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Mass Effect 2  traz combate e gráficos melhorados em relação ao antecessor. Esse jogo entrou para a história como um dos melhores jogos da 7ª geração de consoles, e um dos melhores do gênero de ficção cientifica de todos os tempos.

A Complexidade da Simplicidade

A história de Mass Effect 2 começa alguns meses depois do final do primeiro jogo. Shepard está procurando por forças Geths na galáxia quando sua nave é atacada por uma nave pertencente aos chamados “Collectors”, uma raça alienígena que vive reclusa no centro da galáxia. O resultado da batalha é a destruição da Normandy e a morte de Shepard (sim, o protagonista morre logo no início).

Porém, seu corpo é encontrado por uma organização extremista humana, a Cerberus, Liderada pelo suspeito e misterioso Ilusive Man. Eles conseguem reviver Shepard através de um novo método desenvolvido por eles, para que assim nosso herói possa ajudar essa organização a derrotar os Collectors, que estão abduzindo populações inteiras de colônias humanas. Ele é mandado recrutar uma nova tripulação de soldados em uma nova versão da Normandy, para assim derrotar essa ameaça.

Basicamente a história é essa, e acredite quando eu falo, durante o jogo existem poucas missões sobre os Collectors. Isso ocorre, pois o jogo tem sua história focada na nova tripulação, e nas suas relações uns com os outros e com Shepard. E essa é a principal característica que o torna um jogo excepcional.

As principais missões são divididas em três tipos: recrutamento, ataques contra os Collectors e as de “fidelidade”. As missões contra os Collectors são auto explicativas. As de recrutamento são divididas uma pra cada novo membro da tripulação e você deve completá-las para ter todos os personagens. Mas as missões que brilham são as de fidelidade, que servem para firmar um laço entre Shepard e cada um dos membros da Normandy. E as histórias em cada uma delas são muito pessoais e envolvem o jogador a um nível emocional.

Os personagens já eram muito bem desenvolvidos no primeiro game, mas no segundo a BioWare se superou, com mais diálogos e com as missões de fidelidade, que são tão adoradas que irão retornar em Mass Effect Andromeda.

No final do jogo, a história dos Collectors chega ao fim com uma das mais bem feitas missões de encerramento de todos os jogos, a chamada “Suicide Mission” (Missão Suicida). Tudo o que é feito durante o jogo, seja em relação às missões dos personagens ou a Upgrades feitos na Normandy, importam para essa missão. O seu resultado possui diversas variações, causando uma sensação de ser um final pessoal e especifico para cada jogador. Personagens podem morrer, a Normandy pode ser destruída e nem mesmo Shepard está a salvo. Tudo isso dependendo exclusivamente das escolhas tomadas por cada jogador.

A Galera Está Grande

Agora o número de personagens que acompanham Shepard nas missões cresceu e é o maior da franquia, já contando com Andromeda. São 13 personagens secundários, contando dois de DLCs, mais o Joker e a Dra. Chakwas que retornam do primeiro jogo e outros personagens menores. Temos também a adição de uma IA à nova Normandy, chamada de EDI, que no decorrer do resto da franquia se demonstra bastante interessante.

Antes a maioria deles ficava no hangar da nave, porém isso muda. Em Mass Effect 2 os personagens estão muito bem distribuídos por toda a nave, e cada um escolhe um lugar que representa um pouco como si mesmo. Apesar de ter telas de loadings bem demoradas quando muda de andar na nave, ir em cada cômodo para conversar e conhecer cada personagem é muito divertido.

Com mais personagens, vem mais interesses amorosos. Shepard pode se relacionar com 4 personagens, ao invés de dois, no primeiro jogo. O que é bastante interessante.

Agilidade Espacial

Umas das principais mudanças em Mass Effect 2 foi seu sistema de combate que, com leves alterações em relação ao primeiro jogo, conseguiu ficar leve e mais veloz, diferente de antes, que era mais travado. O layout foi simplificado e os poderes bióticos ficaram mais funcionais.

A exploração foi completamente retirada e em seu lugar entrou a mineração de planetas. O jogador chegava em um novo planeta e o escaneava, revelando sua qualidade em relação a quantidade de minerais que podiam ser encontrados. Ao decidir explorar um certo planeta só era possível jogar sondas que ao serem lançadas adicionavam automaticamente os minérios na Normandy. O que pode acontecer em alguns planetas é ele ter alguma anomalia, e aí sim era possível aterrissar nele e averiguar, seria como pequenas missões paralelas. Esse modo de escaneamento foi muito criticado por ser chato e tomar um tempo enorme do jogador, tanto que no terceiro jogo ele foi novamente modificado.

Mass Effect 2 aboliu completamente a exploração, deixou os ambientes um pouco mais lineares e isso pode ser o único ponto negativo do jogo. Mas claro, a estação de Omega ainda era um lugar bem grande, mas a Cidadel, por exemplo, foi reduzida no seu numero de áreas.

A Arte das DLCs

Mass Effect 2 foi contemplado com boas DLCs, sejam elas pequenas como mais personagens para compor sua tripulação, ou maiores como “Lair of the Shadow Broker”. Essa em especifica vale a pena o gasto de um dinheiro. Nela temos a história de Liara, personagem do primeiro jogo que não retorna para o lado de Shepard na sequência. Porém, essa DLC é completamente focada nela e pode mudar um pouco como a personagem é em Mass Effect 3, mas não jogá-la não compromete nada. A narrativa é muito bem construída e deixa o jogador intrigado, além de ter cenários de cair o queixo.

Conclusão

Mass Effect 2 é o melhor da franquia, principalmente no quesito história. Seu gameplay é muito intuitivo e fácil, e ainda oferece bons desafios. Seus gráficos melhoraram um pouco em relação ao primeiro jogo e a criação de personagem também. Com uma história mais que envolvente, o jogo prepara o terreno para a batalha final da franquia, com muita emoção.

Mass Effect 2 (Mass Effect 2, EUA – 2010)
Desenvolvedora: Bioware

Distribuidora: EA
Gênero: RPG espacial, tiro em terceira pessoa, ação
Plataformas: Xbox 360, PS3, PC

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