2017 foi o ano que finalmente deu a resposta que muita gente estava pedindo: para o que veio essa nova geração de consoles? As adições de games novos foram extremamente relevantes para a indústria. Seja em revivals, pioneirismos ou com continuações muito aguardadas, o ano se provou muito melhor do que apenas polêmicas ruins sobre políticas nada amigáveis nesse cenário. Confira os dez jogos que mais nos impressionaram neste ano.

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10. Resident Evil 7

2017 foi brindado já com um baita jogaço no começo do ano: Resident Evil 7. Pouca gente botava fé em um game que trazia mudanças drásticas fundamentais, afinal esse é o primeiro episódio numerado que jogamos inteiramente em perspectiva de primeira pessoa. O jogo consegue resgatar uma boa parte do suspense, do medo e dos apaixonantes puzzles dos primeiros games, além de trazer uma narrativa simples e realmente muito interessante. O legal é que ganhamos a presença de inimigos realmente memoráveis!

9. Assassin’s Creed Origins

Depois de uma década inteira de existência, a franquia conseguiu se renovar desde suas fundações. Assassin’s Creed Origins é o grande acerto da Ubisoft que reconheceu o que estava dando errado, além de aproveitar as melhores ideias oferecidas pela concorrência misturando tudo nesse estupendo game para contar a origem do Credo dos Assassinos. Mesmo que a história em si seja apenas ok, a aventura de Bayek no fim do período do Egito Antigo é mesmerizante, tanto pela jogabilidade fluída quanto pelos gráficos inacreditáveis que transformam a experiência de explorar o gigantesco mapa em puro prazer.

8. Cuphead

Um dos grandes desafios do ano, Cuphead é a soma perfeita entre o gênero “gun and run” e uma impecável arte, ao estilo das clássicas animações rubber hose. No jogo, assumimos controle do personagem-título (literalmente, o cabeça de xícara) que deverá, de fase em fase, de chefe em chefe, tentar pagar sua dívida com o Diabo. Nostálgico sem ser saudosista, prezando por um universo riquíssimo, em que cada nível é uma surpresa, o Studio MDHR acertou em cheio ao dar luz a uma experiência árdua e provocante, ao mesmo tempo, no final das contas, muito recompensadora. Henrique Artuni

7. Wolfenstein II

A Bethesda veio com tudo em 2017. Wolfenstein II foi apenas a cereja de um bolo impressionante. Apostando a fundo na narrativa contando uma tragédia que deixa o protagonista realmente complexo, enquanto consegue manter o bom humor mesmo em um cenário tão perverso, o game também impressiona pela jogabilidade inacreditável de tão boa. Tudo é rápido, fluido e frenético. Destroçar nazistas nunca foi tão bom.

6. Nier Automata

Nier: Automata é a continuação indireta do cult de 1010, Nier, que por sua vez era um spin off da franquia Drakengard da square enix. Esse ano, Nier: Automata foi um destaque por ter uma estética única, uma mistura de estilos que casaram quase perfeitamente, o hack’n slash, o rpg e algumas partes em plataforma estilo 8 bits (com direito a trilha que parece saída do velho NES), com uma história profunda e coesa sobre uma guerra entre androides e robôs. Daniel Tanan

5. Nioh

Em um ano onde todos os jogos com o mínimo de dificuldade já eram chamados de o “Dark Souls” de seu gênero, Nioh é um dos poucos games fora da franquia da From Software que pode carregar o termo nas costas.

O toque que o Team Ninja deu para o estilo, oferecendo um combate mais dinâmico e estratégico, voltado para a leitura de movimentos dos inimigos, criou um dos games mais desafiadores e intensos do ano. Como o protagonista William Adams, o jogador entra em um desconhecido e hostil Japão Feudal cheio de criaturas sobrenaturais tiradas de lendas japonesas. Um ótimo gameplay, uma ambientação impecável e um game design viciante, Nioh consegue se destacar dos concorrentes e se tornar algo muito mais interessante que uma mera cópia da franquia Souls. Rodrigo Ribeiro

review horizon zero dawn

4. Horizon Zero Dawn

Em uma das maiores surpresas do ano (e um dos poucos jogos da lista que não são uma continuação direta), Horizon: Zero Dawn entregou tudo que os fãs de games de mundo aberto queriam, em um jogo de aventura fascinante, lindo e, principalmente, novo. A jornada de Alloy em busca de suas origens e de uma alternativa para salvar seu povo das perigosas criaturas robóticas cria uma envolvente e fascinante trama que percorre o presente e o passado do mundo, solidificando a mitologia desenvolvido pela Guerrila Games. E é claro, tudo isso unido com o excelente combate contra os tais robôs, que necessita de muito mais estratégia do que geralmente vemos em jogos do gênero.

Uma história que não se perde, um mundo aberto que não exagera na quantidade de coisas a se fazer e gráficos inacreditavelmente lindos para um jogo com tamanha proporção. Horizon: Zero Dawn é um dos melhores exclusivos do PS4 e uma aula da Guerrilla Games de apresentar uma nova franquia para os jogadores acostumados com continuações, remakes e reboots. Que outras desenvolvedoras se sintam mais seguras de inovar e criar novos universos tão fascinantes quanto o de Horizon. Rodrigo Ribeiro

3. Super Mario Odyssey

Que ano maravilhoso para a Nintendo. Depois de encravar o primeiro grande sucesso do Switch, tivemos o lançamento do novo e muito aguardado jogo do Mario. Revitalizando a franquia ao apostar em diversos cenários sandbox, cada um com sua identidade e charme únicos, a Big N encantou muita gente pelo carisma e surpresas que o game traz consigo. Muitas horas de diversão sem apelar em recursos baratos da modernidade.

2. Persona 5

Persona 5 é o ápice de décadas de seu gênero, misturando elementos clássicos de JRPG’s com uma roupagem moderna e criativa. Com o visual tirado diretamente de uma animação japonesa e a excelente trilha sonora eclética, a trama não cai nos clichês dos animes e é muito mais adulta e profunda do que o design colorido transparece, mostrando dramas reais dos personagens como depressão, rejeição e preconceito. Nas mais de 100 horas de gameplay, o jogador se envolverá tanto com a história e seus personagens que é até difícil se despedir deles no final. 

Como um bom artesão, a Atlus mostrou que seus anos de experiência em JRPGs podiam entregar um dos melhores títulos de seu gênero. A desenvolvedora mostrou que não é preciso mudar de estilo ou implementar elementos de ação no seu gameplay (viu, Final Fantasy?), mas sim entregar uma experiência sólida, personagens carismáticos e um visual único e memorável. Persona 5 é, sem dúvida, o melhor RPG japonês dos últimos 10 anos. E talvez demore mais 10 para ser superado. Rodrigo Ribeiro

1. The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Após horas e horas jogando Breath of the Wild não há como não se deixar imergir nesse universo tão meticulosamente construído, que traz um novo significado à palavra liberdade nos jogos. A equipe responsável por esse game claramente observou os melhores exemplares do mercado atual e selecionou diversos dos elementos mais marcantes dessas obras para compor, de forma harmônica, esse novo The Legend of Zelda. Trata-se de um jogo que pode ser aproveitado por horas e horas a fio, sempre nos apresentando novas coisas para se fazer. A franquia sempre nos trouxe excelentes games, mas nenhum havia se equiparado, ainda, a Ocarina of Time. Breath of the Wild chegou para mudar isso, provando ser, de fato, o novo divisor de águas da série.

Essas foram as nossas 10 escolhas para 2017. E para vocês? Qual foi o melhor game do ano?Incluiria algum Jogos de Meninas nesse contexto?

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