» Siga o Bastidores no Facebook , Instagram e no Twitter e fique por dentro de todas as notícias! «

Mass Effect 3 marca o final da luta de Shepard para salvar a galáxia da ameaça dos Reapers. Ele não conseguiu agradar a todos os fãs por completo, principalmente por várias decisões que foram tomadas pelos desenvolvedores. Essa é a última análise dessa trilogia e deixará todos preparados para o próximo jogo, Mass Effect Andromeda.

O Novo Significado de “Épico”

Os dois jogos anteriores constroem a ideia de uma guerra contra os Reapers. Prepararam o chão e deixaram qualquer jogador com altas expectativas de um terceiro jogo completamente estrondoso, no quesito história. A BioWare atinge essa expectativa. Todos os campos de batalha são extremamente magníficos. Isso se deve pelo tamanho dos inimigos, que atingem quilômetros de altura. Cenários onde eles são vistos de longe deixam qualquer um com arrepios na espinha.

A história começa com Shepard sendo levado à corte do exército para ser julgado, por ter trabalhado para a Cerberus, no segundo jogo. Mas logo no começo, os Reapers atacam a Terra com força total, fazendo o jogador deixar o planeta natal para trás e ir procurar pelo apoio do resto da galáxia.

Shepard vai para todos os cantos e reencontra com todos seus antigos companheiros e mais alguns personagens, recrutando todos para a batalha final que não só salvará a todos, mas a galáxia inclusive. Ele também encontra dados de uma antiga arma que pode destruir os Reapers, chamada de Catalyst, que se torna prioridade para todas as forças militares e times de cientistas da galáxia. O que chega a ser muito engraçado é que antes ninguém acreditava no herói quando falava sobre a chegada dos Reapers, porém a mesa vira, e todos passam a trabalhar juntos.

Poucas histórias nos jogos chegam na proporção que Mass Effect 3 atinge, e é ai que ele brilha. Com a batalha final sendo um momento único nos games, o final oferece uma boa gama de escolhas, mas apresenta um problema GRAVISSÍMO, que falarei mais adiante.

Como Errar Quando Tem Tudo Para Dar Certo

Mass Effect 3: o final prometido, larga escala, guerra galáctica, jogo anterior considerado uns dos melhores do gênero. O que poderia dar errado? É só tirar o que deixava o segundo jogo tão bom, simples.

Os desenvolvedores fizeram a história um pouco linear demais. Não entenda errado, há muitas escolhas a serem tomadas, mas elas não têm o impacto que tinham em ME 1 e 2. Por muitos momentos o jogo te faz ir por aquele caminho, não importa a sua atitude, e o final é o maior reflexo disso.

Em Mass Effect 3 há 3 opções de finais (SPOILERS): deixar os Reapers ganharem; se unir a eles; ou destruí-los. O problema é que não importa a sua atitude durante os três jogos, essas opções vão estar disponíveis de qualquer jeito. Você perde a ideia de “conquista” que já tinha em ME1, e que foi maximizada em ME2. Qualquer um pode chegar ao final do jogo, com qualquer trajetória, e simplesmente escolher uma das três opções. Suas escolhas durante a jornada pouco influenciam.

Mas ai alguém pode falar sobre as variações que tem dentro de cada uma dessas opções, como: Terra é pulverizada ou não, mass relays completamente destruídos ou não, entre outros. O problema é que o jogador consegue manipular facilmente essas variações. Isso acontece, pois elas são medidas através dos “War Assets”, a quantidade de tropas que ajudam na batalha final, dependendo de quem Shepard conseguiu convencer a se juntar a ele. Porém, através do multiplayer, e do aplicativo para celular lançado na época, esse numero podia ser facilmente aumentado, e quanto maior ele é, melhor fica a situação da galáxia no pós-guerra. Ou seja, uma pessoa jogou só fazendo besteira, mas ela ainda consegue o melhor final, é só jogar online, sendo completamente sem graça, principalmente se compararmos com Mass Effect 2.

Por ultimo, mas tão ruim quanto, não há diferenças no gameplay no caso de alguém ter morrido no final do segundo game, com leves ressalvas. O personagem desempenharia um papel importante em determinado arco, mas por estar morto ele é substituído por outro genérico, que faz exatamente tudo igual, para assim não alterar a história, o que volta na linearidade que mencionei acima. Até mesmo os diálogos estão com uma opção a menos, e várias escolhas aparentam ter nenhum impacto.

Além de tudo isso, foram retiradas as missões de lealdade, que faziam o segundo jogo tão único. A BioWare deu como desculpa a história de que não haveria tempo de resolver problemas pessoais no meio de tantos acontecimentos. Porém isso causa um péssimo desenvolvimento para alguns personagens, que precisariam de um.

Esses são os maiores erros do game, que ficam na cabeça de qualquer fã. Não me entendam errado, não acho os finais ruins, mas a forma de atingi-los é.

Menos Estratégia e Mais Ação

Como dito na análise de Mass Effect 2, a franquia tinha deixado um pouco de lado o felling de RPG que o primeiro possuía, e ME3 continua assim. O combate é praticamente o do segundo game, só que mais refinado, mantendo leves traços de estratégia, priorizando a ação. Não é algo ruim, pelo contrário, é muito intuitivo e fluido. Por exemplo, particularmente não gosto de Dragon Age, outro RPG da BioWare, só pelo sistema de combate mais focado na estratégia, por isso Mass Effect me agrada mais.

O game agora vai muito para o lado de Gears of War, porém é mais veloz. Isso deixa tudo mais sufocante e eufórico, sendo que Andrômeda promete melhorar ainda mais nesse quesito.

Os poderes estão melhores e o sistema de evolução também, deixando tudo agradável ao olhar. O gameplay realmente agrada. O quesito exploração foi completamente aniquilado, mais um elemento da linearidade. O sistema de escanear planetas foi mantido, mas apenas para recuperar certos objetos perdidos, que no final das contas, não servem para muita coisa.

Todos Estão de Volta, Só Que Não

Antes do lançamento, todos tinham na cabeça a ideia de que seus antigos companheiros voltariam para ajudar na luta contra os Reapers. Bom, isso não está certo, mas também não está errado.

Todos os seus antigos amigos marcam presença sim, mas nem metade te acompanha na Normandy, o que chega a ser triste.

No segundo jogo tínhamos um número grande de companheiros que, agora, foi drasticamente reduzido. Além disso, a BioWare fez a pior coisa do mundo, criar o personagem James Vega, que eu afirmo com todas as forças: É O PIOR PERSONAGEM DA FRANQUIA. Ele é um idiota com Shepard no começo do jogo e em nenhum momento ele demonstra mudar de atitude, quando, de repente, no final do jogo ele vira seu amigo, não fazendo o menor sentido. Ele foi a principal vítima da falta das missões de fidelidade. Dar o espaço, que podia ser de Wrex ou Grunt, por exemplo, para Vegas, chega a ser um desrespeito aos fãs.

Nebulosas Vibrantes

Os gráficos do game são os mesmos de Mass Effect 2, só que mais polidos, o que resulta em batalhas espaciais de encher os olhos, principalmente na época de seu lançamento. O criador de personagens está um pouco melhor que antes, mas ainda não é muito bom.

O Famoso Multiplayer

Na época de seu lançamento, ter algum modo online tinha virado uma obrigação para qualquer jogo, então Mass Effect entrou na onda.

O modo criado é bem simples. Nada mais que um mapa de tamanho mediano onde ondas de inimigos precisavam ser destruídas, e no meio disso alguns objetivos deviam ser cumpridos. É bem simples, mas da para entreter, até o momento que começa a ficar repetitivo. Os mapas são bem variados, mas no final é tudo a mesma coisa.

Nele o jogador criava seu próprio personagem, mas as opções eram bem limitadas. É possível escolher a classe, as habilidades e as armas. Como o modo está longe de ser o foco do jogo, ele serve bem ao seu propósito.

DLC por DLC

Mass Effect 3 conta com várias DLCs, mas vou citar apenas duas delas, que são as mais relevantes.

A primeira é “Mass Effect 3: Leviathan”, que conta a história sobre Shepard descobrindo os Leviathans. Eles são uma raça alienígena que antecede os Reapers e ainda estão vivos, escondidos pela galáxia. Ela é muito interessante, principalmente para aqueles que querem se aprofundar no lore.

A segunda é “Mass Effect 3: Citadel”, que adiciona mais áreas na Cidadel e conta uma história que satiriza a própria franquia. Todos os seus companheiros, que estão vivos, participam dessa DLC. É um excelente conteúdo, principalmente para os fãs.

Conclusão

Mass Effect 3 poderia ter superado seu antecessor e ser um dos melhores jogos já feitos, mas não foi bem assim que aconteceu. Sua excelente história, com acontecimentos épicos, perde seu brilho com um nível alto de linearidade, não presente anteriormente na franquia. Além do final que depende mais da paciência de jogar o multiplayer do que qualquer outra coisa. A história de Shepard termina grandiosa, mas com um gosto amargo.

Mass Effect 3 (Mass Effect 3, EUA – 2012)
Desenvolvedora: Bioware

Distribuidora: EA
Gênero: RPG espacial, tiro em terceira pessoa, ação
Plataformas: PC, Xbox 360, PS3, Wii U

Comente!