Jean-Luc Godard é o diretor francês mais polêmico – e um dos mais prolíficos. Sua extensa filmografia apresenta todo tipo de filme: desde os raros exemplares mais próximos à demanda de mercado até os experimentais quase impenetráveis.

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Selecionamos aqui seus cinco melhores – para amar, odiar ou discordar frontalmente.

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5. Uma mulher é uma mulher

Você acha que aquela “série do streaming” é tão original até perceber como um filme como este é origem de boa parte de sua inventividade despreocupada. Esta é uma segura fonte de inspiração e referência para grandes diretores (como Woody Allen) e roteiristas de TV, um exemplar godardiano aparentemente leve, musical, tipicamente francês e em diálogo – ainda que eventualmente despropositado – com as demandas do mercado exibidor.

4. A Chinesa

Este filme marca uma espécie de passagem do Godard essencialmente cineasta para aquele essencialmente político, influenciado pelo turbilhão ideológico da época. Apesar disso, é um exemplar cinematográfico inventivo, ora panfletário, ora perverso em sua autorreferência. Atual e nada ingênuo, prenúncio involuntário da derrocada de todo um universo de ideias que, ainda no cinema atual, sobrevive como um espantalho comodamente posicionado dentro da indústria.

3. O bando à parte

Quando não está simplesmente servindo de menino de recados para uma agenda ideológica, Godard é um incansável inventor de linguagem, um experimentador prazeroso, capaz de tornar cenas aparentemente banais num festival de referências, comentários sociais e elaboração estética. Aqui, ele é criativo desde os títulos de abertura, propondo ainda cenas que depois seriam repetidas e homenageadas por outros cineastas.

2. O Desprezo

Este é talvez o melhor filme do diretor para quem não gosta de seu estilo – ou mesmo ainda não conhece qual é. Aqui, Godard se aproxima de alguns cânones da indústria para expor suas entranhas: o resultado é ao mesmo tempo ácido e romantizado e se parece bastante com um tipo de cinema europeu de exportação concebido na época.

1. Acossado

Possivelmente sua direção mais famosa, este é o celebrado clássico que parece não sair de moda, referência permanente para cineastas iniciantes e consagrados. Aqui, Godard ainda é um turbilhão de contradições ideológicas, um amante do cinema americano da época e, especialmente, um realizador criativo, não interessado ainda em massacrar a audiência com seu discurso político.

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