A lista de filmes de monstros da Universal é imensa (clique AQUI para conhecer mais sobre todos eles), no entanto, sempre que se fala desse assunto, a atenção se direciona aos oito principais títulos: Drácula, Frankenstein, A Múmia, O Homem Invisível, A Noiva de Frankenstein, O Lobisomem, O Fantasma da Ópera e O Monstro da Lagoa Negra. E é normal que seja assim, afinal, esses são os longas responsáveis pela consolidação do estúdio. Por isso e também em razão da estreia de A Múmia, longa que inaugura o Dark Universe, fizemos um ranking com os longas mencionados.

Venham conferir!

8. O Fantasma da Ópera (1943)

No Cinema, O Fantasma da Ópera, romance gótico do escritor francês Gaston Leroux, nunca recebeu uma adaptação à altura de seu texto. No entanto, é difícil contrariar a constatação de que frente aos longas de 1925, 1962 e 2004 (há outros filmes também), esta produção de 1943 é a mais competente. Ao lado dos sete principais filmes de monstros do estúdio, é o mais fraco, porém, ainda assim, a direção faustosa de Arthur Lubin e a performance contundente de Nelson Eddy garantem o primeiro lugar no ranking das adaptações cinematográficas do livro.

7. O Lobisomem (1941)

Até hoje, não há um longa que tenha explorado totalmente o potencial da figura do monstro uivante. Em todos os filmes já feitos sobre ele, sempre há uma sensação de incompletude. Porém, assim como acontece com O Fantasma da Ópera, a versão realizada pela Universal na década de 1940 ainda se mantém como a mais exitosa.  É verdade que a década de 1940 já assistia a um certo declínio no sucesso dos filmes de monstros, mas a atuação inesquecível de Lon Chaney Jr. (o seu pai também havia se consagrado por ter dado vida à figuras monstruosas na década de 1920) e a condução segura de George Waggner foram suficientes para marcar o filme na história do Cinema.

6. O Monstro da Lagoa Negra (1954)

Jack Arnold, o diretor de O Monstro da Lagoa Negra, foi um mestre da arte cinematográfica. E um dos filmes que prova essa afirmação é justamente o longa de 1954. Mesmo desfavorecido por um roteiro irregular, o cineasta conseguiu superar as dificuldades e entregar um assombro estético e sensorial. As inúmeras cenas que se passam debaixo d’água continuam impressionando o público e gerando imitadores – vide Tubarão, de Steven Spielberg – até os dias de hoje. 

5. Drácula (1931)

Drácula é o filme que inicia a grande fase dos filmes de monstros da Universal. Por isso, o filme deve ser para sempre louvado, pois foi essencial tanto para estabelecimento de um dos principais estúdios norte americanos quanto para a consolidação de Hollywood. Mas os seus méritos não terminam por aí, uma vez que as qualidades artísticas do longa são várias e vão desde a direção inventiva de Tod Browning, até a performance inesquecível de Bela Lugosi, passando, é claro, pela fotografia expressionista do memorável Karl Freund

4. Frankenstein (1932)

Assim como Drácula, Frankenstein também é a adaptação de um clássico da literatura. Dirigido pelo subestimado James Whale e contando com uma das aparições mais marcantes de Boris Karloff, o filme, além de ter um conteúdo que se torna cada vez mais relevante com o passar do tempo (enquanto existir avanço científico, a história de Mary Shelley continuará tendo algo a dizer), contém algumas das cenas mais memoráveis do Cinema. É difícil esquecer a icônica cena que se desenrola à beira de um lago.

3. A Noiva de Frankenstein (1935)

Não tem jeito: todos precisam de um companheiro, até mesmo monstros. Sendo assim, nada mais natural que fosse criada uma mulher para fazer companhia à cria de Henry Frankenstein. E foi essa a premissa que acabou originando o longa A Noiva de Frankenstein, continuação superior ao filme de 1931. Embora a personagem que dá nome à obra surja somente nos minutos finais, a sua aparição é inesquecível. A maneira com que James Whale concebeu os últimos instantes continuam sendo uma verdadeira aula de Cinema.

2. O Homem Invisível (1933)

Atualmente, o livro de H. G. Wells permanece sendo um poderoso conto sobre os limites do comportamento humano.  O mesmo vale para este longa de 1933. Nele, James Whale (sim, ele novamente!) também fez da história uma mistura surpreendente de humor camp e experimento cinematográfico, flertando com contrastes e o conceito de luz e escuridão, presença e ausência. Os efeitos técnicos que possibilitaram a invisibilidade do protagonista continuam sendo embasbacantes. Além disso, há como não se apaixonar pelo visual da foto acima?!

1. A Múmia (1933)

Qualquer cinéfilo ou crítico que assiste a A Múmia deve lamentar o fato de que Karl Freund dirigiu somente dois filmes na sua carreira. O diretor de fotografia de filmes como Metrópolis mostra no longa de 1933 que era um cineasta soberbo. A precisão dos enquadramentos e movimentos de câmera, o ritmo compassado e a sensibilidade dramática são algumas de suas marcas (se é possível falar de estilo quando o sujeito tem apenas dois títulos na sua filmografia). Somente nas suas mãos a história de amor do personagem interpretado por Boris Karloff poderia ganhar proporções espirituais.

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