The Crown é uma das joias mais radiantes do conteúdo original Netflix. Além de configurar-se como uma das produções mais caras do serviço de streaming, toda a composição estética e narrativa consegue resgatar os anos de glória e de decadência de uma das monarcas mais controversas de todos os tempos – a Rainha Elizabeth II -, a qual foi encarnada pela incrível Claire Foy (ganhadora do Golden Globe e do SAG Awards).

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Entretanto, tudo o que é bom dura pouco. Conforme anunciado no começo do ano, a série será composta por seis temporadas, cada qual cobrindo dez anos do reinado de Elizabeth. Dessa forma, nada mais óbvio que a necessidade por trocar o elenco principal por razões etárias. E as suspeitas foram confirmadas sim, no final de outubro para ser mais exato: Foy será substituída por Olivia Colman nas duas próximas temporadas – então o season finale do segundo ano é o nosso adeus para a atriz.

Apesar da nova temporada ter acabado de chegar à plataforma, mais precisamente no dia 08 de dezembro, Foy já mostrou que vai fazer falta, sendo elogiada pelo criador e showrunner da série, Peter Morgan. “Não preciso fazer nada para fazê-la se sentir o epicentro de tudo”, ele declarou. “Com Claire, você pode ir para qualquer direção: seu senso de comédia é bom, sua capacidade trágica é ótima… Não importava o que déssemos a ela, ela conseguiria fazer, o que me deu grande liberdade como roteirista”.

Em entrevista ao site Entertainment Weekly, a atriz também deu seus pareceres sobre seus “últimos anos de reinado”. Confira a entrevista na íntegra:

Entertainment Weekly: Como foi dizer adeus para Elizabeth na cena final?

Claire Foy: Foi surreal. É muito difícil se preparar para esse momento. Eventualmente, o que você sente é um pouco de confusão e que você precisa ir para casa se deitar.

A segunda temporada mergulha ainda mais fundo para examinar os limites de Elizabeth, até mesmo quando todos ao seu redor falhavam com ela. Qual foi a chave para continuar entregando isso?

Acho que os momentos em que Elizabeth realmente está brava é quando mentem para ela. Os homens em sua vida a desapontaram muito pela falta de comprometimento. Ela se sente deixada de lado, e o que a deixa mais irritada que qualquer outra coisa é quando as pessoas não tentam o seu melhor.

Um dos homens que constantemente a desaponta é seu marido Philip (Matt Smith). Como vocês dois trouxeram essa intensidade para a temporada, em especial para a última cena juntos?

Nós realmente navegamos naquela cena e tentamos descobrir todos os monstros emocionais – quando eles estavam se comunicando e quando não estavam. Nós dois sentimos que eles precisavam desse tempo para tentar reaver o relacionamento que tinham, ou chegarem a um acordo sobre a família e sobre si mesmos. Eu adorei fazer parte disso, e amo Matt como ator e amigo.

Interpretá-la mudou sua visão sobre a Rainha e sobre mulheres no poder?

É um conceito mal estabelecido, acho, que a Rainha está numa posição de poder. Ela não tem poder, não pode expressar poder. Ela é uma mulher que também é mãe e esposa, e é vista como líder, e ela veste isso de forma muito leve, assim como a maioria das mulheres. Nós conseguimos aguentar bastante coisa do mundo, e fazemos isso diariamente! Então a história dela é a de qualquer mulher. Eu tenho grande respeito e admiração por ela.

Do que você vai sentir mais falta do show?

Grande parte do trabalho foi sobre as pessoas, então é disso que vou sentir falta. Vou sentir falta deles. Todas as pessoas criativas que arquitetaram esse programa, irei sentir falta dos atores, e serei eternamente grata e privilegiada por ter feito parte disso. Eu realmente serei.

A primeira e a segunda temporadas de The Crown estão disponíveis na Netflix. A série foi indicada em duas categorias do Golden Globe 2018: Melhor Série e Melhor Atriz dentro da categoria série dramática.

 

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