Quando Michael Myers voltou para casa em 31 de outubro de 1978, o cinema de terror americano ganhava um marco eterno. A franquia Halloween se estabelecia como uma das mais populares do gênero slasher, e inspirou diversos “seguidores” a criarem seus próprios monstros em inúmeras outras franquias. 

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Não sempre um sucesso fácil, a franquia teve seus muitos altos e baixos, contando com reboots, retcons, remakes e tudo o que você pode imaginar. Assim, trazemos aqui nosso ranking de todos os filmes da saga, começando do pior ao melhor.

Confira:

10. Halloween 6: A Última Vingança (1995)

É um daqueles casos de “o que diabos os roteiristas fumaram nessa?”. Tentando desesperadamente amarrar os eventos de todos os filmes envolvendo Michael Myers, A Última Vingança descamba para o ridículo ao apostar em seitas macabras e maldições que justifiquem os “poderes” de Michael e sua habilidade implacável, mas jamais funciona de forma efetiva. Pior ainda é ver a personagem de Jamie Lloyd porcamente resolvida, além de um Paul Rudd risível em um de seus primeiros papéis.

9. Halloween 5: A Vingança de Michael Myers (1989)

Com Michael Myers fazendo sucesso em seu retorno no filme anterior, os produtores jogam no seguro e entregam um dos filmes mais sem graça e descartáveis da franquia. A Vingança de Michael Myers carece de uma boa direção, de personagens cativantes e ainda oferece a péssima ideia de criar uma conexão neural entre Jamie e o assassino. Acho que isso diz tudo, certo? Próximo.

8. Halloween: O Início (2007)

Michael Myers entra na era dos remakes pelas mãos de Rob Zombie, que se propõem a uma abordagem mais psicológica e violenta sobre a infância e crescimento do assassino. Há elementos interessantes e aqui e ali, com destaque para o bom retrato de Malcolm McDowell como Samuel Loomis, mas no mais, é apenas um exploitation de mal gosto. É difícil decidir se Zombie é pior diretor ou roteirista, algo que fica mais evidente quando a trama avança e simplesmente oferece uma cópia mal feita do filme original. Mas é definitivamente o mais sangrento.

7. Halloween 2 (2009)

Na segunda incursão de Zombie nos eventos de Haddonfield, as coisas saem um pouquinho melhor. Sem interesse em repetir a trama dos anteriores, o diretor e roteirista tenta mergulhar ainda mais fundo na cabeça de Michael Myers, oferecendo sequências oníricas onde o assassino é guiado pelo espírito sinistro de sua mãe – o que garante boas resoluções visuais. Infelizmente, são pequenos momentos em um filme que ainda carece de uma condução digna, e nem quero imaginar como Jamie Lee Curtis deve ter reagido ao ver o que foi feito de Laurie Strode nessa versão.

6. Halloween III: A Noite das Bruxas (1982)

O famoso filme sem Michael Myers, após uma proposta da Universal em apostar no formato de antologia, tem a melhor das intenções. É uma trama assumidamente B e pulp, que parece ter saído de uma ideia rejeitada para Além da Imaginação, e que acerta na ambientação do Dia das Bruxas e teorias da conspiração envolvendo grandes corporações. Porém, é um roteiro fraquíssimo e povoado por personagens insuportáveis e que não consegue abraçar todo o potencial da proposta maluca.

5. Halloween: Ressurreição (2003)

Provavelmente em uma posição mais alta do que comparada a outras listas por aí, devo dizer que Ressurreição não merece todo esse hate. É um dos poucos filmes da saga que realmente tenta algo novo com Michael Myers, enfim livrando-se do arco de Laurie Strode e seus descendentes, para experimentar algo mais próximo de uma comédia sombria ao apostar em um reality show sendo sabotado pela presença súbita do assassino. É um roteiro fraco e com personagens insuportáveis, mas o conceito e a direção de Rick Rosenthal tornam a experiência um bom guilty pleasure.

4. Halloween H20: Vinte Anos Depois (1998)

Beneficiando-se do retorno de Jamie Lee Curtis ao papel de Laurie Strode, H20 traz o toque do terror mais self aware de Pânico em uma trama que celebra o aniversário do clássico de Carpenter. Ainda que não traga nada necessariamente novo (e o jovem Ethan Hawke seja absolutamente insuportável), é divertido por trazer Curtis de volta e ignorar toda a maluquice dos capítulos anteriores.

3. Halloween II: O Pesadelo Continua! (1981)

Arriscando-se a continuar uma trama perfeitamente fechada e atmosférica, Rick Rosenthal e a Universal não fazem feio com a primeira continuação da franquia. Claro, falta a direção elegante de John Carpenter e o fator surpresa impossível de se replicar, mas toda a atmosfera em torno do hospital sombrio, o senso de imediatismo por termos uma continuação direta e a excelente performance de Jamie Lee Curtis fazem valer a visita.

2. Halloween 4: O Retorno de Michael Myers (1988)

Mesmo que seja uma reciclagem de outras ideias da concorrência – e nem de longe se equipare ao brilhantismo do original – O Retorno de Michael Myers é uma boa continuação. É eficiente em atualizar e trazer novas ideias para o mesmo conceito claustrofóbico e da noite de Halloween, ao mesmo tempo em que oferece rimas inteligentes com seu primogênito. Mas o grande acerto fica mesmo com a pequena Danielle Harris, que faz um excelente trabalho ao fornecer empatia a uma personagem que tinha tudo para parecer forçada, mas que segue com honra o legado de Jamie Lee Curtis.

1. Halloween: A Noite do Terror (1978)

Não tinha como ser outro. Mesmo 40 anos depois, Halloween: A Noite do Terror permanece como um dos clássicos definitivos para o gênero do terror. Popularização do slasher e de recursos narrativos valiosos, o filme de John Carpenter ilustra as infinitas possibilidades de se realizar algo de qualidade com recursos limitados, tendo a criatividade e uma visão sofisticada como força motriz. Um clássico absoluto do terror americano, e que para sempre será uma referência a jovens cineastas.

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