Ainda que 2017 tenha nos presenteado com filmes incríveis, o ano não foi marcado apenas pelo brilho. Algumas obras que pareciam promissoras emergiram como as piores de todos os tempos, incluindo sequências, remakes e adaptação de romances muito famosos. Confira nossa lista nem um pouco honrosa abaixo – e lembre-se de deixar seu comentário:

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10. 50 TONS MAIS ESCUROS

E.L. James conseguiu o impossível: transformar o que se iniciou como uma fanfic sobre a série infanto-juvenil Crepúsculo em uma das franquias de maior sucesso dos últimos anos, o drama erótico 50 Tons de Cinza. E apesar do primeiro filme não ser uma preciosidade, deixou bastante margem para um polimento à sua sequência, intitulada 50 Tons Mais Escuros. Entretanto, ainda que tenha seus acertos e seus momentos de glória, a continuação não explora totalmente seu potencial – que não é tão grande assim -, trazendo diálogos fracos, motivações insossas e uma romantização exacerbada que não conversa com o tom de sua narrativa principal.

9. BAYWATCH: S.O.S. MALIBU

O que esperar de um remake que ninguém realmente pediu sobre um grupo de salva-vidas bombados que correm em câmera lenta na praia? Isso mesmo: nada. Apesar da série ter se sustentado por onze temporadas, não se pode dizer que o produto tinha peso o suficiente para ser revivido, e o drástico resultado pelo menos não é presunçoso. Desde as atuações até mesmo ao roteiro, tudo em Baywatch: S.O.S. Malibu é pífio, raso, superficial. Nem mesmo o carisma de Dwayne Johnson consegue salvar o longa de, ironicamente, morrer na praia.

8. RESIDENT EVIL 6: O CAPÍTULO FINAL

Resident Evil era uma das franquias que tinha tudo para dar certo, principalmente levando em conta seu material original. A primeira investida para os cinemas, intitulada O Hóspede Maldito, pode não ter suas falhas, mas pelo menos trazia uma história concisa e fechada, misturando um drama de sobrevivência dentro de um arco pós-apocalíptico que dava uma nova perspectiva para os zumbis. Entretanto, Paul W.S. Anderson parece ter “perdido a mão” para as inúmeras sequências – e o resultado está na sexta e última iteração da série: um produto que preza mais pelas cenas de ação e pelas coreografias mirabolantes em detrimento de uma narrativa envolvente ou memorável.

7. A TORRE NEGRA

Stephen King é, sem sombra de dúvida, um dos maiores romancistas da atualidade, responsável pelo ressurgimento do suspense e do terror literários com histórias envolventes, assombrosas e sempre carregadas de simbologias e metáforas para o medo do ser humano. Logo, era de se esperar que sua série de fantasia A Torre Negra recebesse um tratamento digno, mas não foi isso o que aconteceu: prezando mais pelo sucesso comercial que qualquer outra coisa, o filme estrelado por Matthew McConaugheyIdris Elba é essencialmente vazio. Uma fusão de todos os clichês do gênero em questão perscrutados por diálogos que, apesar do aparente do peso, não querem dizer nada. A única coisa que realmente salva essa obra fracassada são os visuais e a química entre os dois atores.

6. TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO

É um fato dizer que os filmes de Michael Bay são baseados mais na execução que na construção cênica e narrativa. Apesar de nunca concordar com a crítica, o diretor, em Transformers, sempre arrebatou um número grande de fãs que permitiram a realização e mais e mais sequências. Entretanto, com O Último Cavaleiro, Bay consegue superar todas as expectativas, e não de um jeito bom: de forma geral, o quinto filme da série desaponta por seguir caminhos totalmente diferentes ao mesmo tempo em que surpreende por inovar nos mais diversos modos de destruir completamente a franquia e desapontar até mesmo os fãs mais assíduos do universo.

5. 7 DESEJOS

7 Desejos tinha tudo para ser um filme de estrondoso sucesso, principalmente pela premissa simples, mas carregada de potencial. Entretanto, o longa peca justamente no que deveria ter focado: na história. O roteiro é tão cheio de furos e sem um objetivo definido que se torna monótono, irritante e impossível de acompanhar sem desviar a atenção uma ou duas vezes. Basicamente, o filme de John R. Leonetti é uma rendição mal-acabada da franquia Premonição, jogando cenas gore ao longo de 90 minutos de pura previsibilidade e desperdício narrativo.

4. AMITYVILLE – O DESPERTAR

Amityville – O Despertar é um filme que felizmente nos faz acordar para o momento em que estamos passando: as incessantes e inúmeras tentativas de recuperar uma franquia saturada de produtos medianos ou ruins. Apesar da mitologia e dos acontecimentos supostamente verídicos, essa série fílmica parece estar amaldiçoada e fadada ao fracasso. Podemos esperar duas coisas: mais uma continuação (o que parece improvável, levando em conta que seu lançamento nos Estados Unidos foi cancelado), ou uma desistência mais que necessária para preservar o que restou de um passado nem tão glorioso assim.

3. O CHAMADO 3

O Chamado 3 leva Samara aos níveis do pré-sal em termos de qualidade cinematográfica. A ressurreição da garotinha que mata quem ousar assistir ao seu vídeo não consegue nem atingir a margem da mediocridade. As pouquíssimas boas ideias, o cuidado estético simplório do design de produção e fotografia são completamente obscurecidos ou “tampados” pelo trabalho horroroso da direção inexperiente, da trilha musical equivocada e, principalmente do roteiro esburacado que recicla os dois filmes anteriores a fim de engrenar uma promessa de uma nova “aventura”. Difícil recomendar até mesmo como entretenimento banal, já que como terror, é um fracasso.

2. BONECO DE NEVE

Boneco de Neve é um filme forçado. Um produto melancólico e bruto que não faz jus à obra da qual deriva, mas que faz o público ficar com um pé atrás para conhecer o universo criado por Nesbo. Tomas Alfredson, diretor responsável por essa obra completamente esquecível, não apenas desencanta a todos com uma investida fracassada dentro do gênero de mistério, como também deixa à vista uma decadência iminente das adaptações literário-cinematográficas contemporâneas – e uma possível necessidade de Michael Fassbender abrir seus olhos para os projetos que escolhe.

1. EMOJI: O FILME

A estrada para o inferno é pavimentada de boas intenções. Talvez essa seja a frase que resuma o escopo geral de Emoji: O Filme, uma tentativa de trazer os clássicos emojis, utilizados como forma de garantir mais expressividade através dos inúmeros meios de comunicação digitais, em uma perspectiva mais humanizada e até mesmo divertida. Entretanto, se pensarmos no brilho e na originalidade das animações dos estúdios Disney/Pixar, essa investida é, por falta de outra palavra, burra, representando talvez o limbo da criação cinematográfica. Mas, apesar de tudo, ela é bem-intencionada – e até consegue arrancar alguns risos nervosos.

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