Aproveitando o lançamento do divisor Valerian e a Cidade de Mil Planetas, aproveitamos aqui para relembrar da longa e também divisora carreira do cineasta que é Luc Besson.

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Cheio de seu esmero visual e conceitos interessante originais em diversos gêneros, mas a qualidade é sempre um debate vivo no que se refere aos seus filmes, que rankeamos aqui do pior ao melhor!

Confira:

14. Trilogia Arthur e os Minimoys (2006 – 2009 – 2010)

Alguns diretores tem aquele momento na carreira que é a fixação no inescrupuloso. E eis esse momento onde Luc Besson mediu todos os seus esforços para realizar essa trilogia de fantasia e aventura para toda a família com pitorescos efeitos 3D. Mas o texto é tão infantil e o CGI tão vergonhoso que essa mini saga de Besson acaba caindo morto na praia. Mas há quem goste pela presença interessante de David Bowie como o vilão Malthazar.

13. As Múmias do Faraó (2010)

Uma coisa é certa, o filme de aventura e humor para entreter toda a família não é mesmo o gênero onde Besson consiga mostrar muito de seu lado de autor cinematográfico. Embora esse pequeno filme aqui até que consegue ser sim uma divertida sessão da tarde.

12. A Família (2013)

Quando Besson foi e tentou fazer uma mistura de comédia bobalhona família americana entrando em crise misturado com comédia de humor negro ala Martin Scorsese, e o resultado até diverte em momentos embora o desenvolvimento seja bem sofrível. Mas admito que o elenco até que possuí uma boa química em cena e entretêm em momentos pontuais em meio de outros de vergonha alheia.

11. Lucy (2014)

O retorno de Besson ao filme de ação com a protagonista feminina fodona, e a sua tentativa mirabolante de misturar com conceitos evolutivos de ficção científica e temáticas existenciais filosóficas. Ou seja, um certo filme de “ação art-house” com uma decente performance de Scarlett Johansson e um belo visual. Mas a falta de sutileza na fluidez frenética da trama e exageros grandilouquentes de sua trama tiram o brilho do que poderia ser um ótimo filme mas que acaba sendo apenas divertido e esquecível.

10. Valerian e a Cidade de Mil Planetas (2017)

Um que tinha tudo para ser revolucionário, mas a obra de paixão de Luc Besson pode trazer a ruína do estúdio do cineasta. Visualmente deslumbrante, Valerian peca pela narrativa esdrúxula, apressada para uma história a lá Scooby Doo bem pálida e sem graça. A mensagem é válida, mas chegar no cerne da reflexão é um tanto complicado por conta das milhares distrações que Besson enfia no filme.

9. Angel-A (2005)

Um retorno bem notável e eficiente em boas partes de Besson para o cinema indie, focado aqui em um drama existencialista e sobre aceitação edificante e funcional em bons momentos, mas melodramático e vazio em outros. Não é um bom equilíbrio, mas ainda um filme bonitinho para se assistir pelo menos uma vez na vida.

8. Imensidão Azul (1988)

Eis aqui um de seus filmes com mais apelo nostálgico por muitos de seus fãs e admiradores com ressalvas. Mas é de fato inegável o carinho e paixão com que Besson dirige aqui um de seus mais pessoais e mais originais e subestimados filmes, com carismáticas caracterizações e uma boa mistura de humor e drama na mesma medida.

7. Além da Liberdade (2011)

Uma interessante e até eficiente investida do diretor no drama biográfico de uma figura tão pouco lembrada mas inegavelmente importante como Aung San Suu Kyi, com uma interpretação nada menos que ótima de Michelle Yeoh. Mas uma certa falta de sutileza na abordagem de Besson que retira parte de uma grande essência emocional dramática, e até artística, que esse bom filme poderia ter em maiores níveis!

6. Joana D’arc (1999)

Aquele momento onde o diretor é um tanto polêmico em sua retratação histórica e biográfica de uma personagem tão complexa, e santificada – ao mesmo tempo que consegue ser tão interessante e instigante quanto em seu estudo psicológico e humano da protagonista em questão com talvez a melhor performance de Mila Jovovich, e ser ainda um épico de cavaleiros e espadas bem realista, sangrento e sombriamente gratificante. No final, talvez seja o perfeito caso de um ame ou odeie.

5. Subway (1985)

Outra de suas obras mais experimentais na bizarra e interessante mistura de filme de assalto com ação e romance e cheio de seu peculiar humor ala francês. E se não são todos os momentos ou misturas que funcionem pra você, há que dar o braço a torcer pelo carismático e deveras belo par contraditório romântico entre Isabelle Adjani e Christopher Lambert em perfeita sintonia cômica e tocante aqui.

4. O Último Combate (1983)

A estreia de Besson no cinema não poderia ser menos interessante como a obra que aqui se apresenta. E com certeza não será esse que conquistará a todos onde já vemos as suas peculiaridades autorais de humor bizarro, ação e ficção científica pós apocalíptica, em um cenário que transpira o cinema mudo e uma riquíssima linguagem visual nas concepções de seus personagens e os temas sociais em que aborda. Pode não ser o seu melhor, mas é sem sombra de dúvidas um experimento interessante de seu estilo e habilidades.

3. Nikita – Criada para Matar (1990)

Quando Luc Besson mostrou de verdade seu lado diretor de ação e não queríamos que ele a deixasse nunca. Há quem reclame da excentricidade de seus personagens e trama desconstrutiva da familiaridade reconhecível por filmes de ação com heroínas femininas. Mas é exatamente nesse foque humano e humorado que o filme de Besson consegue tanto brilhar. E Nikita da ótima Anne Parillaud merece estar no hall de heroínas ao lado de Sarah Connor e Ellen Ripley.

2. O Quinto Elemento (1997)

Raros são os casos onde podemos ver um filme tão pessoal de um diretor ser um dos melhores exemplares do que podemos encontrar no seu cinema. Ação frenética; humor disparatado; personagens caricatos, peculiares mas cheios de vida e pureza. E ainda uma trama tão original e rica em sua construção de universo. Um dos filmes mais especiais do diretor!

1. O Profissional (1994)

O amado por todos e não à toa. O Profissional apenas segue o seu disfarce de um perfeito filme de ação violento para revelar em deu cerne a sua verdadeira identidade dramática íntima no relacionamento tão puro e rico entre o assassino durão que é um crianção de coração mole Léon de um ótimo Jean Reno e a apaixonante Mathilda de uma FANTÁSTICA Natalie Portman. A pequenina e obra-prima de Luc Besson.

Está uma ordem coerente para o diretor? Qual o seu favorito de Luc Besson?

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