O quê?! Remakes bons? Isso existe? Mais do que você imagina, caro leitor. E não trazemos aqui apenas um, mas nada menos do que dez exemplos de como essa “praga” que assola Hollywood pode sim trazer bons resultados. Confira:

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O Enigma do Outro Mundo (1982)

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A parceria entre John Carpenter e Kurt Russell é uma das melhores coisas que já aconteceu ao cinema dos anos 80, e há quem afirme que o ponto alto dessa relação foi a releitura dos dois para O Enigma do Outro Mundo. Sem dúvidas a mais lembrada e adorada pelos fãs, Carpenter apostou em um gore impressionante e efeitos práticos que permanecem sensacionais até hoje, ao passo em que garantiu um tom de terror e suspense ainda mais fortes do que no original de 1951, O Monstro do Ártico.

Scarface (1983)

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Ah, Tony Montana. Brian De Palma e o roteirista Oliver Stone partem para transformar o Tony Montana de Al Pacino em uma das sagas criminosas mais icônicas e memoráveis da História do Cinema, chocando e impressionando muito mais do que Scarface: A Vergonha de uma Nação, que já fora bem impactante em 1931. A performance de Pacino e a direção de De Palma são excepcionais, com a trilha sonora pop sendo o toque final neste remake que definitivamente supera o original.

A Mosca (1986)

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Mais uma jóia do body horror que ganha uma versão mais memorável e moderna a partir de um longa da década de 4o, David Cronenberg entrega um dos melhores trabalhos de sua carreira em A Mosca. Centrando-se na grotesca transformação de um cientista que tem seu DNA combinado com o de uma mosca, o filme traz alguns dos melhores usos de maquiagem e animatronics que já vimos por aí, além de uma performance impecável de Jeff Goldblum.

True Lies (1994)

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Baseado no longa francês La Fatale!, True Lies é um dos mais divertidos e subestimados filmes de James Cameron, que joga Arnold Schwarznegger e Jamie Lee Curtis em uma aventura cômica de espionagem que sai do controle quando a vida do casal se mistura à carreira de agente secreto do protagonista. 

Onze Homens e um Segredo (2001)

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Uma excelente premissa que pode muito bem ser reinventada por gerações e gerações por vir. Reúna um time de nomes de peso do cinema hollywoodiano para uma trama heist divertida e envolvente. Funcionou na versão de 1960 com Frank Sinatra, Sammy Davis Jr, Dean Martin e Cesar Romero e gerou uma trilogia na pegada de Steven Soderbergh, que montou seu dream team liderado por George Clooney, Brad Pitt e Matt Damon. Há até mesmo um projeto com elenco feminino chegando…

Os Infiltrados (2006)

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Mas o quê? Um remake já ganhou o Oscar de Melhor Filme? Pois é, Martin Scorsese foi aclamado por sua releitura memorável do ótimo longa sul coreano Conflitos Internos, ambos narrando a vida de policiais infiltrados em círculos criminosos e vice versa. Scorsese aposta em um elenco afiado e um ritmo alucinante que garante a Os Infiltrados uma experiência

Bravura Indômita (2010)

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Outro remake que acabou conquistando diversas indicações ao Oscar, Bravura Indômita traz os irmãos Joel e Ethan Coen em ótima forma para recontar o clássico estrelado por John Wayne. Um faroeste genuíno com o humor negro característico dos Coen e um elenco estelar liderado por Jeff Bridges e a excelente Hailee Steinfeld. Provavelmente um dos melhores remakes já feitos.

Deixe-me Entrar (2010)

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Este é um caso controverso dada a velocidade com que a versão americana de Deixa Ela Entrar foi produzida, apenas 2 anos depois de seu lançamento. É até um fato que Matt Reeves traga diversas recriações dos planos de Tomas Alfredson no original, mas o sucesso de Deixe-me Entrar vem de seu ótimo elenco e das mudanças fundamentais realizadas em sua narrativa, que troca o caráter multi personagem do original para concentrar-se apenas no ponto de vista do protagonista.

A Hora do Espanto (2011)

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Em uma época em que o gênero de vampiros estava dominado pela releitura purpurina da Saga Crepúsculo, o diretor Craig Gillespie ressuscitou um dos mais divertidos exemplares do “terrir” dos anos 80, com a história de um garoto que descobre que seu vizinho é um vampiro mortal. O estilo de Gillespie carrega esse filme muito eficiente, assim como as boas mudanças na história e o elenco inspirado que conta com Colin Farrell e Anton Yelchin.

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011)

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No campo de refilmagens e novas versões que explodem completamente o original, nada me vêm à mente mais rápido do que a adaptação de David Fincher para o romance sueco de Stieg Larsson. Com um elenco mais afinado, uma direção soberba e uma produção caprichada em literalmente todos os campos, o Millennium hollywoodiano dá de dez no filme sueco de Niels Arden Oplev.

Surpreso?

Diz aí nos comentários qual remake acabou ficando tão bom quanto o original.

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