Duas décadas atrás, um dos maiores produtores de Hollywood, Harvey Weinstein, fez um convite a Ashley Judd para um hotel em Beverly Hills, o qual a atriz acreditava ser uma reunião de negócios. Na verdade, ele a levou para seu quarto, onde apareceu em um roupão, e pediu para que ela lhe fazer uma massagem ou observá-lo tomar banho. As declarações foram feitas pela própria Judd em entrevista ao site The New York Times, cujo artigo divulgado hoje dissertou sobre os inúmeros casos de assédio sexual cometidos por Weinstein.

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Em 2014, o produtor convidou Emily Nestor, que trabalhava há apenas um dia como estagiária, para o mesmo hotel e fez outra proposta: se ela aceitasse suas investidas sexuais, ele a colocaria “no topo do mundo”, de acordo com declarações que enviou para os executivos da Weinstein Company. No ano seguinte, ele faria a mesma coisa com uma assistente de produção, deixando-a “chorando e muito envergonhada”, conforme escreveu sua colega Lauren O’Connor em um memorando sobre abuso sexual e outras condutas anti-éticas de seu chefe.

As investigações feitas pelo site encontraram alegações ocultas contra Weinstein que datam de três décadas atrás, documentadas através de entrevistas com ex-empregados e trabalhadores atuais da indústria fílmica, bem como gravações legais, e-mails e documentos internos dos negócios que administrou – incluindo a Miramax e a companhia que leva seu sobrenome.

Durante a época, após ser confrontado com alegações como abuso e contato físico não-desejado, o produtor entrou em pelo menos oito acordos com as jovens que assediou, de acordo com dois oficiais da companhia que permaneceram no anonimato, mas fizeram suas revelações ao Times. Dentre as vítimas, estão uma jovem assistente de Nova York em 1990, uma atriz em 1997, uma assistente em Londres em 1998, uma modelo italiana em 2015 e, pouco depois, O’Connor.

“Eu tenho ciência que o meu comportamento com minhas colegas no passado causou muita dor, e me desculpo sinceramente sobre isso. Apesar de estar fazendo meu melhor, sei que tenho um longo caminho a percorrer”, Weinstein declarou. Entretanto, ainda que tenha falado publicamente sobre seus atos, a advogada Lisa Bloom declarou que “ele negou muitas das acusações como patentemente falsas”.

Essa não é a primeira vez que vítimas de abuso sexual falam abertamente sobre seus traumas com grandes nomes da indústria hollywoodiana. Recentemente, a atriz alemã Renate Langer admitiu, décadas depois, que foi estuprada duas vezes por Roman Polanski, emergindo como a quarta vítima do cineasta. Woody Allen também foi acusado, mas logo depois inocentado, por assédio sexual e pedofilia quando mais jovem.

Leia o artigo completo do The New York Times clicando aqui.

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