Hitchcock é desses velhos mestres desenvolvidos dentro da indústria. Começaram, formaram-se, atingiram o ápice e a inevitável decadência inseridos no sistema de estúdio. Para muitos o maior diretor de todos, não é difícil encontrar em sua vasta filmografia títulos excelentes – difícil, contudo, é selecionar apenas os cinco melhores a seguir.

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5. Intriga Internacional

Este é certamente o pai de muitos filmes modernos de espionagem e perseguição, a incursão do diretor no gênero da aventura. Novamente, temos a culpa recaindo sobre um inocente, mas aqui o registro é outro: o da ação física, território onde mais uma vez Hitchcock pode exercitar todo o seu domínio técnico do espetáculo.

4. A Tortura do Silêncio

Hitchcock explora aqui o máximo da expressividade em preto e branco num enredo sobre fé e autoexpiação. É também mais uma das impressionantes performances de Montgomery Clift, talvez um dos menos celebrados entre os grandes atores da antiga Hollywood.

3. Janela Indiscreta

O que “Um Corpo que Cai” tem de romântico e “Psicose”, de chocante, esta direção de Hitchcock tem de provocativa. Um suspense leve, não raro engraçado, mais um caso em que o diretor brinca com os limites formais autoimpostos (aqui, notadamente os espaciais). É preciso ser simpático ao tipo de humor britânico e tipicamente hitchcockiano para se deixar levar pelo enredo e pelos personagens.

2. Psicose

O exemplar de “horror barato” de Hitchcock é chocante em seu desenrolar e – como não poderia deixar de ser – dotado de um deslumbramento estético que apenas os grandes cultuadores da arte cinematográfica são capazes de oferecer. Hitchcock abusa das técnicas de montagem, criando cenas inesquecíveis – e também muito repetidas, verdadeiras referências da cultura audiovisual.

1. Um Corpo que Cai

Este não é apenas o melhor filme dirigido por Alfred Hitchcock: é, eventualmente, o melhor filme já feito. Um suspense trágico, romântico, enciclopédico no uso da linguagem cinematográfica (e seus truques mecânicos) e repleto de referências eruditas e significados. Tudo no filme é atordoante: a fotografia, as paisagens, a beleza de Kim Novak, a música de Bernard Herrmann, a arte gráfica de Saul Bass. Muita coisa que a aparece aqui você já viu em outro lugar porque este é também um dos filmes mais imitados e homenageados dentro da indústria.

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