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Informações técnicas

Distribuição: Warner
Duração: 143 min
Discos: 2
Embalagem: Amaray
Luva: Sim – Lenticular 3D
Preço: R$ 59,90

Vídeo

Razão de aspecto: 2.35:1
Resolução: 1080p
Codec: MPEG-4 AVC (23.51 Mbps)

Áudio

Inglês: DTS-HD Master Audio 5.1
Português: DTS 5.1
Espanhol: DTS 5.1

 

 

Análise

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O Filme

★ ★ ★ ½

Acho difícil que algum dia tenhamos uma adaptação cinematográfica digna do primoroso romance de F. Scott Fitzgerald, mas O Grande Gatsby de Baz Luhrmann é sem sombra de dúvida o melhor resultado que tivemos até agora. O estilo extravagante de Luhrmann nos leva em uma viagem colorida e vibrante aos anos 20, temperado por um anacronismo musical brilhante, um dos melhores usos de 3D que o cinema já viu e um elenco certeiro. É um filme eficiente e que transporta bem as mensagens do livro, ainda que a mão de Luhrmann acabe pesando demais e estragando algumas sutilezas. Crítica

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The Greatness of Gatsby

★ ★ ★ ½

O primeiro extra mergulha no estágio inicial da produção, partindo da bizarra história do porquê Baz Luhrmann resolveu adaptar novamente o romance clássico de F. Scott Fitzgerald (envolvendo uma viagem espiritual no Expresso do Oriente e muita bebida australiana), então discorre rapidamente sobre o significado da história e algumas de suas primeiras ideias visuais; que começaram justamente com a trágica morte do protagonista.

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“Within and Without” with Tobey Maguire

★ ★ ★ ★

Mantendo uma tradição divertida dos filmes de Luhrmann, um membro do elenco saiu pelas gravações com uma câmera para registrar momentos de bastidores. O encarregado em O Grande Gatsby acabou sendo Tobey Maguire, e o diretor defende a ação por acreditar que esse processo de observação e registro é diretamente relacionado à persona de Nick Carraway. Se ajudou Maguire a interpretar melhor o personagem não sei, mas temos muitos pequenos momentos divertidíssimos e descontraídos, mostrando um pouco de alguns problemas inesperados (como a chuva em uma locação que deveria ser ensolarada) e o trabalho de contrarregras e supervisores. Nada mal.

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The Swinging Sounds of Gatsby

★ ★ ★ ★ ★

Baz Luhrmann sempre exerceu um fascinante uso de anacronismo em suas produções, e a decisão de transformar o jazz dos anos 20 em hip hop e música pop com O Grande Gatsby é certamente um dos pontos altos desta nova versão, resultando em uma mistura bizarra e agradável na tela. Esta extra traz depoimentos de Luhrmann e diversos músicos envolvidos na criação da trilha anacrônica, como Jay Z, Florence Welsh, Lana Del Rey (que cantou a primeira versão de Young & Beautiful via Skype para Luhrmann), a dupla The XX, Bryan Ferry e o compositor Craig Armstrong. É um featurette excelente que explora as criações individuais de cada artista e o sentido de cada canção para a história, assim como a mistura maravilhosa com a orquestra de jazz.

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The Jazz Age

★ ★ ★ ★ ★

Saindo da produção do filme, esse extra volta no tempo para explorar a carreira de F. Scott Fitzgerald e o laçamento de O Grande Gatsby na época, analisando seus temas, significados e o impacto da obra na literatura de língua inglesa. Mas, principalmente, Luhrmann e o narrador digno do History Channel investigam o sentido da expressão “jazz age” e o contexto cultural e socioeconômico dos EUA nos anos 20, marcado pela ascensão do Jazz. Vale notar a presença de diversas imagens de arquivo e trechos do texto de Fitzgerald bem utilizados como um exemplo do retrato que o autor fez daquele período.

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Razzle Dazzle: The Fashion of the ’20s

★ ★ ★ ★ ★

Se você gosta de figurinos, este é o extra pra você. Ao longo de consistentes 16 minutos, acompanhamos o processo de Catherine Martin, que exerce a dupla função de figurinista e designer de produção, em sua pesquisa de referências de ternos, vestidos e trajes dos anos 20 assim como a criação destas para o novo Gatsby; sendo interessante observar a atenção aos detalhes e como cada personagem tem um figurino muito específico, desde o aspecto chique e chamativo de Gatsby, o caráter mais modesto de Nick ou o vermelho berrante da adúltera Myrtle. Vemos detalhes de anéis, chapéus, meias e sapatos, desde o desenho conceitual até a peça final. Para os interessados no assunto, é um verdadeiro deleite.

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Fitzgerald’s Visual Poetry

★ ★ ★ ★ 

Um dos melhores quesitos deste novo Gatbsy é seu 3D estereoscópico. Rodado no formato, é um dos raros casos onde a tecnologia se justifica e agrega consideravelmente a trama, e aqui vemos como Luhrmann o usou para ressaltar as passagens de texto que invadem a tela em momentos específicos. Foi uma forma encontrada de tornar a jornada interna de Nick Carraway mais cinematográfica, além de ganhar um efeito dinâmico e que realmente impacta diferentes cenas. Só poderia ser mais longo.

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Gatsby Revealed

★ ★ ★ ★ ★

Esse extra é inesperadamente dividido em 5 partes, cada uma se aprofundando em momentos diferentes do filme, desde a ideia da cena até a complicada execução. Temos ali a cena da primeira festa, o passeio de carro por Nova York, o reencontro entre Gatsby e Daisy, a acalorada discussão no Plaza e o trágico clímax na pisicna de Gatsby. Todos são muito informativos e revelam um processo de reconstrução de época e de detalhes impressionante, com o destaque absoluto ficando, claro, para a maciça cena de festa que incluiu centenas de figurantes e muita purpurina. Porém, gosto do enfoque na minha cena preferida do filme, quando os personagens se reúnem em um luxuoso quarto do Hotel Plaza para uma intensa discussão, onde vemos o estudo do elenco para a cena e a isolação da equipe dessa locação específica e o trabalho de Catherine Martin na reconstrução do local.

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Deleted Scenes

★ ★ ★ ★

Só temos três míseras cenas deletadas aqui, o que normalmente renderia uma nota bem baixa, mas o que faz valer a visita é o fato de termos Baz Luhrmann comentar detalhadamente a ideia dessas três cenas e os motivos pelo qual acabaram de fora da edição final. Temos uma cena entre Nick e Jordan e muito material que se segue após a morte de Gatsby, incluindo uma aparição inesperada de seu pai. As cenas em si não impressionam, mas é alentador ver um diretor tão interessado em manter uma relação informativa com o espectador.

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1926 Trailer – The Great Gatsby

★ ★ ★ ★

Pra fechar com chave de ouro, um trailer da primeira adaptação da obra de Fitzgerald para os cinemas, no filme mudo de Herbert Brenon que encontra-se perdido até hoje. Uma raridade.

Conclusão

nota-4,5

Mesmo que não seja o mais perfeito dos filmes, O Grande Gatsby é a melhor adaptação que o clássico de F. Scott Fitzgerald já ganhou, tendo uma versão dinâmica e extravagante que não tem medo de experimentar novas ferramentas e abordagens. O material extra vai além e oferece insights valiosíssimos sobre a complexa produção e o processo de adaptação, sendo um verdadeiro deleite para os fãs da obra e os interessados no processo de filmmaking. Só peca por não oferecer uma faixa de comentários em áudio, mas todo o resto é perfeito.