Já era mais do que hora de rankearmos um diretor como Darren Aronofsky por aqui. Ainda mais aproveitando o seu novo e já muito baladíssimo Mãe!, que ajuda a lembrar o grande amor e ódio que divide o público desse diretor tão autoral em seu estilo invocativo e desafiador. E sua maestria em contar suas ambiciosas histórias na forma exata que quer conta-las, e provocar tanto o sentimento de repudia de muitos, e o encanto de outros na mesma medida.

» Siga o Bastidores no Facebook , Instagram e no Twitter e fique por dentro de todas as notícias! «

Então confira aqui agora, todos os filmes de Darren Aronofsky rankeados do “pior” ao melhor!

7. Pi (1998)

A definição de filme experimental pode ser muito bem aqui resumida na primeira investida de Darren Aronofsky no cinema. Que com sua emulação do cinema surreal de David Lynch condensada em uma montagem quase videoclipzada em cima de um texto frágil e ao mesmo tempo potente em suas questões filosóficas e matemáticas sobre o presente e o tempo na mundana existência do humano, vemos o diretor em busca de sua voz artística, autoral e pessoal como cineasta. Embora não faça lá da melhor maneira, é ainda um espécime bem interessante de sua filmografia que já denotava vários de seus elementos de seu cinema hoje.

6. Noé (2014)

Todo cineasta deve sonhar em realizar um épico bíblico durante a carreira, e Aronofsky o certamente faz aqui em seu melhor jeitinho divisor de águas de ser. Que se por um lado irrita vários por sua abordagem de filme blockbuster de fantasia e aventura em cima de uma história bíblica, consegue (em parte) convencer os mais críticos em seus temas humanistas e religiosos levantados de forma seca e dura, junto de um visual exuberante. Certamente falho e não para todos os gostos, mas uma interessante abordagem tão famosa história da arca dos animais e criações de Deus.

5. O Lutador (2008)

De um diretor como Aronofsky, talvez nunca se pensou em ver um estudo de personagem tão extraordinário como O Lutador sendo entregue pelo diretor. Onde excelentemente entrega um retrato tão real e doloroso do corpo e espírito humano completamente desgastado e quebrados no limiar de uma vida coberta de arrependimentos e se agarrando nos últimos estilhaços de felicidade. Tudo carregado por uma performance não menos que soberba de Michael Roorke em cena.

4. Mãe! (2017)

Mãe! é a realização mais autoral de Darren Aronofsky até então, encerrando sua trilogia temática sobre a Fé e o cristianismo com Fonte da Vida e Noé. Como de costume, a obra é extremamente divisiva, mas muitíssimo feliz em sua proposta de suscitar o debate sobre a mensagem provocante do longa. Com grandes atuações, proposta estética arregimentada e muita originalidade, Aronofsky pode ter conseguido criar sua obra-prima, mas isso só o tempo dirá.

3. Cisne Negro (2010)

Assim como em O Lutador, eis que vemos Aronofsky buscando se aprofundar na psique de sua protagonista em um exímio estudo de personagem, mas que se leva a caminhos surreais, metafóricos e sombrios ao adentrar no embate moral e psicológico de sua personagem contra seu lado pérfido e sombrio para alcançar a perfeição que tanto deseja. E tanto a performance fantástica de Natalie Portman e o texto e direção afiados de seu diretor tornam Cisne Negro em uma experiência inesquecível e um digno clássico moderno.

2. Fonte da Vida (2006)

Um diretor sempre tem aquela obra em sua filmografia que é absolutamente ignorada por muitos de forma completamente injusta. E esse é Fonte da Vida para Aronofsky, um filme que demonstra a síntese de seu ‘eu’ autoral e criativo na forma que invoca uma trama tão ambiciosa e ampla em seus temas existenciais e espirituais. Que vai com certeza desagradar aos que buscam uma espécie de narrativa direta e “coerente”, e talvez encantar aos que procuram um cinema em seu puro estado desafiador, artístico e extremamente emocionante.

1. Réquiem para um Sonho (2000)

Réquiem é, em todo merecimento de sua definição, uma experiência: enervante, tenebrosa, seca, trágica e, também, emocionante. Que constrói personagens tão reais e ao mesmo tempo tão puros, e submete ao púbico assistir a derrocada individual de cada um rumo ao pior que o vício tem a lhes dar. A lição aqui é que não há final feliz em vidas já condenadas pela fixação no tentador mal. E que no final resulta aqui em seu filme mais memorável e talvez o mais especial entre outros grandes.

Achou uma ordem justa ou polêmica como o diretor? Qual o seu favorito de Darren Aronofsky?

Comente!