A Academia Literária Espanhola (RAE) e a Associação de Academia da Língua Espanhola (ASALE) apresentou nesta segunda-feira seu primeiro manual de estilização do idioma espanhol. A publicação sem precedentes pretende servir de guia prático para resolver todas as dúvidas surgidas da evolução da língua, em meio às reformas ortográficas, fonéticas e gramaticais pelas quais ela passou.

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Com título Libro de estilo de la lengua española según la norma panhispánica (Livro de estilização da língua espanhola segundo a norma pan-hispânica, em português), a obra foca na ortografia própria da escrita digital que “não deve abandonar, e sim abranger todas as normas linguísticas existentes”, conforme declaração do diretor honorário da RAE, Víctor García de la Concha. No primeiro capítulo, a nova obra insiste na opinião da instituição em repudiar o uso da linguagem inclusiva e considera desnecessário todas as variáveis do duplo-gênero (todxs, todes ou tod@s, por exemplo). Ademais, deixa claro que o gênero masculino “por não ser marcado, pode abraçar o feminino em certos contextos”.

“O problema é confundir a gramática com o machismo”, ele continuou, acrescentando que o debate “não trará grandes novidades”. É possível que essa problematização também fique nas mãos do sucessor, já que o atual presidente Darío Villanueva deixará a cadeira no dia 13 de dezembro.

A decisão causou tumulto entre os internautas, os quais, em diversas respostas ao anúncio, falaram que a academia desmerecia o discurso feminista de igualdade e prezava pela manutenção de um conservadorismo medieval, inclusive na língua espanhola.

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