Criado há 80 anos, o Superman se tornou um fenômeno desde a sua primeira aparição. O personagem surgiu como uma novidade, pois super heróis praticamente inexistiam nos quadrinhos daquela época. O sucesso instantâneo do Homem de Aço  fez com que o personagem fosse adaptado para diversos outros meios de arte. Com isso surgiram animações sobrei e séries de TV sobre herói, que fizeram aumentar ainda mais o popularidade do Azulão. Apesar de amado pelo público, o Superman demorou um pouco para ganhar seu próprio filme, visto os alto orçamento que seria necessário para produzir algo digno. Em 1978, 40 anos após o seu surgimento, o herói finalmente ganhava uma adaptação para a sétima arte, pelas mãos do Richard Donner, que foi capaz de entregar um filme a altura do protagonista. Outros longas surgiram após o primeiro e, diferentemente do que aconteceu nos quadrinhos, o caminho do filho de Krypton na sétima foi extremamente tortuoso, com obras cinematográficas muito aquém do seu tamanho.

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Dito isso, pensei em fazer um ranking dos filmes do Superman. A lista é baseada em uma visão extremamente pessoal, que não é compartilhada por todos os colaboradores do site.


9. SUPERMAN IV – EM BUSCA DA PAZ

Superman IV foi a última vez que Christopher Reeve vestiu o manto do Azulão, e infelizmente sua despedida é lembrada até hoje como um dos piores filmes de super herói já feitos. A premissa da história é até muito bem pensada. O Homem de Aço começa a se preocupar com a corrida armamentista que está acontecendo entre União Soviética e Estados Unidos, e decide intervir para poder evitar uma guerra nuclear. Porém, uma ideia promissora teve uma execução horripilante.

O roteiro é extremamente mal desenvolvido, com diversos furos, e extremamente idiota. A direção de Sideny J Furie é extremamente medíocre, e o máximo que consegue causar é um bocejo. E o que falar do vilão Homem Nuclear? Criado pelo vilão Lex Luthor ( alias, eu realmente gostaria de saber o porque de Gene Hackman ter aceitado participar desse filme), a partir de um fio de cabelo do Superman que foi enviado ao sol (sim, exatamente isso que você leu), o personagem, interpretado pelo medíocre Mark Pillow, é totalmente genérico e patético ao extremo, que apenas sua lembrança já causa o sentimento de vergonha.

Reeve até que tem uma atuação até que elogiável, mas infelizmente não foi o bastante para salvar o longa de um retumbante fracasso. Definitivamente o ator não merecia se despedir do personagem dessa maneira, e nem o Superman merecia que um filme desse fosse feito.


8. SUPERMAN III

Depois de dois filmes elogiados por crítica e público, o que resultou em sucesso financeiro, o Superman ganharia um terceiro longa, lançado em 1983, e dirigido por Richard Lester. O diretor havia sido responsável por assumir as filmagens da continuação do filme de 1978, após a conturbada saída de Richard Donner. O sucesso de Superman II garantiu a Lester o direito de dirigir a sequência, o que provou ser uma escolha totalmente equivocada.

Lester decidiu trazer para esse filme um tom mais galhofa. Isso já é deixado claro pela escolha do comediante Richard Pryor como vilão da trama. O humor extremamente exagerado fez com que o filme se transformasse em algo extremamente bobo e perdesse totalmente o tom de aventura que antes havia sido estabelecido,e que também não combinada com o personagem. O roteiro então consegue ser ainda pior, pois é extremamente mal desenvolvido, algumas vezes confuso e sem a mínima criatividade.

O único motivo para esse filme ser melhor que seu sucessor é devido a abordagem ” maligna” do Homem de Aço que acontece no meio da trama. Superman acaba sendo infectado por uma kryptonita vermelha ( na verdade é verde, mas que foi alterada) e começa a perder todo o seu senso de moral, se torna mais ” humano”. Essa parte do filme é realmente bem feita, muito devido a boa interpretação de Reeve, que consegue trabalhar muito bem essa versão defeituosa do herói. E ainda temos um confronto bastante bem feito entre a versão má do Superman contra sua versão boa, que é bastante memorável.


7. SUPERMAN, O RETORNO

Depois do fracasso retumbante que foi Superman IV, a Warner Brothers decidiu manter o personagem na geladeira por quase 20 anos. Em 2005, Christopher Nolan dava início a sua aclamada trilogia do Cavaleiro das Trevas, com o filme Batman Begins. O sucesso do longa fez com que a WB decidisse trazer o Homem de Aço de volta para o cinema. O escolhido para dirigir o novo filme do maior super herói dos quadrinhos foi Bryan Singer, que na época estava em alta devido as duas adaptações que fez dos X-Men, o segundo alias sendo considerado um dos melhores filmes de heróis já feitos.

A expectativa era alta para o retorno do Homem de Aço ao cinema, expectativa que infelizmente não foi recompensada. O roteiro escrito por Singer é quase que uma cópia do filme de Richard Donner. Segundo Bryan, essa foi a maneira que ele encontrou para homenagear aquele que desde pequeno foi seu grande ídolo. Então temos uma história que faz muitas homenagens, mas é pouco envolvente e extremamente raso. Sem falar que plano do vilão Lex Luthor, a criação de um novo continente a partir de cristais da fortaleza da solidão, poderia ser aceitável se tivesse sido colocado numa HQ da Era de Prata, mas era um filme.  A direção de Singer, apesar de esteticamente muito bem feita, é muito monótona e são raros os momentos em que consegue animar o público.

Mas a pior parte do filme fica com as interpretações. Brandon Routh era fisicamente muito semelhante a Reeve, mas as similaridades param por ae. O ator, até então um novato em produções cinematográficas, não tinha o carismas nem a imponência necessária para interpretar um personagem tão grande. Kate Bosworth é sem dúvida a pior Lois Lane da história. Igualmente a Routh a atriz não tinha nenhum carisma, e tinha o agravante de que ela tinha apenas 22 anos na época do filme. Ou seja, era difícil da atriz conseguir transmitir para o público a maturidade necessária de uma jornalista consagrada e mãe de uma criança de 5 anos. Kevin Spacey é o único do elenco principal que fez uma atuação digna, pena que foi sabotado pelo roteiro.

Apesar da crítica elogiar o longa, o público rejeitou completamente. Isso fez com que o estúdio desistisse de uma continuação, e começasse a planejar um reboot, que seria lançado em 2013 pelas mãos Zack Snyder.


6. BATMAN VS SUPERMAN

Em 2014, a Warner Brothers, assistindo o sucesso que a Marvel Studios estava conseguindo com seu Universo Compartilhado, decidiu que era a hora da DC também ter o seu. Decidiram que Homem de Aço seria o primeiro filme dessa empreitada, e que o segundo filme do recém nascido DCEU seria o encontro dos dois maiores heróis dos quadrinhos, Batman e Superman.

Apenas o fato desses dois grandes nomes da cultura pop se encontrarem no cinema pela primeira vez ja era motivo para trazer euforia para o público. Para completar ainda teríamos a primeira aparição da Mulher Maravilha nos cinemas. A expectativa era alta, e o estúdio ainda fez uma divulgação monstruosa, inclusive sendo premiado pelas estratégias de marketing. Porém, quando o filme foi lançado, foi uma banho de água fria para quem estava desde 2014 á sua espera.

O primeiro de tudo, é que o estúdio picotou cerca de 20% da trama original, e mandou para o cinema um filme totalmente mal editado e com diversos furos de roteiro. Resultado, a crítica massacrou a obra, e o público ficou bastante dividido. Isso acabou prejudicando a bilheteria do filme, que caiu 68% no segunda fim de semana, se tornando a pior da história. Para atenuar as coisas, a WB decidiu que lançaria a versão completa do filme em Blu Ray.

Essa versão acabou por esclarecer alguns furos de roteiro visto na versão de cinema, e deu uma melhor significativa na película. Porém muitas coisas criticadas na versão que foi para as telonas se mantiveram na versão do Blu Ray. Decisões no mínimo questionáveis, deturbação de mitologias, interpretações no máximo medianas, fizeram com que Batman Vs Superman se tornasse uma das maiores decepções da história dos cinemas, o que prejudicou e muito o andamento do DCEU


5. LIGA DA JUSTIÇA

Criada no inicio dos anos 60, a Liga da Justiça se tornou a equipe de super heróis mais conhecida e adorada da história dos quadrinhos. Devido ao fato de ter em seu panteão heróis consagrados como Superman, Batman, Mulher Maravilha, etc. Há muito tempo se esperava um filme do grupo, e com o anuncio do DCEU feito em 2014 pela Warner Brothers, muitos ficaram extasiados, pois logicamente um filme da Liga seria feito.

Porém, igualmente Batman vs Superman, temos um resultado extremamente decepcionante. Com bastidores extremamente conturbados, que envolveram até troca de diretor e refilmagem para mudar o tom do filme, acabaram resultando em um filme sem identidade, com desenvolvimento extremamente fraco, com um vilão tosco, e com CGI digno de pena e que acabou virando meme. A crítica não perdoou e o filme teve uma recepção fraca – apesar de que teve mais críticas positivas que BvS. Tudo isso acabou afastando o público, que já estava desanimado, e o filme foi um fracasso gigantesco de bilheteria.

Porém, o filme tem coisas boas. A interação da equipe é muito boa, e os atores são carismáticos. E tivemos nesse filme uma boa abordagem do Superman, onde ele finalmente vemos o Azulão esperançoso e alegre que conhecemos. Mas isso não foi suficiente para salvar um filme que é no máximo ok, algo muito aquém de personagens tão grandiosos.


4. SUPERMAN II

Produzido em conjunto com o filme de 1978, Superman II é muito mais lembrado pelos seus bastidores conturbados do que pelo filme em si. Devido a diversos desentendimentos entre Richard Donner e Alexandre e Ilya Salkind, e também Pierre Spengler produtores do filme, o que acabou fazendo com que a obra se atrasasse e que o diretor fosse demitido, e Richard Lester fosse trazido para terminar as filmagens, e refilmar algumas cenas.

Essa demissão acabou desagradando várias pessoas envolvidas na obra. Tom Mankiewicz, responsável por reescrever o roteiro do primeiro filme, não aceitou voltar para continuação. Stuart Baird, o montador do primeiro filme, também se recusou a voltar. Gene Hackman também não retornou, o que fez com suas cenas que restavam para serem filmadas fossem feitas por um dublê. Marlon Brando processou os produtores do filme,e por isso suas cenas foram retiradas do corte final.

Apesar disso, os problemas não afetaram o longa, que é um bom filme, mas apenas isso. O temática de aventura presente no primeiro continua. A interpretação de Terence Stamp como Zod é poderosa, mesmo com seus exageros. Christopher Reeve e Margot Kidder mais uma vez entregam boas atuações. E o roteiro tem uma premissa interessante também, que amplia a jornada do herói do Homem de aço, e traz um embate interno dentro do desse. Viver como humano normal ao lado da mulher que ama, ou continuar como o  salvador? Entretanto, o tom mais leve que foi imprimido por Leste prejudicou o desenvolvimento da idéia.

Como dito antes, o filme é bom e divertido, porém ficou aquele gostinho de que poderia ter sido algo muito maior, se tivesse sido dirigido por Donner até o final.


3. HOMEM DE AÇO

Depois da decepção que foi Superman, o Retorno, a Warner decidiu que era hora de fazer um reboot da história do Azulão. A missão foi dada a Christopher Nolan, que estava em alta devido ao sucesso que conseguiu com trilogia Cavaleiro das Trevas. A ideia do diretor era trazer o Homem de aço para um contexto mais atual, e fazer uma trama mais realista do personagem. Acho justo dizer que a premissa foi apresentada a Nolan pelo roteirista David Goyer, que foi o responsável por entrega-la aos diretores do estúdio. Para a direção foi escolhido Zack Snyder, elogiado por conseguir adaptar para os cinemas a HQ Watchmen, que muitos consideravam inadaptável.

Apesar de algumas decisões questionáveis no roteiro, como o desenvolvimento da relação entre Jonathan Kent e Clark e também a morte de Zod, Homem de Aço conseguiu muito bem trazer uma boa atualizada para o maior dos heróis. Vemos um Clark Kent que tenta buscar seu lugar ao mundo, e que tem medo de revelar quem é para a humanidade, e não ser aceito. Uma abordagem bastante diferente e intimista agradou ao público, que provavelmente estava cansado do ser perfeito que há muito era mostrada. Henry Cavill no papel de Superman, e Amy Adams no papel de Lois Lane são sucessores dignos de Reeve e Margot Kidder e tem uma ótima química. Porém, o destaque fica mesmo para a atuação de Michael Shannon como Zod, um dos melhores vilões dos últimos tempos em filmes de quadrinhos.

Zack Snyder provavelmente fez aqui seu melhor trabalho de direção depois de Madrugada dos Mortos, sabendo conduzir bem a obra, mantendo uma atmosfera de esperança digna do personagem, dando um ótimo visual as composições e dirigindo cenas de ação memoráveis. Pena que todo o clima esperançoso que vemos na trama foi totalmente jogado de lado em Batman vs Superman.


2. SUPERMAN II – RICHARD DONNER CUT

Como dito anteriormente, a produção de Superman II foi bastante conturbada, e com diversas discussões envolvendo Donner e os produtores. Resultado? Diretor demitido, e Richard Lester é chamado para mudar boa parte do que já estava feito. E o resultado foi um filme que foi até bem recebido por crítica e público, mas que com o passar do tempo começou a ser criticado por fãs do Homem de Aço, que o viam como responsável pela queda de qualidade das obras envolvendo o herói no cinema.

Em 2005, o editor Michael Thau começou a montar o que seria a versão de Donner de Superman II, depois de achar toneladas de material do filme em uma galeria na Inglaterra. De inicio, o diretor se recusou a participar do projeto, visto que não se importava mais e estava ocupado na produção de seu filme 16 quadras. Porém, após muita insistência, Donner aceitou participar do projeto, e levou com ele Tom Mankiewicz. O filme foi lançado em novembro de 2006, e correspondeu a expectativa de todos aqueles que aguardavam a verdadeira continuação do filme de 1978.

Provavelmente essa versão de 2006 não seria como Richard lançaria o filme se tivesse tido a chance de completa-lo, visto que muitas partes ainda eram de Lester. Ainda sim, é perceptível as diferenças entre o filme original e o corte de Donner. As cenas de Marlon Brando que foram inseridas por Thau, junto com outras que tinham sido excluídas, acabaram com o tom leve que tinha sido colocado por Lester, e tornam o filme muito mais dramático, e o conflito interno do protagonista muito mais forte. Outro ponto a se citar, é que o relacionamento entre Clark e Lois é também muito melhor trabalhado e muito mais maduro.

Richard Donner Cut é um filme um filme muito mais digno que a versão original de 1980, e mostra que se não fosse as brigas de bastidores, Superman II poderia ter sido tão grandioso quanto a obra que sucedeu.


1. SUPERMAN – O FILME

Quando essa lista foi iniciada, já dava para imaginar qual filme seria o primeiro dela não é mesmo? Superman não é apenas um dos melhores filmes baseados em quadrinhos já feitos. Foi também o primeiro filme de um herói dos quadrinhos que foi adaptado paras as telonas e junto com TubarãoStar Wars, Contatos Imediatos de Terceiro Grau  um dos primeiros filmes blockbusters que foram lançados, mostrando que era possível fazer um filme de alto investimento trazer retorno financeiro.

Richard Donner conseguiu trazer um filme extremamente divertido e aventuresco, lembrando e muito os filmes de Douglas Fairbanks na Era de Ouro, e que conseguia agradar a todos os públicos, tanto jovens quanto adultos, leitores de quadrinhos ou não. Mas o filme não é apenas isso, e o diretor sabe balancear de maneira bastante elogiável a diversão com o drama. E como era algo que não poderia faltar, temos um clima de esperança que nos abraça de uma maneira bastante contundente e que nos faz sonhar e acreditar em um futuro melhor.

Christopher Reeve nos traz uma atuação icônica, memorável, que fez com que o ator entrasse no imaginário popular e o fizesse até hoje ser considerado o Superman Definitivo. Margot Kidder também não faz feio, e faz uma atuação digna da intrépida Lois Lane. Gene Hackman fez um Lex Luthor bastante diferente do que estamos acostumados, mas vale lembrar que na época ele ainda não era o empresário frio e calculista, então o que o roteiro lhe propôs ele foi bem. Marlon Brando apareceu pouco tempo em cenas, mas ainda sim foi o suficiente para fazer uma boa atuação como Jor-El

Os efeitos do filme foram revolucionários, algo nunca visto antes. A fotográfia colorida nos faz questão de lembrar que estamos vendo uma história baseada em quadrinhos, ou seja, é uma fantasia. E o que falar da trilha sonora de John Williams? Simplesmente histórica e um dos seus melhores trabalhos.

Superman – O filme, estará para sempre na memória dos fãs de cinema, e nos fãs de quadrinhos. Foi o filme que nos fez acreditar que o homem podia voar.

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