Agatha Christie é, sem sombra de dúvida, a mestra do suspense. Em sua extensa e controversa carreira, pautada em acontecimentos duvidosos e assombrosos – incluindo um desaparecimento sem precedentes -, a autora britânica conseguiu cativar um público que até hoje cresce exponencialmente, além de ter entrado para a história como a romancista mais vendida de todos os tempos. Logo, é inegável dizer que suas diversas obras serviram de inspiração para narrativas contemporâneas, releituras, adaptações e cada vez mais investidas no gênero do mistério.

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Em homenagem a seu legado e à recente estreia de Assassinato no Expresso do Oriente, uma de suas histórias mais famosas, separamos alguns livros que você realmente precisa conhecer se é fã de Christie. Confira:

Obs.: excluímos os livros da autora, visto que temos uma matéria única com suas melhores obras.

PEQUENAS GRANDES MENTIRAS

Liane Moriarty é um nome que merece atenção. Apesar das poucas obras publicados, sua competência e originalidade narrativa é um dos aspectos que a tornam digna de entrar nessa seleção. Seu livro de estreia, Pequenas Grandes Mentiras, é uma aula de montagem paralela narrativa que se passa numa pequena cidade e tem como protagonistas três mulheres de intensa personalidade que são unidas por um crime inexplicavelmente horrendo: a morte de um dos habitantes da comunidade. O sucesso foi tamanho, que o livro recebeu um tratamento para a televisão e inclusive levou para casa várias estatuetas do Emmy Awards.

CRIME E CASTIGO

A literatura russa possui um marco transitório de grande peso em sua história: Crime e Castigo. O thriller psicológico foi escrito por Fiódor Dostoiévski e analisa de forma profunda e humana como o dilema entre o que é certo e o que é justo pode desencadear uma série de crises existenciais que remontam até mesmo à própria concepção de moral. A narrativa traz com foco principal o jovem estudante Rodion Românovitch Raskólnikov, que comete um assassinato e se vê perseguido por todos à sua volta por sua incapacidade de continuar sua vida após o delito, com enfoque em atingir a paz e a salvação através do sofrimento. O mistério, na verdade, emerge como uma perspectiva intimista que inclusive é utilizado como grande inspiração para Cisne Negro (2010).

 

O NOME DA ROSA

É comum associarmos narrativas de mistério à contemporaneidade vivida por seu autor. Normalmente, os mistérios discorrem acerca de acontecimentos ou temas recentes à sociedade em que romancistas estão inseridos, mas quando essa perspectiva foge à regra, não podemos deixar de ficar interessado. É exatamente isso o que Umberto Eco faz em sua obra-prima, O Nome da Rosa, transferindo uma atmosfera tensa, mortal e perscrutada por um jogo de gato e rato para meados da Idade Média. A trama principal gira em torno de Guilherme de Baskerville, frei inglês, e Aslo, seu aprendiz, os quais chegam a uma abadia para investigarem os assassinatos de monges e escribas católicos, cujas circunstâncias são condenáveis e assustadoras.

DOM CASMURRO

Não é um costume muito conhecido enxergar as obras de Machado de Assis como grandes obras de suspense, mas sim como análises realistas do ser humano e de sua inclinação para o erro e para “atos pecaminosos”, por assim dizer. Entretanto, se olharmos para o escopo geral, veremos que Dom Casmurro, um de seus romances mais famosos, é uma das primeiras investidas brasileiras no gênero de mistério: afinal, a história gira em torno de Bentinho, apelidado como Dom Casmurro, e suas inconstâncias psicológicas que o levam a desconfiar constantemente da fidelidade de seu par romântico, Capitu, e a colocá-lo numa jornada interna por respostas – que eventualmente nunca aparecem. Afinal, ela traiu ou não Bentinho?

O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS

John le Carré é um dos grandes nomes da literatura contemporânea e já teve várias de suas aclamadas obras adaptadas para a televisão e para o cinema. Sem dúvida, uma de suas melhores investidas é em O Espião que Sabia Demais, cuja história gira em torno de George Smiley, outrora um dos mais respeitados espiões do Circus, o serviço secreto inglês. Após um fracasso em sua última missão, Smiley é forçado a se aposentar, mas ele encontra uma chance de se redimir ao entrevistar, a serviço de um político, um agente que atuou em missões no Extremo Oriente, Ricki Tarr, que revela a Smiley a existência de um agente duplo infiltrado no Circus. Smiley percebe rapidamente que esse agente foi o responsável por seu afastamento, e agora, para restaurar sua credibilidade, precisa descobrir a identidade desse espião, localizá-lo e eliminá-lo.

O MISTÉRIO DE EDWIN DROOD

Charles Dickens estava trabalhando neste livro quando morreu subitamente aos 58 anos de idade. Seu imenso e fiel público leitor ficou desolado, ainda mais que O Mistério de Edwin Drood era sua primeira incursão pelo nascente gênero da literatura policial e ele não deixou qualquer roteiro sobre como pretendia encaminhar e concluir a história. Dois anos depois, Dickens retornava, através da mediunidade de Thomas P. James, jovem e inculto médium americano, para finalizar a obra. O livro narra um triângulo amoroso e explora temas como vício em drogas, perseguição e assédio sexual – e o mistério acerca de seu término e publicação deu origem a um grande romance intitulado O Último Dickens, de Alexandre Raposo.

DRAGÃO VERMELHO

Uma obra-prima do suspense e do mistério, Dragão Vermelho é a história de um agente do FBI, especializado em serial killers. Ele entra em colapso após a caçada a um psicopata extremamente perigoso. Mas seus serviços são novamente requisitados quando um serial killer começa a matar famílias inteiras, quebrando espelhos da casa e colocando os cacos diretamente nos olhos das vítimas. E para resolver esse caso, ele conta, a contra gosto, com a ajuda de um de seus maiores inimigos, o psiquiatra sociopata, o doutor Hannibal Lecter.

BONECO DE NEVE

Boneco de Neve foi eleito como o melhor thriller criminal do escritor norueguês Jo Nesbo – e não é para menos: trazendo em suas páginas um dos detetives mais contraditórios de todos os tempos, Harry Hole, a narrativa gira em torno de tenebrosos assassinatos em série que ocorrem na cidade de Oslo, dentro da qual esse psicopata cria as próprias regras: um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente.

 

O CHAMADO DO CUCO

Depois da saga Harry Potter e do drama realista Morte SúbitaJ.K. Rowling resolveu apelar para seu lado investigativo e lançar a série de romances focados no detetive Cormoran Strike, iniciando com o mistério O Chamado do Cuco sob o pseudônimo de Robert Galbraith. Impregnado pela atmosfera sombria de Londres, este extraordinário livro já rendeu duas sequências e uma produção televisiva minisseriada, resgatando os melhores elementos das narrativas policiais clássicas com alguns twists modernos e saídas engenhosas para a trama principal.

MR. MERCEDES

Ainda é madrugada e, em uma falida cidade do Meio-Oeste, centenas de pessoas fazem fila em uma feira de empregos, desesperadas para conseguir trabalho. De repente, um único carro surge, avançando para a multidão e atropelando vários inocentes antes de escapar. Meses depois, o detetive Bill Hodges ainda é atormentado pelo fracasso na resolução do caso, e passa os dias em frente à TV, contemplando a ideia de se matar. Ao receber uma carta de alguém que se autodenomina o Assassino do Mercedes, Hodges desperta da aposentadoria forçada, decidido a encontrar o culpado. Mr. Mercedes narra uma guerra entre o bem e o mal, e o mergulho de Stephen King na mente obsessiva e psicótica desse assassino é tão arrepiante quanto inesquecível.

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