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5 coisas que provam que Assassin’s Creed Valhalla não é apenas mais do mesmo

Não existem muitas dúvidas que Assassin’s Creed Odyssey deixou um gosto muito amargo para qualquer fã da franquia longeva da Ubisoft que você pode baixar legalmente através da internet da SKY.

Mesmo com seu mapa monumental, três campanhas e inúmeras atividades, muita gente apontou, incluindo eu mesmo, que o jogo era simplesmente excessivo. 

Para prolongar ainda mais o tempo de vida útil do mesmo, havia a obrigatoriedade de concluir missões secundárias extremamente chatas para conseguir alcançar o nível recomendado para seguir adiante na história principal. Era isso ou pagar por boosters de experiência para subir de nível rapidamente.

Agora com o lançamento de Assassin’s Creed Valhalla, o medo de ser forçado à uma experiência monótona e repetitiva ronda os jogadores fieis da série. Porém, felizmente, isso não é o caso. A Ubisoft ouviu as reclamações da comunidade e trabalhou muito para que esses erros não aparecessem novamente no novo título da saga. 

Com apenas cinco elementos que já são muito notáveis nas primeiras horas do game, já dá para perceber que estamos diante de uma evolução necessária. 

Maior quantidade de cutscenes dirigidas

É comum que todo RPG massivo como The Witcher 3, Dragon Age Inquisition, Horizon Zero Dawn entre outros conte com muitos, mas muitos diálogos. Logo, nem todas as cenas receberão maior atenção em sua apresentação enquanto os personagens conversam.

O clássico é o jogo de plano-contraplano até o diálogo findar. Era assim em Assassin’s Creed Origins e Odyssey, principalmente no último pela quantidade insana de quests. Isso felizmente ficou para trás em Valhalla

Ainda que existam cenas mais “robóticas” no game, em grande maioria há um detalhamento maior em decupagem e movimentos de câmera. Já no começo do game, na apresentação de Eivor, é possível até notar uma inspiração em God of War por conta do segmento ser todo apresentado em plano sequência, ou seja, sem cortes entre planos. 

Personagens detalhados

Quando alguém pergunta sobre como se deve escrever algum personagem em games RPG, é difícil tirar The Witcher 3 e Mass Effect 2 da cabeça. Com Valhalla se tornando o game mais RPG da franquia até agora, felizmente a Ubisoft e o time de desenvolvedores buscaram inspiração nos games mencionados. 

Há uma quantidade expressiva de personagens que recebem melhor desenvolvimento textual, incluindo Eivor que passa por uma jornada muito extensa para conseguir conciliar suas tradições, motivações e objetivos no seu caminho de Assassino. Se prepare para conhecer o rei Harald, Basim, Valka, entre diversos outros. 

Fora isso, Valhalla é, de fato, o primeiro game da franquia a finalmente apresentar opções de diálogos relevantes que não são meras variações das opções “afirmativo e negativo” como era em Origins e Odyssey. Com ao menos três opções de linhas de diálogo, diferentes resultados podem sair de sua interação com os personagens, além de que suas escolhas também afetam diretamente o destino da história do game.

Quests secundárias orgânicas e totalmente opcionais

A Ubisoft afirmou e reafirmou que Valhalla seria um game mais orgânico. Nunca pendendo para as missões secundárias artificiais e robóticas que amaldiçoaram Odyssey. Felizmente, isso é verdade. 

No mapa, raramente pontos de interesse irão perturbar sua jornada, já que toda a abordagem é muito mais minimalista. Agora apenas pequenos pontos coloridos irão indicar que existem recompensas e histórias a serem descobertas. 

O melhor de tudo é que essas histórias servem como pequenos complementos nada obrigatórios para você seguir a jornada de Eivor, além de trazerem pequenas narrativas bastante inspiradas e até mesmo cômicas para te entreter. 

Um dos exemplos mais interessantes que posso oferecer, foi uma história que surgiu enquanto eu escalava um pico gigantesco no mapa norueguês. Perto do ponto de sincronização, tinha um homem gritando. Conversando com ele, o ajudei a cumprir o que queria: jogar todos seus pertences montanha abaixo para que todos estivessem consigo quando morresse, retirando a herança que ficaria para seus filhos. 

Apesar de previsível, o desfecho da missão é bastante curioso e nada ortodoxo. Aquela pausa de três minutos foi divertida e, com isso, fiquei mais motivado a encontrar mais histórias e explorar mais pontos do mapa gigantesco. 

História principal instigante e complexa

Faz um bom tempo que uma história de Assassin’s Creed realmente seja única e interessante. Ezio, Bayek e Edward foram protagonistas cujas narrativas realmente motivaram o jogador a seguir até o fim para ver o desfecho de suas jornadas. 

Felizmente é possível afirmar que o mesmo acontece com Eivor. Ainda que a campanha supere facilmente a marca de 30 horas de jogatina levando a paciência de alguns gamers ao limite, Valhalla traz consigo uma história realmente interessante e bastante calcada na História das invasões vikings na Grã-Bretanha. 

O lado mitológico e místico está presente, mas apresentado de modo muito mais contundente dentro da narrativa que traz detalhes ostensivos sobre esse período histórico poucas vezes explorado pela ficção. 

Novidades na medida certa

Valhalla também marca algumas novidades bem-vindas de mecânica e combate. A começar pela abolição do sistema clássico de níveis. No caso, tudo é mensurado através do “poder” do personagem. 

Mesmo que isso afete a velocidade das diferenças de dano e vida de Eivor através de mudanças percentuais pequeninas, o sistema é valioso, pois permite uma abrangência ainda maior de elementos disponíveis na árvore de habilidades inspirada por Skyrim.

Fora isso, a escolha de usar livros de conhecimento, espalhados pelo mapa, como única forma de conseguir habilidades especiais, é um acerto. A exploração aqui certamente é muito bem-vinda e compensatória. 

O progresso é visto em praticamente todos os cantos, incluindo na construção do seu assentamento viking e também das incursões em diversos castelos e fortalezas que possuem um quê de For Honor. 

Assassin’s Creed Valhalla já está disponível para Xbox One, PS4, PC e Xbox Series X|S.

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Publicado por Matheus Fragata

Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas.

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