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41.ª Mostra de cinema de São Paulo tem cartaz de Ai Weiwei e ‘Human Flow’

A 41.ª Mostra de São Paulo acontece entre os dias 19 de outubro a 1.º de novembro. O poster oficial será de Ai Weiwei.

O artista chinês, que também é designer arquitetônico, artista plástico, pintor, comentarista e ativista social, deu seu aval e, a partir de hoje, a equipe que vai transformar o cartaz em vinheta já começará a trabalhar. Com o pôster, também fica resolvido que o filme de abertura – dia 18, à noite, no Auditório Ibirapuera – será Human Flow, o longa de Weiwei que passou no recente Festival de Veneza.

 Em entrevista ao Estado de S.Paulo, foram antecipadas algumas atrações. Serão em torno de 300 filmes. A Mostra nasceu como um ato de resistência à ditadura militar, virou uma instituição cultural. De São Paulo, do Brasil – do mundo.

Com o pôster e o filme de abertura, muitas outras coisas podem ser confirmadas. A 41.ª Mostra terá o foco na Suíça, com direito a retrospectiva de Alain Tanner, mas o autor de obras míticas como Jonas Que Terá 25 Anos no Ano 2000 dificilmente estará presente. Aos 88 anos – nasceu em 1929 –, sente-se debilitado para grandes viagens. É mais provável que venha a filha.

A tradicional sessão ao ar livre, com orquestra, no Ibirapuera, será de O Homem-Mosca, clássico de 1923, de Fred C. Newmeyer e Sam Taylor, com o mítico Harold Lloyd dependurado no ponteiro de um relógio. 

A Mostra anuncia seus destaques ‘do coração’: 24 Frames, filme póstumo de Abbas Kiarostami; Loveless, do russo Andrey Zvyagintsev; O Amante de Um Dia, de Philippe Garrel; La Cordillera, de Santiago Mitre; La Telenovela Errante, de Valeria Sarmiento e Raúl Ruiz (também seu filme póstumo); L’Atelier, de Laurent Cantet; e Visages, Villages, que muito bem pode ter sido o melhor filme da seleção oficial de Cannes neste ano. 

Falando em Cannes, a mostra trará alguns premiados, entre eles o vencedor da Palma de Ouro – The Square, de Ruben Ostlund, o enfant terrible da Suécia. Inclui dois vitoriosos da recente mostra Horizontes, do Festival de Veneza – No Date, No Signature, de Vahid Jalilvand, e Oblivion Verses, de Alireza Kathami. E mais Felicité, de Alain Gomis, e O Outro Lado da Esperança, de Aki Kaurismäki, premiados em Berlim; Free and Easy, de Jun Geng, que ganhou o prêmio especial do júri em Sundance.

OUTROS DESTAQUES

The Square

De Ruben Östlund, ganhador da Palma de Ouro em Cannes

Lover For a Day

De Philippe Garrel

La Telenovela Errante

De Valeria Sarmiento e Raúl Ruiz

L’Atelier

De Laurent Cantet

24 Frames

Direção de Abbas Kiarostami

Visages, Villages

De Agnès Varda, que receberá o prêmio Humanidade

Loveless

De Andrey Zvyagintsev

O Outro Lado da Esperança

De Aki Kaurismäki

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Publicado por Julia Ferreira

Esperando o Senpai me notar. Jornalista, aspirante a cosplayer, atleta e nas horas vagas fotógrafa.

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