Ah pois é, se nós já tínhamos feito aqui no site a lista dos melhores filmes de Terror da última década, é claro que chegaria a hora que iríamos elevar ainda mais o desafio e eleger aqui nessa, possivelmente polêmica lista, os melhores filmes que o gênero do Terror já fora presenteado na história do cinema até hoje. Desde os áureos filmes expressionistas aos Giallos Italianos, até os exorcismos e criaturas monstruosas do mar e do espaço, aqui estão os melhores representantes de um dos maiores e mais ricos gêneros do cinema.

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Não é nem preciso dizer que todos os filmes aqui são devidamente obrigatórios, não só aos adeptos dos gênero, como também os admiradores de um bom cinema sendo realizado de forma aterrorizante e gratificante (duas palavras essas que vocês lerão muito aqui ao longo da lista).

50. Abismo do Medo (2005)

É de se questionar o porquê de um exemplar tão valioso de um cinema de Terror sendo feito à moda antiga como esse ser tão ignorado hoje em dia. Com uma boa primeira meia hora devotada à lenta construção de clima e ambiente para depois escancarar sua faceta ousadamente brutal e perturbadora até dizer chega. Imagine Alien de Ridley Scott só que debaixo da terra e com criaturas que parecem a versão zumbi gigante do Gollum. Uma pequena pérola do cinema de Terror moderno a ser redescoberto!

49. REC (2007)

Para vários, o found-footage com certeza foi uma das técnicas mais artisticamente baratas a terem aparecido no cinema, e principalmente no gênero, nas últimas décadas. Porém, esse pequeno filme de zumbis Espanhol de Jaume Balagueró e Paco Plaza consegue se provar como um belo exemplar de um bom cinema de terror sendo feito. E que valida, com qualidade, o found-footage de sua técnica por criar uma experiência verdadeiramente assustadora, tensa, brutal e violenta, onde tudo parece assustadoramente real e extremamente gratificante do início ao fim.

48. Os Outros (2001)

Não há nada de mais clássico nesse filme de Alejandro Amenábar, como a forma tão simples que seu diretor constrói o Terror de forma tão sutil e igualmente macabra e arrepiante nos momentos certos. Trabalhando com os clássicos elementos góticos de jogo de sombras, penumbras e vultos enclausurados na casa mal assombrada. Servindo apenas como pano de fundo e alegoria para uma história trágica de feridas do passado e o cego amor de uma mãe para os filhos. Um belo exemplar do terror e drama enamorados lado a lado em perfeita harmonia.

47. A Espinha do Diabo (2001)

O melhor conhecido como o primo de segundo grau de O Labirinto do Fauno, e que pela ótica de seu exímio diretor, ambos possuem similarmente uma forte veia alegórica política por detrás de seus elementos fantásticos para com as consequências da guerra civil Espanhola. Só que ao contrário da fantasia gótica sombria do outro, Espinha do Diabo mostra um retrato das marcas violentas deturpadas da inocência pela violência cega dos homens, onde as marcas e cicatrizes se encontram em almas quebradas e perdidas. A história de fantasmas gótica de Guillermo Del Toro que é um retrato de uma infância e nação partidas por uma guerra.

46. Poltergeist (1982)

A história de casa assombrada e maldição fantasmagórica das mais macabras e com visuais dignos de traumas de infância que você verá em todo o cinema. E ao mesmo tempo, é gratificantemente instigante e divertido de se assistir desenrolar, graças a exímia direção de Tobe Hooper e Steven Spielberg e seu senso criativo na concepção dos sustos macabros, e sua sensibilidade na criação da dinâmica e emoção familiar protagonista. Sem sombra de dúvidas, um filme de terror especial!

45. A Profecia (1976)

Uma infelizmente subestimada pérola de um também infelizmente subestimado diretor. E Richard Donner constrói aqui como um mestre um dos embates mais emocionalmente envolventes entre fé e família; crença e paganismo. Tudo executado com destreza de um elenco afiado com um soberbo Gregory Peck uma direção sem medo algum de mostrar a violência e o macabro de seu mal, mas sem esquecer o coração e o drama de seus personagens. Porquê esse grande filme não é tão bem lembrado ou reconhecido como Exorcista ou Bebê de Rosemary é um triste mistério.

44. Henry – Retrato de um Assassino (1986)

Não há nada mais aterrorizante do que ser imerso dentro da mente pérfida e fria de um homem, que é quase programado em seu instinto animalesco de matar tudo que vê pela frente. Esse é o sombrio e angustiante trabalho de direção que John McNaughton realiza aqui, ao nos colocar no desconfortável lugar do serial killer de Henry com uma monstruosa performance de Michael Roorke, e todo seu animalesco e brutal instinto assassino sem pudor algum. Um soberbo estudo de personagem e uma desconfortável experiência.

43. O Segredo do Bosque dos Sonhos (1972)

Se há uma obra de Lucio Fulci pode se orgulhar de ter deixado como legado de sua filmografia, O Segredo do Bosque com certeza seria sua definitiva. Um Giallo que não é um Giallo; a inocência sendo vítima do depravador; misterioso e contemplativo em seus melhores momentos, e gráfico e brutal sem pudor em outros. Uma ópera sobre o mal reinando sobe os corações mais fracos, em uma terra esquecida pela fé. Uma obra a ser redescoberta e melhor apreciada!

42. Carrie (1976)

Brian De Palma é outro diretor dessa lista que contém um bom número de (brilhantes) obras em sua filmografia que se classificaram como sombrios e perturbadores, mas foi graças a essa sua adaptação de Stephen King que ele conseguiu fincar seu nome no Terror com louvor. Se utilizando do sobrenatural místico e macabro dos poderes de Carrie de uma soberba Sissy Spacek, é onde ele liberta a fúria da puberdade repreendida pelos jovens opressores de forma gratificante, amedrontadora e simplesmente inesquecível.

41. Sangue de Pantera (1942)

Talvez menos visual e erótico que o mais conhecido (bom) remake de Paul Schrader, e mais voltado para o mistério psicanalítico do fantástico de seu tema. O “filme de monstros” de Jacques Tourneur é aqui mais um suspense voyeur com um brilhante e aterrorizante jogo de luz e sombras, sobre a repreensão dos instintos mais primitivos do ser perante sua verdadeira natureza. Aterrador em seu visual; ambíguo, soturno e psicológico em sua trama que invoca o fantástico; e surpreendentemente romântico em meio de seu suspense. Uma pérola legítima e brilhante do gênero!

40. A Breve Noite das Bonecas de Vidro (1971)

De todos os filmes Giallo já feitos, poucos talvez conseguiram ser tão soturnos e, por precisa definição, verdadeiramente perturbadores como essa aterrorizante pérola de Aldo Lado. O filme que te imerge na situação de impotência mais desconfortável possível, e uma das mais desconcertantes de todo o cinema, e tortura o expectador junto com seu sofrido protagonista. Onde os únicos sentimentos sentidos ao longo da projeção são angústia e medo dos mais gélidos, e no final, apenas deixa um enorme vazio. Esse não é para os corações mais frágeis!

39. Os Olhos sem Rosto (1960)

É de se impressionar como o Terror aqui é esmeramente construído em um filme com apreço narrativo e técnico tão a frente de seu próprio tempo. Em uma aura lenta e contemplativa que o mestre Georges Franju transporta o expectador para dentro do esconderijo do pior do ser humano. E ainda dentro de sua exploração da superficialidade de padrões de beleza e até que ponto o egoísmo humano prevalece ao ponto de psicopatia, ainda ousa e abusa da violência gráfica com inteligência para evocar no espectador a sensação de desconforto e angústia que permeiam durante toda sua perturbadora e inesquecível projeção.

38. Pânico (1996)

Podia-se facilmente colocar toda a excelente franquia aqui iniciada por esse seu magnífico representante que só derivou ótimas continuações (bem, duas boas e uma ok). E só um mestre supremo como Wes Craven poderia vir aqui e ter desconstruindo por completo o gênero que ele ajudou a moldar ao longo dos anos anteriores. Mas sem perder um pingo de sua essência de originalidade, tensão e suspense soberbamente construídos e um elenco em ótima forma, que ajudam a fazer de Pânico o grande marco que ele é no Terror e no cinema!

37. O Monstro da Lagoa Negra (1954)

Não poderia estar de fora, e esse inegável clássico continua até hoje um dos filmes de monstros da Universal mais amados entre os fãs, e não a toa. Tanto graças a incrível direção do soberbo Jack Arnold que cria o espetáculo e o Terror de sua criatura com uma invejável imaginação visual, surpreendentemente gráfico e sombrio em vários momentos. Mas, na mesma medida, dramaticamente trágico e profundo assim como Frankenstein de James Whale. E revela sem pudor a ganância do homem como o verdadeiro poço de crueldade e mal destrutivo. Uma obra-prima sim aterrorizante mas inegavelmente divertida na mesma medida!

36. Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio (1981)

De certa forma, poderíamos classificar essa pérola de filme como algo verdadeiramente inspirador. Com Sam Raimi e seus amigos se unindo sob a paixão e vontade de fazer cinema, e com uma merreca de orçamento no bolso, conseguiram realizar aqui uma divertidíssima, macabra, assombrosa e gratificante desventura noturna na cabana na floresta amaldiçoada e com seus jovens personagens enfrentando a aterradora presença demoníaca de forma aterrorizante e estupidamente divertida.

35. Uma Noite Alucinante 2 (1987)

Enquanto o seu primeiro filme era um trash inspirador de um bom e criativo cinema sendo criado com tão pouco, Sam Raimi retorna com tudo aqui e “refaz” e expande seu antecessor em novos níveis sanguinolentos e macabros, e ainda ousando em trazer um tom galhofa de filme de ação sobrecarregado de humor negro. Tudo de forma estupidamente brilhante e não menos que fantástico!

34. O Homem de Palha (1973)

Assim como Apocalypse Now de Coppola era uma descida até o âmago infernal das consequências da guerra; o filme de Robin Hardy é uma jornada rumo ao ponto de encontro da insanidade humana em seu estado mais selvagem. Esporadicamente hilário e aterrorizantemente perturbador em seu chocante final, esse é um filme que é sem sombra de dúvidas bizarro e com misturas de gêneros que não deveriam funcionar, que no final formam essa experiência amedrontadora inesquecível.

33. Inverno de Sangue em Veneza (1973)

Deveras visualmente horripilante e assombroso em sua aura de mistério e suspense enervante que rondam o pobre casal e a tragédia que os assombra, o suficiente para classficarmos sim como um digno filme de Terror. Porém, em seu âmago, o filme de Nicolas Roeg é um trágico drama sobrecarregado de profundas e puras emoções, sendo deturpado pelo violento fantasma da tragédia que os assola a todo o instante. E seu diretor garante criar um palco aterrorizante para tal, desde um dos melhores trabalhos de montagem já realizados no cinema, e uma aura de violência psicológica com a textura de um Giallo; tudo isso forma Inverno de Sangue em Veneza um filme para ser assistido pelo menos uma vez na vida, e nunca esquecido!

32. Hausu (1977)

Então…como descrever aqui algo que parece uma comédia teen certa hora e um terror macabro e violento em outra. Que é extremamente bizarro, psicodélico, onírico, contemplativo e tem um baita gato branco que cospe sangue. Não há mesmo palavras certas para se definir o que é exatamente esse filme de Nobuhiko Ôbayashi, mas é sem sombra de dúvidas uma experiência diegética em um mundo psicodélico e amedrontador que é estranhamente divertido e gratificante de se assistir.

31. Os Inocentes (1961)

Com certeza a maior história de fantasmas já contada no cinema, ou será que haviam mesmo fantasmas ou meros frutos alucinatórios de insanidade da pobre personagem de Deborah Kerr? A dúvida e a ambiguidade sobre isso são os fatores que seu diretor Jack Clayton utiliza aqui e os torna responsáveis pela aura gótica de calafrios e mistério sombrio que reveste sua rica e dramática obra. Que no final, mesmo em sua simplicidade, é capaz de dar pesadelos.

30. O Vampiro (1922)

Assim como em Gabinete do Dr. Caligari, Carl T. Dreyer aqui já se usava do expressionismo clássico para criar uma jornada assombrada dentro de um pesadelo vivo que se forma dentro da tela. E não há pra onde os olhos do púbico tentem correr, o medo se encontra em cada canto desta aterrorizante obra macabra.

29. Lisa e o Diabo (1973)

Mario Bava é um diretor mestre de cabeceira do gênero e de todo o cinema, e possuí ao menos 10 filmes em sua filmografia que deviam, merecidamente, configurar aqui (Máscara de Satã; A Garota que Sabia Demais; O Ciclo do Pavor; Seis Mulheres e o Assassino; O Chicote e o Corpo; etc…). Mas acredito que Lisa e o Diabo seja o mais fiel representante de toda sua inegável genialidade. O perfeito conto gótico da casa assombrada sendo elevado a níveis macabros surreais e psicodélicos com uma ópera visual deslumbrante se criando em cena, e o pérfido mal se manifestando na (bela) brutal violência. Poucos são os filmes de Terror que alcançam esse status de filme de arte, e com tanto merecido louvor.

28. O Sexto Sentido (1999)

Para alguns, mais um verdadeiro drama alegórico e multifacetado em sua icônica reviravolta. E sim, Shyamalan nessa sua primeira obra-prima usa-se dessa desculpagem de história fantasmagórica, sombriamente macabra e tenebrosa, para revelar uma história íntima de redenção e uma espécie de ascenção espiritual para seus ricos personagens quebrados pela tragédia de suas vidas. Dificilmente haverá um filme de.terror tão emocionalmente ressonante como esse!

27. Eu Vi o Diabo (2010)

Como o próprio título já indica, e como seu diretor Kim Jee Woon põe em perfeita prática em cena, Eu Vi o Diabo não é o filme mais fácil ou são que alguém verá na vida, e sim, revestido de uma crueldade e brutalidade pouco registrada no cinema hoje. Onde o mais vil e mal presente no ser humano é representado de forma crua e gráfica sem pudor algum, como se o próprio diabo reencarnasse nos atos vingativos e pérfidos de ambos vilões e “mocinhos” aqui. Aterrorizante é apelido para definir esse filme.

26. Halloween – A Noite do Terror (1978)

Em uma época antes de vermos Slashers monstruosos com infinitas continuações e remakes até hoje; podía-se admirar aqui um cineasta de nível como John Carpenter em seu pico criativo realizando um filme de Terror do mais alto escalão. Usando do suspense urbano com uma carismática Jamie Lee Curtis de protagonista, que deixaria Hitchcock orgulhoso; e possuindo uma textura gráfica e sonora em sua violência digna de um Giallo de Dario Argento. Tudo isso que faz de Halloween um marco e orgulho para o gênero!

25. A Cura (1997)

Talvez mais um suspense policial nos mesmos ares de Se7en. Mas que graças ao comando não menos que magistral de Kyoshi Kurosawa em seu ápice, constrói uma verdadeira experiência assombrosa, psicológica e sobrenatural (?!), ao passo que seguimos fundo nos segredos sombrios e brutais da investigação de seus personagens. E o medo, é o único sentimento refletido para o público no final.

24. Um Lobisomem Americano em Londres (1981)

É difícil dizer se esse se trata de um dos melhores filmes de terror de todos os tempos, lidando com o tema da licantropia de forma inteligentissima e enervantemente gráfica e brutal; ou uma das melhores comédias de todos os tempos, que se auto satiriza a todo o tempo com sua forma extremamente caricata de retratar britânicos e usar e abusar do humor negro que a violência de sua criatura permite. Talvez seja exatamente ambos os casos!

23. A Noite dos Mortos Vivos (1968)

Se Orson Welles revolucionara para sempre o cinema com seu Cidadão Kane, George Romero realiza o mesmo icônico evento de extrema importância para o gênero do Terror com o seu A Noite dos Mortos Vivos. A Obra-prima que criou os zumbis que todos conhecem hoje; solidificou os familiares clichês do gênero; quebrou paradigmas sociais e o realizou com extrema e inspiradora competência cinematográfica em criar o medo e a diversão em igual medida, sem deixar de fazer seu público refletir no meio dos intensos sustos.

22. Frankenstein (1931)

De todos os excelentíssimos filmes da era de ouro dos filmes de monstro da Universal, talvez “nenhum” chegou ser tão icônico como esse grande filme de James Whale, que continua ainda hoje tão sombriamente dramática e dolorosamente trágica como era à 90 anos atrás, tanto graças à sua magnífica direção expressionista macabra quanto à icônica criatura de Boris Karloff que nos encanta com sua extrema inocência e amedronta com insaciável fúria. Até hoje e para sempre uma obra-prima.

21. Os Pássaros (1963)

Bem antes de Spielberg vir aterrorizar o cinema com seu monstro marítimo em Tubarão, Alfred Hitchcock já se usara de animais demoníacos para meter calafrios na espinha do espectador. Com um trabalho direção não menos que soberbo construindo o terreno e palco palpável de seus carismáticos personagens, para depois meter o Terror com pouco pudor a violência. Hitchcock em seu ápice sem pena alguma de traumatizar seus personagens e o público.

20. Repulsa ao Sexo (1965)

Se enquanto o seu Bebê de Rosemary era o medo da paranoia e daqueles usurpadores que nos cercam nos cubículos em que vivemos, Repulsa ao Sexo é sobre a vida sobre contínua tortura opressiva. Projetado na personagem de uma soberba Catherine Deneuve, e sua descida macabra e alucinogena à insanidade, fruto do mal abusivo e opressivo que a cerca. Nunca um titulo fez tanto jus à sensação do expectador no final desse perturbador e inesquecível filme.

19. Suspiria (1977)

O ápice de uma carreira simplesmente brilhante. Suspiria consegue ser talvez a obra síntese de Dario Argento como cineasta, colocando todos seus elementos de marca autoral aqui juntos em cena: sua câmera voyeur acrobática; violência gráfica e brutal como se fosse uma pintura; os temas de obsessão e aberração sexuais; e adicione aí elementos sobrenaturais pagãos e um visual magnífico e você tem aqui uma obra aterrorizante e gratificante.

18. A Hora do Pesadelo (1984)

Se tivesse que escolher apenas um filme da filmografia de ouro de Wes Craven, não teria outro melhor candidato que o seu primeiro Hora do Pesadelo. A aventura slasher psicodélica surreal das mais divertidas e assombrosas já feitas no cinema, ao lado de um dos personagens mais aterrorizante, cômico e icônico como o inesquecível Freedy Krueger de Robert Englund que amamos temer. É impossível não se apavorar e se encantar com esse grande clássico!

17. O Enigma de Outro Mundo (1982)

É difícil olhar para essa obra-prima de John Carpenter e entender do porquê ela não recebeu um pingo do prestígio que merece na sua época de lançamento. Com um trabalho magistral de criação de suspense e mistério claustrofóbico dignos de um mestre, e o design diverso e grotesco da criatura é uma obra de arte por si só. Enigma é muito similar a Alien de Scott nesse sentido, um grupo de personagens quebrados e reais enfrentando a encarnação viva do puro mal, e que deixa ambos os gêneros da ficção científica e terror simplesmente orgulhosos.

16. Despertar dos Mortos (1978)

Se o primeiro filme da primeira trilogia de Zumbis de George A. Romero foi um marco revolucionário do gênero e a revitalização dos zumbis no cinema, sua continuação aqui não seria menos genial, se não ainda melhor! Expandindo o gênero e suas alegorias zumbis com fortes marteladas ácidas na derrocada capitalista e democrática americana, ao mesmo tempo em que é um excitante e tenso filme de sobrevivência primorosamente gratificante de se assistir. Talvez, o definitivo filme de zumbis no cinema!

15. Audição (1999)

De toda a extensa e variável filmografia de um diretor como Takashi Mike, poderíamos encontrar facilmente outros bons títulos para se configurar como assustadores ou perturbadores em diferentes sentidos. Mas nenhum tanto como Audição que honra com louvor, e pavor, o gênero Terror. Onde, de certa forma, realiza algo parecido que Hitchcock fizera em Psicose em nos enganar de que estamos assistindo a algo, para no final nos imergir em uma trama perturbadora, brutal e, inevitavelmente, inesquecível.

14. O Silêncio dos Inocentes (1991)

Já deu pra notar que tem muitas histórias de investigações policiais sombrias e psicológicas aqui na lista. Mas talvez, nenhum seja como Silêncio dos Inocentes. Um filme que a início parece uma jornada policial de sua forte protagonista do bem contra o mal, até que ela entra nas entranhas da investigação e os sombrios mistérios violentos e aterrorizantes que são revelados pela presença inesquecível de Anthony Hopkins como um dos maiores vilões do cinema em cena, Hannibal Lecter que odiamos e tememos amar. Uma experiência sombria, arrepiante e extremamente gratificante!

13. Alien – O Oitavo Passageiro (1979)

De fato, não é um trabalho menos que genial do que fazer de Alien uma obra-prima de ambos os gêneros da ficção científica e do terror como foi o que Ridley Scott fez aqui magistralmente. Indo muito além de ser só um mero “Tubarão no espaço”, o filme de Scott é uma ópera visual poética quase contemplativa através de sombrios corredores e sutis trocas de olhares entre misteriosos e complexos personagens. Enfrentando de frente um dos maiores monstros do cinema que toma forma de um demônio selvagem deturpador do natural humano. Simplesmente perfeito por toda sua projeção e para sempre icônico.

12. A Hora do Lobo (1968)

Para alguns um profundo e sombrio drama existencialista, assim como primorosos outros de seu diretor. Mas A Hora do Lobo consegue ser a obra de Ingmar Bergman onde ele nos transporta para dentro do cerne de todo o medo da solidão, frustração e opressão em uma jornada capaz de dar calafrios na espinha e um vazio na alma.

11. Prelúdio para Matar (1975)

De todos os ótimos suspenses macabros que Dario Argento já fez, talvez nenhum tenha alcançado o pico artístico tão magnífico de Prelúdio para Matar. O filme onde o diretor ousa brincar com toda a percepção do público em cima da história e revelar seus sombrios segredos das maneiras mais brutais possíveis. Nem Hitchcock teria feito um filme tão cinicamente hilário e aterrorizantemente misterioso e brutal na mesma medida de forma tão brilhante como aqui.

10. A Tortura do Medo (1960)

É de se esbasbacar após assistir à essa obra magistrado de Michael Powell e pensar que tal não é tão comentado ou melhor reconhecido nos dias de hoje. Muito já se falou da aula de direção simétrica e diegética que seu exímio diretor aqui realiza, mas é também graças à performance estrondosa de Karlheinz Böhm encarnando Mark Lewis, um dos maiores psicopatas do cinema de todos os tempos, é onde vemos não só um sombrio e macabro estudo de personagem, mas também uma jornada rumo âmago do prazer gratificante e tenebroso de seu assassino para com suas pobres vítimas, onde nada é mais afiado e letal do que uma câmera. Seria muito dizer que esse se trata de ser talvez o maior filme de serial killer já feito?!

9. O Massacre da Serra Elétrica (1974)

Talvez por definição, este seja mesmo o definitivo filme slasher de um psicopata mascarado desfigurado dislacerando jovens. Mas, em sua real essência, essa obra-prima de Tobe Hooper seja uma ode, uma ópera, uma sinfonia de caos e violência onde Leatherface é o maestro conduzindo o espetáculo de morte e caos com sua Serra elétrica. E as emoções de seu público são refletidas nos gritos pavorosos de suas jovens vítimas. Nada mais a declarar do que se não apenas fantástico!

8. Monstros (1932)

Talvez o primeiro daqueles filmes “what the fuck” que tanto repercutem até hoje, e com certeza encontram nesta obra-prima de Tod Browning o pai inspirador. Nada de conciso ou até “compreensível”, mas sua narrativa soturna e bizarra, assume uma camada fortemente alegórica em suas afiadas questões de preconceito, exclusão marginalização das diferenças, exploração e a vulnerabilidade dos excluídos da sociedade. E tão lírico e emblemático nessa sua rica composição, medonha e incompreensível em partes, mas gratificante e bela como um todo.

7. Tubarão (1975)

O terror de produção que Spielberg atravessou para esse filme com certeza foi a aura perfeita para vermos o brilhante suspense/terror aquático tão icônico como Tubarão é. Um filme que emerge o público em suas entranhas, graças a uma extraordinária direção Hitchcokiana de Spielberg e a agonizante trilha de John Williams, e a tensão e o medo não tem escapatória alguma para a invencível criatura que se aproxima mais e mais. Tan tan tan tan tan tan tan

6. Nosferatu (1922)

Muito antes de Bela Lugosi, Klaus Kinski, Christopher Lee e Gary Oldman; Max Schreck já fincara aqui de forma brilhante sua icônica performance como o vampiro maligno, antes do nome Dracula se tornar um trade comercial do cinema. Neste filme que facilmente é a experiência definitiva de história de vampiros que inspirou gerações até hoje no gênero. F. W. Murnau realizou um bom número de filmes classificaveis como terror que compartilharam de sua brilhante técnica expressionista, mas talvez nenhum tão genial como Nosferatu.

5. O Gabinete do Dr. Caligari (1920)

O primeiríssimo grande filme de terror feito que até hoje se mantém como um dos pilares magistrais e influenciadores do gênero e de todo o cinema. Para isso só tem que agradecer a extraordinária direção de Robert Wiene que faz do filme de definitivo do Expressionismo Alemão uma experiência misteriosa, sombria, perturbadora e nada menos que soberba. Uma obra até hoje capaz de causar os calafrios mais gélidos na espinha.

4. Psicose (1960)

De tantos thrillers e suspenses que Hitchcock já fez em vida, acho que poucos alcançaram os pés no Terror como Psicose fez tão magistralmente. O filme que engana seu expectador por completo, e o suga para dentro de sua trama macabra e lhe violenta como uma das várias vítimas da psicopatia dos Bates, e promete nunca mais ser esquecido como o clássico monumental que é.

3- O Bebê de Rosemary (1969)

Não há nada mais aterrorizante do que viver assombrado pelas pessoas que moram à nossa volta; conosco e dentro de nós. E esse é o fatídico destino da pobre Rosemary de uma SOBERBA Mia Farrow; ver sua inocência sendo deturpada pela aterrorizante direção de Polanski que a prende num antro de perversidade onde o bom e puro não tem lugar de convivência. E por isso, e mais, é tão absolutamente fantástico!

2- O Iluminado (1980)

Se Stanley Kubrick ao longo de sua carreira fora conhecido por ter deixado sua marca autoral em cada gênero alicerce do cinema, o seu O Iluminado claramente se qualifica como sua obra definitiva do terror. Uma premissa Stephen Kingiana que se torna um prato cheio para o diretor criar um sombrio e aterrorizante estudo de personagem rumo à insanidade, com uma performance central nada menos que icônica de Jack Nicholson. Uma assombrosa obra-prima!

1- O Exorcista (1973)

E tinha como ser outro?! Talvez nenhum outro filme dessa lista alçou o que a obra-prima de William Friedkin conquistou aqui em sua representação da luta do bem contra o mal, do puro contra o profano. Trazer a essência do puro mal se revestindo por toda a tela e marcando para sempre a memória daqueles que se assombraram com esse clássico magistral do terror e de todo o cinema. Os pesadelos causados por essa obra-prima são instantâneos e para sempre!

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