quando jovem, não ficava com a cara grudada na TV esperando para ver aqueles que eram seus personagens animados favoritos. Para poder se divertir com as suas mais variadas histórias. Por trás dessas icônicas animações, existiam grandes e criativos homens, que conseguiram transformar suas idéias em artes que encantaram e alegraram milhões de pessoas. Vamos falar aqui um pouco daqueles que foram os principais nomes da animação.

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Winsor McCay

Pioneiro, inovador, gênio. Faltam adjetivos para descrever Winsor McCay, o pioneiro das animações nos Estados Unidos. Sua técnica para desenhar era tão apurada, tão diferente, que serviria como base para diversos animadores que surgiriam depois como Tex Avery, Walter Lantz, até mesmo Walt Disney.

Mas a carreira de McCay não começou nas animações e sim nas histórias de banda onde obteve grande popularidade desenhando para o jornal New York Herald com suas tiras Little Sammy Sneeze e Dream of the Rarebit FiendNo Herald ele também desenvolveu sua história mais inovadora, a tira Little Nemo in SlumberlandO extremo detalhe dos desenhos, o domínio da perspectiva linear, e a grande fluidez da história de um quadro para o outro eram uma grande característica desse trabalho, que conseguia ao mesmo tempo ser meio louco e muito divertido.

E foi usando essa tira que McCay usou como inspiração para ir para animações. Seu primeiro curta foi baseado no seu quadrinho mais famoso, Little Nemo. Utilizando de recursos simples, e tendo que fazer mais de 4 mil desenhos para programar os movimentos dos personagens, Winsor colocava seu nome na história como primeiro animador. Para que houvesse fluidez de um quadro para o outro, igual havia nas suas historias de banda desenhada, o desenhista usa a flipagem cronometrada, algo que se tornaria característica em seus desenhos.

Em 1914 lança a animação que seria um marco na história, Gertie The Dinosaur, o primeiro filme animado onde o personagem central exibia uma personalidade individual. A personagem era bastante afetuosa e gentil, e se comunicava com o público através de gestos que fazia. Igualmente Nemo não havia uma história nesse cartoon, era apenas Gertie aparecendo, as falas de Winsor lhe dando ordens, e depois no final o próprio cartunista aparecia na tela e levava o dinossauro embora. Simples mais genial.

Como eu falei antes, Wisonr McCay era alguém difícil de descrever, pois faltavam palavras para falar de alguém tão genial. Nos quadrinhos a maneira como fazia seus quadros e a maneira como dominava as cores serviu de exemplo para diversos desenhistas de quadrinhos no futuro. Moebius, famoso quadrinista europeu, citou McCay como uma de suas grandes inspirações.

Para o cinema ele foi ainda mais. Mostrou que era possível dar vida a um desenho, fazê-lo sair do papel. Seu pioneirismo, e as suas técnicas de desenho e também de animação até hoje são lembradas e elogiadas por diversos críticos e historiadores do cinema e das animações

MAX FLEISCHER

Sempre quando se fala em inovação nas animações, o primeiro nome que vêm na cabeça das pessoas é o de Walt Disney. Mas pesquisando-se a história da animação, e o uso da tecnologia nela descobre-se que o nome que mais trouxe melhorias tecnológicas para esta área do entretenimento foi o polaco Max Fleischer.

A primeira invenção de Fleischer, ainda quando trabalhava como editor da Popular Science Magazine foi o Rotoscópio. Na época, as animações que surgiram eram muito travadas. Winsor McCay, para melhorar isso criou um dispositivo que funcionava da seguinte forma: um ator era filmado atuando a cena que seria animada, e então o desenhista faria o desenho em cima dos frames da cena. Era algo tão inovador que até a própria Disney usou o método na sua primeira grande animação Branca De Neve e os 7 anões.

Em 1921, depois de ter trabalhado na Bay Animation, e já com seu próprio estúdio, inventou mais duas inovações. O Rotógrafo, que funcionava assim: O fundo de um desenho seria filmado em live-action. Depois o celuloide dos personagens seriam postos por cima do fundo, e fotografados, e assim seria feito sucessivamente até a animação estar completa. Isso foi uma melhoria no Rotoscópio, deixando os desenhos mais reais. Fleischer foi um dos pioneiros em fazer cartoons com som lançando em 1926 My Old Kentucky Home, primeiro curta com som sincronizado, que vinha acompanhado com o dispositivo Sing Along, onde as letras apareciam na tela para o público cantar junto.

Max não era apenas um gênio em criar apetrechos para melhorar animações, mas os seus desenhos eram bem diferentes. Enquanto boa parte dos cartoons usavam animais transfórmicos, os personagens dele eram em sua maioria humanos. E a essência deles não era comercial como os desenhos da rival Disney. O visual era muito urbano, miserável, refletindo a grande depressão que o país sofria, o que lembrava muito o expressionismo alemão pós-guerra. Os desenhos possuíam também um traço surrealista, abordagens com temáticas sexuais, e um grande humor negro.

Pelas mãos de Fleischer nasceram personagens famosos como Koko The Clown, Bimbo, e Betty Boop, aquela que foi sua maior criação. Max também foi responsável por criar o primeiro desenho de dois personagens que na época faziam sucesso nos quadrinhos, o marinheiro Popeye e o Superman. Ele não criou esses personagens, mas deu a eles características que se tornariam parte deles. No caso de Popeye, foi ele o responsável por incluir o espinafre no desenho, e no caso do Superman foi o animador que deu a ele seu poder de voo, visto que na época ele apenas saltava grandes alturas.

Max Fleischer foi um homem além de seu tempo. Seus inventos foram responsáveis por dar vida as animações, e fazê-las se tornarem algo atrativo. Muito daquilo que ele criou foi usado como base para criar equipamentos usados atualmente no cinema, como por exemplo a captura de movimentos. Seus desenhos também marcaram época, e serviram de inspiração para uma geração de desenhistas alternativos, como Kim Deitch e Robert Crumb, dois ganhadores do premio Eisner.

WALT DISNEY

Dificilmente poderia fazer essa lista de melhores animadores sem falar dele, Walter Elias Disney, conhecido por todos nós como Walt Disney. Dotado de uma grande imaginação, e de um espírito inovador, Disney foi um grande revolucionário quando se fala em animações, sendo até hoje, considerado por muitos o maior animador da história.

Sua carreira como animador começa em 1922, onde junto com Ub Iwers e o seu irmão Roy fundam a produtora Laugh-O-Grahm, que fazia animações que falavam sobre problemas locais da cidade, e que fizeram um grande sucesso, e que levou Disney a fazer então animações de contos de fadas famosos. Porém, a empresa acabou falindo, e Disney decidiu ir para o único lugar onde poderia ser reconhecido: Hollywood.

Em 1928, apos conquistar um relativo sucesso, Disney chegaria ao topo com a criação do personagem Mickey Mouse, personagem que se tornaria a marca registrada de Disney, e um dos mais conhecidos da história. A criação de Mickey levou Disney e sua equipe de desenhistas ao estrelato, e garantiu renda para continuarem com os desenhos.

Para poder alavancar suas animações, Disney inovou ao lançar seus filmes com som sincronizado, e depois foi o pioneiro em fazer animações coloridas. Tudo o que fazia, segundo ele, era para poder agradar seu público, pois como bom empreendedor, deveria seguir a demanda. Mas não era apenas isso que caracterizava seus desenhos. Disney tentava dar a suas obras um ar de realismo, por isso tentou aplicar um pouco de sentimentalismo. Porém, ao mesmo tempo ele juntava isso com o fato de que desenhos deveriam fazer as crianças sonharem, se divertirem. Junto esses dois pensamentos, ele dominou por muito tempo o mercado de animações.

Ousadia também foi uma palavra que definia Walt Disney, pois mesmo sofrendo críticas de seus desenhistas, lançou o primeiro longa metragem animado da história, Branca de Neve e os Sete Anões. Mais uma vez Disney apostou no cavalo certo. Sucesso estrondoso, que abriu alas para outros diversos longas, como Pinóquio, Fantasia e Dumbo.

Disney não foi apenas um rei das animações, foi um ícone cultural. Seus valores, como por exemplo o individualismo, respeito pela família, tolerância iriam moldar a sociedade americana na época. Suas obras lhe renderiam 26 prêmios da Academia (até hoje, o maior ganhador da história) uma estrela na calçada da fama, e um capital que possibilitou abrir o maior parque temático do mundo. Walter Elias Disney, mais do que tudo, mostrou que é possível transformar aquilo que sonhamos e acreditamos em realidade.


Ub Iwerks

Walt Disney merece sim elogios por tudo que vez, mas ele teve um grande colaborador no seu início de carreira. Esse era Ubbe Ert Iwersk, mais conhecido como UB Iwerks, um talentoso desenhista, filho de imigrantes alemães. Amigo de longa data de Disney, foi o grande parceiro deste no início de sua carreira.

Ajudou na criação da primeira produtora do animador, e tinha o cargo como animador chefe. Como já foi dito, a empresa faliu, e UB foi junto com o amigo para Los Angeles tentar a sorte. A primeira criação dos dois lá foi o personagem Oswald, The Lucky Rabbit, que fora encomendado pela Universal, que algum tempo depois eles perderiam os direitos.

Mas logo após eles criariam o personagem Mickey Mouse, depois de ficarem dias pesquisando um novo personagem, e depois de Iwerks desenhar diversos esboços de personagens animados. Como todos sabem o personagem foi um tremendo sucesso.

Algum tempo depois, a relação de UB e de Disney começou a se desgastar, devido ao fato do primeiro não aguentar a pressão que sofria, e pelo fato de não receber tantos créditos pelas suas obras. Ele rompe com Disney, e com o apoio do rival desde, Pat Bowers, abriu um novo estúdio. Infelizmente, UB não era tão bom para contar histórias como Fleischer e Walt, e acabou não suportando a concorrência destes. Seu estúdio acabou fechando as portas. Ao que parece, acertou as coisas com o antigo amigo e voltou para os estúdios da Disney em 1940, onde ficou até a morte.

A característica principal dos desenhos de UB, era o fato dele ter conseguido pegar o trabalho iniciado por Winsor, e dar ainda mais vida. O primeiro foi revolucionário,sim, mas seus desenhos eram muito estáticos, foi UB que tornou eles fluidos, orgânicos, e o principal, divertidos. Ele criou personagens com os quais o público poderia se ligar. Suas técnicas de desenho iriam ser a base do que foi chamado o ”estilo Disney” de desenho, e seria seguido a risca por desenhistas do estúdio, e também por concorrentes.

UB também se mostrou um especialista em criar efeitos especiais. Foi ele o responsável por conseguir juntar o live-action com as animações em Mary Poppins, e também foi o criador dos efeitos especiais do filme Os Pássaros. Também adaptou o Xerox paras animações, para acabar com a cansativa tarefa de copiar cada celuloide a mão. Ou seja, UB Iwerks, igualzinho seu parceiro Disney, era um visionário.


Tex Avery

No ínicio da Era de Ouro das animações, a Disney exercia um grande domínio no meio. Suas animações com teor mais sentimentais fizeram da empresa de Walt Disney um império. Mas uma pessoa chegaria para mudar, um criativo desenhista nascido em Taylor, Texas. Seu nome era Frederick Bean Avery, o mundo o conheceria como Tex Avery.

Avery percebeu que seria complicado tirar da Disney o domínio que este tinha do mercado infantil, então apostou numa tática, fazer animações que atraíssem também adultos. Mas como fazer para atrair esse público? Simples, trazendo a loucura para as animações. Tex Avery implantou a idéia que desenhos não precisavam ser certinhos, sentimentais, realistas, nada disso, eram apenas caricaturas. Suas animações eram marcadas pela total anarquia, não existiam limites. Os personagens podiam ser explodidos, esmagados, picotados, e que num piscar de olhos retornariam intactos. Seus toques de humor sarcástico e uso frequente de gags também faziam rir desde a um aluno de ensino básico, até um velho aposentado.

O animador também foi o responsável pela criação de dois dos personagens mais inesquecíveis da televisão, Patolino e Droopy, e também ajudou no desenvolvimento de personagens que também ganhariam fama, como por exemplo Pernalonga – ele não criou o personagem, mas a personalidade esperta do coelho, e que todos nós conhecemos, ele que desenvolveu – Gaguinho e Picolino.


Chuck Jones

Acredito que seja muito raro encontrar alguém que não seja fã de Looney Tunes. Maioria das pessoas cresceu se divertindo com as loucas aventuras desses personagens, e mesmo quando deixavam de ser crianças, ainda possuíam um apreço especial por eles. Bom, se os Looney Tunes se tornaram personagens tão queridos, muito se deve a inovação que Tex Avery trouxe para as animações, mas também deve-se a um nome, que compartilhava do pensamento de Avery, o animador Charles Martins ” Chuck” Jones.

Formado na Chouinard Art Institute, começou trabalhando por baixo, como auxiliar do famosos desenhista da Disney, Ub Iwerks (falaremos dele mais a frente), seu trabalho era passar os desenhos paras os celuloides. Depois de algum tempo, foi trabalhar para a Warner Brothers, onde conhece Tex Avery, e começou a fazer parte da sua equipe de desenhistas.

Trabalhando com os Looney Tunes, Jones foi o responsável pela criação de famosos personagens da marca, Pepe Le Pew, Mavin o Marciano, e tambem Willy Coiote e o Papa Léguas. Também foi o responsável por redefinir a personalidade do Patolino, o transformando no personagem vaidoso e egomaníaco que todos conhecemos. Também foi o responsável por diversas animações famosas do personagem Pernalonga, destacando-se o curta  What´s Opera, Doc?, que foi considerado por muitos críticos a melhor animação da história. Foi também a primeira animação a entrar para a Biblioteca do Congresso Americano.

A filosofia de Jones era um pouco diferente de Avery. Ele acreditava que os cartoons realmente tinham que escapar um da realidade, o que poderia gerar milhares de possibilidades para o diretor. Mas para Jones, os desenhos também tinham que ser críveis. Para Chuck Jones, a pessoa que estava vendo um desenho, deveria saber que aquilo não era real, mas também tinha que poder acreditar que dentro do mundo das animações, aquelas situações poderiam ocorrer, e com esse pensamento ele se guiou por toda sua carreira.

Jones enquanto vivo, foi nomeado 6 vezes ao Oscar, ganhando 3 vezes. Em 1996 recebeu um Oscar honorário pelo conjunto de sua obra. Na cerimônia, foi extremamente elogiado por Robin Willians, que o nomeou como ”Orson Welles das animações”, e quando entrou no palco, foi aplaudido de pé por todos os presentes. Em 2012, para comemorar o legado de Chuck, o Circus Circus de Las Vegas abrigou a Chuck Jones Experience, em homenagem a vida e ao legado do desenhista.


Walter Lantz

Walter Lantz foi aquele responsável pela criação daquele personagem que ao mesmo tempo nos irritava, também nos cativava com suas aventuras, o Pica-Pau, um dos poucos personagens que conseguia rivalizar com Mickey e Pernalonga em popularidade.

Lantz desde novo já gostava de desenhar, e desde os 12 anos tinha aula de desenho. Com 16 anos, quando era mecânico, seus desenhos chamaram a atenção do diretor Fred Kafka, que o chamou para trabalhar na Bray Studios, onde teve seus primeiros contatos com animações. Em 1927 se muda pra Califórnia para trabalhar para o diretor Charles B Mintz, e produzir os curtas do personagem Oswald The Lucky Rabbit, que a Universal havia roubado da Disney, e depois acabou se tornando depois dono do personagem depois de uma confusão envolvendo os direitos deste.

O personagem se desgastou, e Lantz precisava de outro sucesso. Apareceu assim o personagem Andy, o panda, que fez um sucesso, mas não tão grande quanto Oswald. Então, em 1940, surgia o magnum opus de Lantz, o Pica-Pau. O personagem era totalmente baseado nas ideias de Tex Avery, ou seja, ele era simplesmente louco, insano. E tinha ainda um atrativo a mais, enquanto os personagens principais de Avery na maioria das vezes tentaram escapar de problemas. O Pica-Pau era o contrário, ele procurava por problemas. O personagem se tornou sucesso absoluto, e até hoje é adorado pelos mais variados públicos.

O sucesso na criação do Pica-Pau, e de outros personagens (Picolino, Zeca Urubu, Andy Panda, Coelho Osvaldo) marcou seu nome na história das animações. Foi o segundo animador a receber um Oscar da academia por suas realizações (o primeiro foi Walt Disney), e ainda ganhou uma estrela na calçada da fama.

William Hanna e Joseph Barbera

A frase ”duas cabeças pensam melhor que uma” pode ser muito bem usada para descrever uma das melhores duplas da história das animações. William Hanna e Joseph Barbera marcaram época não apenas devido aos seus trabalhos, mas porque foram corajosos, ao apostarem num mercado em ascensão, e que poderia acabar por destruir suas carreiras, mas como sabemos, tudo deu certo no final.

A dupla se conheceu em 1937, quando trabalhavam para a MGM, e lá produziram sua primeira grande animação, Tom e Jerry , que entre o ano de fundação, e até 1953, rendeu a dupla 8 Oscar. O desenho se tornou extremamente popular, devido ao alto conteúdo de ação que possuía, pois a base dele era o gato Tom perseguindo a ratinha Jerry, e era assim até que o curta acabasse.

Quando a MGM decidiu fechar seu estúdio, Joe e William abriram seu próprio estúdio, Hanna Barbera. Com essa nova empreitada, decidiram arriscar, e apostar no mercado televisivo, apostando no crescimento que a televisão estava tendo na época. E deu muito certo, pois, com essa nova idéia, surgiram diversos novos trabalhos da dupla. Citando alguns exemplos: Dom Pixote, Pepy legal, Plic Ploc e Chuvisco, Zé Colemia, Olho Vivo e Faro Fino, etc. O sucesso foi tão grande, que a dupla conseguiu espaço para apresentar seus desenhos no horário nobre da época. Surgiam então outros clássicos: Os Flinststones, Os Jetsons, Manda Chuva e Jonhy Quest.

Comparado aos longa metragem animados, a estética dos desenhos de televisão era bem pobre. Os movimentos dos corpos eram bastante simplificados, e muitas vezes cenários eram repetidos. Mas em compensação, as histórias eram muito criativas e bem elaboradas, os personagens eram engraçados e cativantes, e as trilhas sonoras e os diálogos eram extremamente bem feitos.

Joseph Barbera e Willian Hanna, sofreram muito preconceito ao iniciar sua jornada na televisão, mas conseguiram provar que fazer desenhos para essa nova mídia não interferia na qualidade dos desenhos. Por muito tempo dominaram o mercado de desenhos, até que o estúdio começou a perder mercado, e foi comprado pela Turner Enterprise, criadora do Cartoon Network, onde os desenhos da dupla passaram a ser exibidos por um tempo, depois perderam espaço. Porém, nada irá apagar a importância dessa dupla para a história das animações e o tamanho do seu legado.


John Lasseter

Com o aperfeiçoamento da computação gráfica, empresas de cinema começaram a ver nessa área uma maneira de atrair o público. É nesse momento que surge então o nome de John Lasseter. Um dos principais divulgadores dessa nova idéia, fez um enorme sucesso dirigindo animações para a Pixar, e salvou a Disney num momento em que a empresa enfrentava uma grande crise, e quase teve seu estúdio.

Aliás, Lassester começou trabalhando nos estúdios da Disney. Depois de se formar na faculdade CalArts, fundada pelo próprio Walt Disney. Na época, começou a demonstrar um interesse pelas animações em computador, e insistia para que o estúdio produzisse um filme usando esse método, o que acabou não acontecendo e fez John perder o emprego, mas não ficou muito tempo parado, pois logo após foi trabalhar na Lucas Films, onde iria atuar no sistema de animação criado pela empresa, a Pixar Image Computer.

Lá, Lassester podia estudar mais sobre 3D, e juntar seus novos conhecimentos com os que que havia aprendido na Disney. Então em 1986, a Pixar se torna um estúdio independente e é comprada por Steve Jobs, e Lasseter lança Luxor Jr Tin Toy, curtas que conseguiam juntar muito bem a animação computadorizada, mas que tinha em sua essência as idéias da Era de Ouro das animações. A partir dai Lasseter não parou mais, e foi o responsável por grandes obras, como por exemplo Toy Story 1 e 2, Vida de Inseto, Monstros S.A, Os Incrivéis, etc.

Quando a Pixar foi comprada pela Disney em 2006, ele retornou a empresa que o havia demitido a 22 anos atrás. Foi recebido com aclamação pelos funcionários de lá, e até hoje é o diretor criativo da empresa, e ganhou completa liberdade para fazer o que bem entende, e apenas se reporta ao CEO da Disney, Robert Iger, e mais ninguém.

Hayao Miyazaki

Quando falamos em animações vindas do oriente, rapidamente o nome que vem em nossa cabeça é o de Hayao Miyazaki. Com seu estilo de desenho único, e suas histórias com temáticas encantadoras, ganhou não apenas o respeito dos seus conterrâneos, mas do mundo todo.

Começou a desenhar em 1958, quando fazia Ciências Políticas e Economia na Universidade Gakushuin, onde colocava no papel os aviões e aeronaves, baseando-se no trabalho do seu pai. Conseguiu um emprego na Toei Animation. No novo emprego, era auxiliar em diversas produções e ajudava com algumas burocracias dentro da empresa. Foi la que também que trabalhou com sua primeira animação, The Wonderful World of Puss n Boots.

Saiu da Toei,e fundou junto com os amigos Isao Takahata e Yoichi Otabe sua própria produtora, e então sua carreira como animador começou a ascender, conseguindo até mesmo logo depois fundar sua própria empresa, a Studio Ghibli. Produziu diversas animações na carreira, tanto animes, quanto filmes, entre os mais famosos podemos citar O Castelo no Céu, Meu amigo Totoro, A Viagem de Chihiro, Princesa Mononke, etc.

As suas animações chamam atenção por sempre apresentar protagonistas femininas fortes, independentes e antagonistas que possuem uma moral ambígua, e se inclinam sempre para uma redenção. Sempre abordou em seus trabalhos questões sobre a relação entre tecnologia e a natureza, sempre se mostrando contra a mecanização da sociedade, e defendendo um lugar onde a humanidade viva em harmonia com o meio ambiente. Também um grande defensor do pacifismo, e totalmente avesso a qualquer tipo de violência, usava seus desenhos para defender essa ideia.

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