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Como explicar um filme como tão complexo Fonte da Vida? Não tem como. É uma obra aberta, a qual não funciona ter um significado cartesiano sobre os seus símbolos. Ao invés disso, acho interessante ver as diferentes interpretações feitas do filme de Aronofsky.

Versão Científica

As três versões de Tommy (Hugh Jackman) pode ser vistas da seguinte maneira: o conquistador é um personagem do livro de Izzi (Rachel Weisz) enquanto o astronauta é o cientista que não envelheceu por conta da árvore. Mas de onde apareceu essa árvore? Enquanto Tommy estava testando no chipanzé Donovan, é avisado sobre um tipo de planta encontrada na América Central e essa amostra salvou a vida do chipanzé. E lembrando que no começo do núcleo do cientista ele come um pedaço da casca da árvore enquanto está no espaço.

Ou seja, nada que ocorre durante o núcleo que se passa na Idade Média, pode ser considerada quanto cânone, já que ela tem um estilo completamente diferente que os outros dois.

Mas e o final com o conquistador virando planta? O último desejo de Izzi era que Tommy finalizasse o livro que ela estava escrevendo que contava a história do conquistador. Tanto que no final dessa história, ao invés do conquistador morrer pelo guerreiro maia, ele o vence e ao beber da seiva da Árvore da Vida se torna uma planta. Serve como recompensa do conto de Izzi: a morte não é uma doença, mas sim uma fase da vida que todos passarão e o seu maior desejo era que Tommy entendesse isso. O ponto que fica claro que ele entendeu essa moral é quando a Árvore morre quando está chegando perto da estrela. Enquanto fica desesperado ele vê o fantasma da amada e quando ela pergunta que ficarão juntos para sempre, ele apenas responde: “Vou morrer”.

Versão Espiritual

O que também pode ser interpretado é que o astronauta é uma metáfora para o estado de espírito de Tommy. Que ele queria reviver a alma de Izzi para ficassem juntos. Tanto que no final, parece que o cientista no presente entendeu e se despede no túmulo da esposa, após o cientista se fundir com a árvore, aceitando a sua morte.

Nessa visão o núcleo do conquistador ainda funciona tanto como se fosse uma encarnação da vida passada de Tommy, quanto um personagem do livro de Izzi.

Agora qual é a verdadeira? Tanto uma quanto outra. Fonte da Vida é uma obra aberta que qualquer visão pode servir para o filme, pois a mensagem da aceitação da morte e como o amor pode romper barreiras continua a mesma. Por isso é a obra mais profunda da carreira de Darren Aronofsky.

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