No ano passando, houve bastante polêmica sobre o processo de branqueamento de diversos personagens nas adaptações em longa-metragem. Doutor Estranho e a releitura em live-action da série mangá Ghost in the Shell experimentaram uma grande repercussão por elencar atrizes brancas para interpretarem papéis tradicionalmente asiáticos, e tal problema também atingiu o próximo remake dos estúdios Disney, Mulan.

Dois dias atrás, o blog intitulado Asian Angry Man postou uma carta aberta para os criadores do novo longa-metragem, protestando contra a direção do filme depois de dizer ter lido o roteiro, no qual o protagonista tem “30 e poucos anos e traços europeus” que ajuda o Exército Imperial Chinês por estar apaixonado por Mulan. Isso provocou uma reação imediata e negativa nas redes sociais, visto que a trama principal da história – baseada na lenda Hua Mulan – gira em torno de uma mulher liderando o contra-ataque à invasão huna para proteger sua família.

Desde então, fontes próximas à produção do filme disseram que 1) Mulan será a protagonista, 2) terá como par romântico um personagem asiático e 3) todos os papéis principais serão interpretados por chineses. “O rascunho do roteiro [em questão] é uma outra história, uma vertente completamente nova que provém da balada literária de Mulan e da animação da Disney de 1998”, diz a fonte. “Mulan é e sempre será a protagonista, e todos os arcos de grande importância terão atrizes e atores chineses envolvidos”.

A versão em live-action de Mulan tem previsão de estreia no dia 02 de novembro de 2018

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