Com o lançamento de Ni No Kuni II: Revenant Kingdom e a eventual vinda para o ocidente de Dragon Quest XI, criamos uma lista para os fãs de um gênero que por muitos anos foi ameaçado de extinção: o JRPG. Com uma tradição de décadas de excelentes jogos, que marcaram a vida de muitos jogadores, quais títulos atuais conseguem zelar a reputação desse amado gênero? Mesmo com RPG’s tanto de ação quanto por turnos, escolhemos não colocar as dezenas de remasters e remakes lançados nos últimos anos. Final Fantasy XII: The Zodiac Age e a coletânea de Kingdom Hearts ficaram de fora, mas valem a pena!

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10. I Am Setsuna

Começar com um título que fala muito para os fãs saudosistas do gênero. I Am Setsuna mostra como a Square Enix ainda se importa com os jogadores que cresceram com títulos de JRPG voltados para sistemas de batalhas por turnos e focado em tramas focadas em desenvolver seus personagens. Aqui, o tema voltado para a tristeza e melancolia em um mundo onde a neve cai todos os dias só enfatiza o drama de seus heróis. E tudo isso desenvolvido pelo estúdio Tokyo RPG Factory, que como o nome diz, foi criado pela Square para demonstrar que ainda há uma luz no fim do túnel para quem achava que o gênero tinha morrido alguns anos atrás.

9. Tales of Berseria

Não há lista de JRPG sem um título da prolifica série Tales of. Mesmo não sendo um ponto alto nos mais de 20 anos da franquia, Berseria continuou com a excelência em sistema de batalha e personagens, com histórias mais sombrias e adultas que títulos anteriores. Apesar de não ter uma trama tão memorável, o gameplay e os personagens ganham os jogadores ávidos por mais títulos do mesmo estilo, tão popular na geração do PS2.

8. The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel II

E falando em uma franquias com muitos anos de carreira, The Legend of Heroes é uma daquelas séries que ficaram no nicho do gênero mas que mereciam muito mais espaço e amor. Trails of Cold Steel II, apesar de tecnicamente ter saído na geração passada, só foi chegar no ocidente em 2016, além de ganhar uma versão para PS4 algum tempo depois. Aqui, a desenvolvedora Nihon Falcom entregou um título que mistura muito bem o clássico e moderno do gênero, com um elenco gigantesco e memorável de personagens. A complexa trama política do mundo de TLoH supera os poucos problemas que o game oferece. E para quem quiser mais após jogá-lo, Trails of Cold Steel III já saiu no Japão e os fãs esperam ansiosamente para que receba eventualmente uma localização para o ocidente.

7. Final Fantasy XV

10 anos de espera podem ter decepcionado alguns, mas Final Fantasy XV é sem dúvidas um ótimo RPG de ação saído de uma franquia com uma reputação a ser retomada após uma geração inteira de deslizes com o polêmico Final Fantasy XIII. Noctis e seu grupo de amigos entregaram uma aventura ambiciosa e um mundo aberto e acessível sem precedentes na franquia, que encantou até mesmo quem nunca gostou de Final Fantasy. Sem contar com o constante suporte da Square Enix em lançar DLCs e atualizações que arrumaram grande parte dos furos de narrativa e gameplay do jogo original. Final Fantasy XV tem seu valor, mesmo com alguns tropeços.

6. Dark Souls 3

Dark Souls 3 foi a conclusão merecida para uma franquia que mudou a história dos games e que praticamente criou um gênero, além de ter revitalizado a indústria de jogos japoneses. Hidetaka Miyazaki, criador da franquia, voltou para a direção após o infrutífero segundo título para pintar e criar o último quadro do triste e desolado mundo de Dark Souls. E mesmo quem não jogou os títulos anteriores, vai encontrar um dos RPG’s de ação mais complexos e desafiadores, com muito a ser feito e desvendado na críptica narrativa da série. Sem contar os excelentes DLC’s, que fecham com chave de ouro (pelo menos até agora) uma das franquias mais fascinantes e importantes da última década.

5. Nioh

Talvez seja heresia colocar um game fora do universo Souls acima de Dark Souls 3 na lista, mas Nioh é um dos melhores – se não o melhor – game Souls criado fora da From Software. Isso porque Nioh, ao contrário de muitos, dá seu próprio toque para o gênero, colocando muito mais ação e diversidade de combate do que sua inspiração. Em um Japão feudal lotado de criaturas tiradas das lendas, o gameplay é uma mistura inteligente de Dark Souls com Ninja Gaiden (não é à toa que o estúdio por trás do título é o Team Ninja) que vale cada segundo de suor e sangue do jogador.

4. Nier: Automata

Saído da insana/brilhante mente de Yoko Taro, Nier: Automata foi uma daquelas gratas surpresas para os fãs da franquia e do gênero como um todo. Após anos trabalhando em games de baixo orçamento, Yoko finalmente pode mostrar sua extravagância em narrativa e criação de mundo com um game com a parceria de ninguém menos que a Platinum Games, mestres em games de ação hack and slash como Bayonetta. Misturando isso com um mundo pós-apocalíptico e uma história que abrange androides com crise de identidade, Nietzsche e até mesmo aliens, Automata é uma daqueles erros no sistema onde um JRPG com ideias geniais e complexas encontra uma produção de nível altíssimo e um gameplay de qualidade. E que, AINDA POR CIMA, conseguiu fazer sucesso fora de seu nicho. O mundo precisa de mais jogos como Nier Automata.

3. Undertale

Talvez é aqui que eu perco vários leitores fãs de JRPG devido a este título não ser nem um game de grande valor de produção, nem um jogo criado por um estúdio japonês. Mas CALMA… Undertale é provavelmente a maior carta de amor ao gênero saída dos games independentes.

Toby Fox não só mostrou toda a sua paixão por JRPG’s (especialmente pela série de jogos Mother/Earthbound), como também criou um mundo de personagens e uma trilha sonora que praticamente superam suas origens. E sem falar do sistema de batalha: único, criativo e que explora facetas do gênero de forma metalinguística e extremamente inteligente. Undertale é uma experiência única e adorável e que será lembrada para sempre para aqueles que a experimentarem.

2. Bloodborne

Após o primeiro Dark Souls fazer escola em 2011, a From Software demorou um pouco para descobrir como evoluir a fórmula do título para uma nova geração. Dark Souls II acabou sendo uma tentativa frustrada e um “mais do mesmo”. Mas foi apenas com o criador da franquia, Hidetaka Miyazaki, que a desenvolvedora conseguiu criar um game que não só capturou a essência do seu gênero, como também abriu as portas para um dos universos mais fascinantes e singulares já concebido nos videogames.

A atmosfera sombria e repugnante de Yharnam, com suas vis criaturas, fazem de cada momento em Bloodborne algo desesperador, visceral e ao mesmo tempo muito envolvente. Mesmo com a dificuldade alta a cada novo chefão e área, o jogador quer persistir para descobrir os segredos daquele mundo (e pode ter certeza, eles valem a pena serem descobertos). Com inspirações que caminham entre o terror clássico de lobisomens e zumbis em um cenário gótico que remete a títulos como Castlevania, passando pelas inomináveis criaturas e conceitos dimensionais tirados das páginas de um livro de H.P. Lovecraft, Bloodborne é o melhor exemplo de um game da franquia Souls desta geração.

1. Persona 5

Persona 5 não é só o melhor JRPG da geração, mas um dos melhores exemplos de um gênero com décadas de existência. P5 é o que acontece quando se dá tempo e orçamento para uma das mais experientes desenvolvedoras do ramo – Atlus – com uma franquia que não deseja apenas se reinventar a cada título, mas construir em cima daquilo que já tinha sido feito nos jogos anteriores.

Com um clássico sistema de batalha por turnos misturado com o estilo visual (e sonoro) contagiantes tirados de um anime moderno, a jornada dos Phantom Thieves oferece uma complexa trama que explora a psiquê não só dos personagens principais mas de uma sociedade inteira, cativante até mesmo para quem não é fã do gênero e quer apenas uma ótima história com um mundo recheado de personalidade. Um JRPG que oferece muito valor a cada segundo de suas mais de 100 horas de conteúdo.

Se você é fã ou não do gênero, P5 é um clássico moderno dos videogames.

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